O começo de uma amizade inesperada

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Abro os olhos e ainda não levar uma credito para a Coréia do Sul, claro que vou sentir saudades do Brasil, da minha cidade de interior, mas acho que é um novo começo pra mim. Atualmente moro em uma cidadezinha do interior de são paulo chamada Artur Nogueira, moro aqui a 9 anos e a cidade, ela é tranquila e muito pacata o que eu gosto muito nela. Não há muitas coisas para fazer aqui, mas ela é conhecida na região por ter bons carnavais, rodeios e encontro de motocicleta, além de ter uma lagoa linda perfeita para os dias estressantes, amo aquele lugar, ele é perfeito para ler um livro , ouvindo o som da água e dos patos, simplesmente o melhor lugar do mundo, vou sentir saudades disso. Vou sentir muita  saudades dos meus pais, nunca fomos ricos,mas eles nunca me privaram de sonhar alto, muito pelo contrário eles  sempre me motivaram. Quando eu disse que queria tentar uma bolsa na Coréia do sul, eles me disseram que  não seria um sonho fácil,mas se eu me esforçar eu poderia conseguir tudo de que eu quisesse e que eles iriam me apoiar em todas as decisões que eu tomasse, e foram essas palavras reconfortantes que me fizeram chegar onde cheguei e sou muito grata a eles por confiarem em mim e me apoiarem. 
-Vi? Posso entrar? - diz minha mãe batendo na porta. - Pode sim mãe. - Respondo me espreguiçando na cama, acho que fiquei muito tempo pensando e esqueci do horário. - Você ainda está na cama? você vai se atrasar para pegar o voo, o aeroporto fica longe você se esqueceu? pego meu meu meu celular e tiro uma foto enquanto ela fala, nossa como vou sentir saudades dela, a voz dela me chamando, eu a amo  muito apesar de não dizer constantemente. - O que você ta fazendo? você ouviu o que eu disse? - ela diz me olhando brava. -Mãe a senhora está linda hoje. - Ela sorrir. - Para de me dizer o óbvio e vai se arrumar, já conferiu sua mala? ta tudo certo? Não se esqueça de nada ok? Me avise quando estiver pronta. -diz ela fechando a porta. Me arrumo consideravelmente, coloco um vestido preto florido rodado, uma sapatilha rosa bebê e óculos escuros, não quero que me vejam quando eu começar a chorar na despedida. Saio do meu quarto com dificuldades para carregar as malas, meu pai vem imediatamente para me ajudar, ele tira as malas pesadas da minha mão e murmurar alguma coisa que não consigo ouvir o que foi. Vejo no relógio que são 10a.m, me voo sai as 13p.m, mas é sempre bom ir adiantada para não acontecer nenhum imprevisto. Tomo o meu café da manhã com minha mãe me enchendo de perguntas, mas consigo desviar algumas e responder as principais. Vamos para o carro onde temos uma viagem de 1h até o aeroporto internacional de Campinas, conversamos muito até o caminho,  minha mãe chorou várias vezes e eu ainda estou me segurando para não deixar as lágrimas caírem. Vou até  o balcão fazer o check-in e espero pelo meu voo, já são  12:30 e quanto mais a hora do voo se aproxima mais fico triste por deixar meus pais. São 12:50 e começam  a chamar para o embarque, minhas lágrimas finalmente caem, dou abraços demorados em cada um deles e digo que amo muito eles, saio com minha bagagem de mão olhando para trás quando me esbarro com um cara de terno preto, ele é alto, magro mas definido, cabelos pretos, lábios levemente rosados, talvez seja um dos caras mais lindo que ja vi,ele me pede desculpas e segue seu caminho,  assim como eu, dou uma última olhada nos meus pais que ascenam e eu entro no avião. Bom, serão longas 37 horas até eu chegar na Coréia, meu assento é o da saída de emergência, não demora muito até um cara sentar do meu lado, não vejo o rosto dele perfeitamente mas com certeza é coreano. Minutos depois a comissária de bordo vem nos dizer os procedimentos de se sentar na saída de emergência.
Demora um pouco mas o avião finalmente decola, tomo o remédio que me minha mãe me deu para dormir e não demora muito para eu dormir. Acordo 4 horas depois com um peso no meu ombro, é o homem do meu lado, sinto tanta dor, mas nessa posição consigo vê-lo perfeitamente, olhos pequenos ,ombros largos,  cabelos castanhos, pele exageradamente branca, boca carnuda. Devo admitir que ele muito bonito, não tão bonito quanto o homem do aeroporto, mais ainda sim é bonito, mas o fato dele ser bonito não muda a minha dor no ombro,  tento empurrar o seu rosto gentilmente para o outro lado, mas ele acorda se depara comigo segurando o seu rosto,  meu deus que vergonha, o que devo fazer o que devo dizer, ele está me olhando quando ele diz. - Por quanto tempo você vai segurar meu rosto? - O sotaque dele me faz rir, mas tiro imediatamente a minha mão de seu rosto. - Me desculpe,  é que sua cabeça estava no meu ombro e estava  começando a doer,  queria coloca la para o lado sem acordá-lo. - Ele sorrir. - Nesse caso eu é quem deveria pedi desculpas,  é que normalmente não durmo em aviões, mas o seu ombro foi uma almofada de pena de tão macia e fofa  obrigado e me desculpe novamente. - O que ele quis dizer com isso? É impressão minha ou ele me chamou de gorda? Que idiota. - Prazer meu nome é  Soobin, estava fazendo intercâmbio na USP, e agora estou voltando para minha antiga faculdade em Seoul, eu gosto muito do Brasil,  tem várias mulheres bonitas,  me divertir muito aqui. - Ele dizendo tudo isso e o que eu não parava de pensar era : "ele me chamou de gorda". Ele estrala os dedos e eu volto. - Você me ouviu? Você pode trocar de lugar comigo?  Assim eu não durmo no seu ombro de novo. - Asceno com a cabeça sinalizando sim, quando me levanto tem uma turbulência, caio em cima dele e acabo o beijando.

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⏰ Last updated: May 21, 2019 ⏰

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