Prólogo

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Aos cinco anos me dei conta que eu não tinha uma família perfeita, que nada era um mar de rosas. Eu sempre acreditei que meus pais trabalhassem em uma empresa, que meus irmãos fossem pessoas estudiosas, mas não!

Um dia, meu pai veio conversar comigo e me explicou quem éramos de verdade, e do que é feito meu sangue. Me ensinou a mexer numa arma, desde então tirávamos horas para acertar meu tiro, a mexer em uma espada, facas...

Eu estudava em casa, já que minha mãe morria de medo que eu fosse a escola e acabassem descobrindo quem somos. Sim, era a única coisa que os detinha, era eu. Meus irmãos já eram mais velhos, sabiam se cuidar.

Eu sempre fui inocente. Sempre.

Com dez anos de idade eu já matava. Meu pai trazia animais e assim eu treinava minha pontaria. Eu conseguia poucas vezes, eu ficava cheteada quando errava, assim notei que não tinha vocação para matar.

Por que? Porque eu nunca fui tão boa quanto eles, eu sentia que eu estava decepcionando eles e isso me fazia se sentir culpada. Até que depois de tanto treinos eu conseguir ser boa, até melhor que meus irmãos.

Meus irmãos já não se importavam mais com nada. Matavam por diversão, cometia erros, pois não se importava, eles nunca seriam presos. Sempre fomos ricos.

Eu com quinze anos vi minha mãe ser assassinada e não conseguir fazer nada. Sim, uma agência de espiões estava atrás da gente, por causa dos deslizes que meus irmãos cometia.

Eu me senti vitoriosa. Já que meus irmãos diziam que era um decepção, parece que o jogo virou não é mesmo?

O mais triste foi a morta da minha mãe, aquela que saía para fazer compras comigo, a que me defendia, a que me ensinava tudo sobre garotas, e foi com ela que aprendi sobre menstruação.

Passamos dias de luto, parece que matar perdeu a graça, até que levantamos a cabeça e não paramos até destruir essa agência de espiões idiotas.

Com meus dezoito anos. Vi minha família desmoronar, mudar totalmente, vi todos tomarem rumos diferentes. Cada irmão para um lado.

Anos de luta, para que? Chegamos a lugar nenhum. Meu pai tinha um plano, um passo importante. Mas não adiantou, ele foi pego e morto.

Suas últimas palavras foi para mim, ele disse para eu matar todos os hipócritas dessa agência, começando pelo o filhinho dos donos.

Suas últimas palavras foi para mim, ele disse para eu matar todos os hipócritas dessa agência, começando pelo o filhinho dos donos

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Minha AssassinaHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora