Capítulo I: tudo começou no outono.

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-Bom, prometo a vocês meus caros, ser muito breve, mas muito breve mesmo! Afinal, quem teria coragem de perder tempo comigo?, Pois sou apenas um velho caduco eu mal sirvo agora pra sequer levantar o meu arco e fazer uma maldita e simples nota.
Mas, como eu lhes falei prometo não tomar o tempo de vocês; afinal o que garotos promissores e cheio de virtude e vigor querem comigo?
o velho um pouco mal humorado e esguio perguntou o nome daquela dupla de repórteres
- mas, que velho...
- calma Joseph perdão meu caro?!...
Um dos repórteres se dirigiu ao velho, que prontamente disse:
- me Chamo Rudolph, Rudolph Dusserdolf.
Atônitos com o que o senhor esguio e desconfiado disse eles disseram:
- meu Deus! É ele? Esse é a lenda?
- Charlie será que esse é o homem que nós procuramos?
- Joseph eu tenho certeza que sim.
Rudolph percebendo a expressão de perplexidade diz a Charlie para que ele pegue algo:
- Ô garoto, poderia pegar aquele Case para mim? Afinal, estou na minha cadeira de rodas.
O jovem de prontidão, pegou o case e em seguida o abriu.
Charlie com os olhos brilhantes exclamou:
- um Schieffer da época meu Deus! É ele Joseph encontramos!
Em seguida, Rudolph abraçou o violoncelo e disse:
- é meu amigo, jurei não abrir mais o seu case e depois de 50 anos estou eu aqui te acariciando de novo...
Após um longo suspiro nostálgico Charlie o entrevista e após algumas horas ele pedem para o senhor Rudolph para tocar alguma coisa que relutante aceita a tocar. No meio da música lágrimas rolam do Cellista, no qual parou de tocar e chorou muito a dupla Charlie e Joseph observam em um silêncio misto de pena com ansiedade até que Joseph pergunta:
- o que houve senhor Rudolph porque não continua com esse lindo prelúdio de Bach?
Rudolph responde em um ar triste e nostálgico:
- tudo começou há quase 50 anos, tudo começou quando o frio iniciava o seu prelúdio, tudo começou no outono...
- era outono de 1962, estava saindo de São Paulo para ir até a terra natal dos meus pais em Dresden na Alemanha, o vôo seguiu tranquilo estava feliz e ao mesmo tempo apreensivo, pois, eu acabei de ganhar uma bolsa de estudos em um conceituado conservatório alemão. Mas eu estava feliz na América do sul, especificamente no Brasil era outono mas, eu voava rumo ao desconhecido, quem sabe o que poderia me esperar lá fora a sensação de euforia era grande mas a sensação de medo predominava, mas uma coisa foi garantida as lições, ganhas e percas de lá pra cá me tornou homem com "H" mas, também aprendi que a queda é natural para que todos nós possamos evoluir mas aquele foi um dos outonos mais longos que eu já vivi até hoje.

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