C A P I T U L O
Ú N I C O
Fico pensando. E se?
E se um dia encontrasse alguém que eu fosse capaz de amar? E Se este amor fosse recíproco? E se este alguém me pedisse para assumir este amor? O que eu faria? O que eu diria?
"Não! Eu não posso, por favor! Não me perguntes o por quê?"
E então este alguém teimosamente rebateria: " por que não!? Se eu te amo e, tu me amas , imagino. Por que não?"
Eu estaria aos prantos, encolhida em meu leito, você me olharia com perplexidade, esperando uma resposta plausível. "Imagine que este quarto seja uma caixa, por fora tão colorida, por dentro uma escuridão, ninguém pode vê o que há dentro, é uma caixa de surpresa. Talvez tenha facas afiadas, lanças com pontas envenenadas ou, uma bomba prestes a explodir, mas nunca poderá cogitar a possibilidade de encontrar algo bom nessa minha obscuridade. Criar espectativas, é fulcro de esperança mórbida. Essa sou eu, é assim que eu sou!"
Mas você sempre persistente, insistia: " Ei, Eu te amo, eu não me importo se o abismo é profundo. Se a queda pode ser mortal"
Somos meramente mortais, portanto insignificantes, Não deveria ser ao contrário? deveríamos preservar o nosso valor, pelo simples fato de que a vida é um sopro.
Este alguém continuará sem entender.
Não por ser egoísta, apesar de que o amor tem dessas coisas, fazer das pessoas um poço de egocentrismo, mas por ser muito além do que se pode vê. Não adianta ter olhos de Aguia, Não adianta acender a luz, Não adianta tentar querer ver, Não adianta. Por mais fértil que seja a imaginação do ser humano, o mundo, as pessoas, a humanidade em evolução estar sempre pronta para te surpreender, a maioria destas não é de uma maneira boa.
É como cair em depressão, nada mais é importante, as pessoas que você ama merece alguém melhor, Não quer vê ninguém, Noites de insônia e sua companhia é a luz da lua o fogo do fogão.
Não é como uma adolescente na puberdade que acabou de perder o namorado e está em frente à televisão assistindo romance água com açúcar e tomando sorvete ao mesmo tempo em que chorar acreditando que nunca mais vai amar alguém e que a sua vida acabou, é além do que se pode vê.
Estou sufocando, ninguém pode me salvar, se o amor é a cura, por que eu sinto que tenho que preseva-lo? deixando-o ir embora da minha vida, mesmo que eu não queira! Não adianta empurrar a sujeira para de baixo do tapete, Não adianta! O passado é uma marionete e as pessoas é os cordão que os puxa para o presente.
Eu continuaria na defesa.
"Isso não é o suficiente para que duas pessoas vivam felizes para sempre!"
"E o que é o suficiente? Me diga que eu faço?"
Você chegaria tão perto, segurando minha mão contra o teu peito, para que eu sinta teu coração bater tão fortemente. Você me beijaria repentinamente, no desespero de me perder, eu não hesitaria, por aquela noite deixaria você me ganhar. Deixaria teu corpo delgado e quente grosar no meu, tua língua brincar com a minha, tua boca deixar suas marcas arroxeada na minha pele tão branca.
Teus dedos finos adentrar o meu segredo com movimentos precisos, me fazendo gemer e gritar no ápice do prazer, naquela noite seríamos um só corpo. Eu a mordiscar teus lábios finos e levemente avermelhado, redesenharia com a língua o bico de teus seios erigecido, desceria fazendo trilhos de beijos, de teu pescoço à tua virilha, provando mais uma vez do teu gozo e me deliciando com os teus gemidos. No final nos contentaria com o silêncio, abraçadas e ofegantes, você sobre o meu peito voltando a tua calmaria.
