Único - Empacotando

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Bom, tudo estava normal naquela tarde de domingo.

Resolvi fazer um café para terminar logo de corrigir as "provas" dos meus aluninhos - sou professor do primeiro aninho do ensino fundamental-.

Quando cheguei a cozinha, surpresa! o pote de açúcar estava vazio .

É, já faz um tempinho que não vou no mercado. Essa vida de comer besteiras fora de casa não está me fazendo bem.

Fui até a geladeira na esperança de encontrar algo bem doce ou bem amargo para comer. Mas não tinha nada além de água e dois pés de alfaces ali.

"Eu por acaso virei uma lagarta para viver de folhas?"

Toda a essa buca me deu certa fome, então acho que minhas opções são:

A- Sair de casa e comer qualquer coisa na rua, porém qualquer dia desses eu vá passar por esse mesmo momento e ter que decidir novamente.

Ou

B- Ir ao mercado e comprar algo decente para comer.

Bom, ir ao mercado é bem trabalhoso, mas eu não estou afim de ter que decidir esse dilema de novo tão cedo.

Peguei as chaves do carro e saí trancando a porta.

Yes, go to mercado, Xu minghao

[...]

Quando adentrei o local senti o ar gelado invadir as aberturas da minha roupa me causando um certo arrepio.

Fui até a parte que mais gostava em mercados: a área de iogurtes.

Enchi meu carrinho com variedades de danones e iogurtes indo até a seção de bolachas.

Enquanto escolhia senti alguém esbarrar em mim.

-Oh, ,me desculpe senhor.

Era, uma mulher que segurava uma criança no colo - e no caso, uma criança bem elétrica pelo oque vi, pois estava tentando pegar tudo oque via pela frente.

- Está tudo bem, eu é quem peço desculpas por estar plantado aqui há uns cinco minutos, você provavelmente quer pegar algo aqui.

Sorri e puxei meu carrinho abrindo meu caminho para que a mesma passasse.

-Oh, que isso pode escolher!

Ela observou meu carrinho.

- Tão novo já é pai?

Ela parecia surpreso e sorria tentando segurar a criança sem jeito.

Pera... Eu, Pai?

- Oh, não, não, eu não sou pai não, isso aqui são apenas umas coisinhas necessárias para uma pessoa solteira que não sabe cozinhar direito viver.

Soltei uma risadinha e continuei sorrindo para a mesma

- Nossa, desculpe-me.

Ela sorriu e olhou para os lados meio constrangida.

- E-eu tenho que ir moço,tchau.

Disse ela pegando alguns pacotes de bolachas e enfiando no carrinho com certa pressa.

"É acho que vou levar os dois."

Disse pegando alguns pacotes de bolacha de Oreo e passa tempo e colocando tudo no carrinho.

Terminei minhas compras e fui até o caixa pagar tudo.

-Olá boa tarde senhor.

Disse a caixa com um sorriso enquanto passava minhas compras calmamente.

O empacotador de coraçõesDes histoires addictives. Découvre maintenant