Acordaria pela manhã, Você dormia plenamente sobre as cobertas esbranquiçadas, teus cabelos dourados, caídos sobre teus seios firmes. A observaria por alguns minutos, queria levar aquela imagem serenamente satisfeita comigo. Ao escrever-lhe um bilhete, deixaria lágrimas das minhas órbitas derramadas, Você acordaria, procurando me envolta e tudo que teria encontrado sobre o criado mudo, o bilhete dizendo adeus, pedindo perdão, mas, preferindo que tu ficasse apenas com o melhor de mim.
Fico imaginando a tua reação, teus lábios inferiores sendo mordido na tentativa inútil de conter o choro, afogaria o rosto no travesseiro e de tua garganta uma exclamação forte, sonora e desesperadora, um grito de adeus contido por alguma barreira.
[...]
E se de repente eu quiseres voltar para os teus braços?
E do caminho até você não mais me lembrasse?
Ou se tu tiveres outros braços a lhe amparar?
Outra boca para beijar? outro coração a lhe amar? E então eu seria apenas o passado? E só me restaria a viver o presente e o futuro com tamanhas amarguras.
Perguntaria: onde estas a minha estrutura?
Você seria capaz de amar outro alguém ?
Sim! Eu buscaria saber, mas temendo tua resposta. -você diria não ter mais volta, E então bateria a porta a sair, depois de uma recaída que me diria que ainda não fora o nosso fim.
Difícil seria os dias a ti conquistar
Tu me renegaria por meses, décadas, talvez, por naquele dia te abandonar.
Tu dizeres que sou inconstante
Não mereço tua confiança, perguntaria o por que de eu ter ido embora? E eu apenas ti daria o silêncio como resposta.
Cantaria-te canções, poesias a ti citaria, tocaria-te violão, abriria-te meu coração com serenatas de amor ajoelhada no chão com buquês de flores para adoçar o teu ser amargurado, faria mil promessas para estar sempre ao teu lado, ti levaria para passear no parque, leria teus livros favoritos para termos sobre o que falar, mais uma vez tocaria delatono de sal da Vinci a tua predileta, faria do mundo uma orquestra para tu bailar como bailarina ou quem mais tu quiseres interpretar.
E depois de tudo isso tu não quiseres uma chance me dá?
Continuaria a tentar...?
Perdoe a minha tolice de querer sempre afastar as pessoas que amo por medo de-as magoar, perdoe meu anjo minha estupidez de ti me afastar, será que seria pior do que um segredo lhe revelar?
Perdoe minha insegurança
A minha inconstância,
O certo era desistir jamais,
mas como nada do que eu fizera fora capaz de fazer com que tu me aceite de volta, agora quem tranca a porta sou eu deixando-ti viver em paz, com tua amada que sabe como lhe fazer feliz, me pergunto se algum dia eu fiz o que ela fora capaz de fazer com você, teus olhos estão mais vivido e brilha como a luz do amanhecer.
Agora os dias passam
Os anos se desenrolam com o vento
Eu fico ainda a me interrogar se tu estás ainda a amar aquela mulher? Por algum momento tu se perguntará: Por onde aquela moça que um dia tantas decepções me trouxe andara?
Eu já não mais lembro de você
Não por um dia querer te esquecer
Mas porque o passar do tempo atrofiara a minha memória
Se ainda existo? É claro mas não sei que dia é hoje, nem lembro do rosto de minha mãe, não saio sozinha e dependo de estranhos, meus filhos adotivos vivem em uma grande mansão, os seus rostos não me lembro muito, mas ainda tenho os relapcios de quando eram crianças, apresentei-a à eles através de um retrato gasto que guardava de você, agora até ele desbotado fora, apagado da vida e de minha memória, Se escrevo-te agora essa história é para que tu saibas que sempre te amei, Eu não mais sei para quem escrevo e nem como escrevo, mas quero que tu saibas que em algum lugar em mim tu contínuas viva e eu contínuo te amando assim como minha memória continua atrofiando.
F ♡ I ♡ M ♡
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E se?
Short StoryNão é como uma adolescente na puberdade que acabou de perder o namorado e está em frente à televisão assistindo romance água com açúcar e tomando sorvete ao mesmo tempo em que chorar acreditando que nunca mais vai amar alguém e que a sua vida acabou...
