O dia em que a minha vida mudou de ruim para pior ainda, era outono, setembro de 2018, eu e a minha família estávamos prestes a viajar para uma cidadezinha pacata no Texas. Era a nossa primeira viajem em família, antes disso só vivíamos um em cada canto fazendo suas coisas, como familiares éramos lamentáveis se comparado com os outros. O dia estava apenas começando quando a história da minha vida se deu início com algo horrendo, eu me chamo Redhead Jones, a parte má da família.
— Filha, acorda logo! Desligue o despertador.
— O que ? que horas são ? Mas que merda...
O sol estava escapando por um fresta na cortina e iluminando meu rosto, não conseguia abrir os olhos por conta da claridade e, muito menos queria levantar da cama. Me perguntava o porquê do despertador estar tocando no sábado de manhã, minhas aulas já haviam terminado recentemente, foi aí que me lembrei da viajem, caramba! "Saltei" da cama na mesma hora e abri as cortinas fazendo com que o sol invadisse meu quarto de uma vez, a energia pura me deixando bem, não tinha nada melhor que um bom banho de sol.
O dia estava notavelmente lindo para o começo de uma viajem, ia ser interessante ter aquela experiência pela primeira vez. Deixei as cortinas de meu quarto abertas, a janela aberta para que o ar entrasse e levasse as impurezas. Fui diretamente ao banheiro, entrei primeiro que meu irmão mais novo que acabara de sair do seu quarto todo saltitante, ele também parecia ansioso para aquilo. Já dentro do banheiro tomei meu demorado banho de meia-hora, sim, eu demorava tudo isso só pra lavar o cabelo umas cinco vezes e enxaguar minha juba ruiva. Foi daí que veio o meu nome "Redhead" - sinceramente eu achei bem... "Criativo".
— Saia logo do banho! — Gritou minha mãe.
— Já estou saindo. — Gritei de volta para ela, resmungando pelo fato de me apressar tanto. Bom, no final das contas tomei meu banho descansada e me arrumei, claro que fiquei algum tempo secando meu longo cabelo ruivo, não podia sair de qualquer jeito. Duas horas se passaram desde então, estávamos prestes a sair, colocando as malas no carro quando de repente minha mãe recebe uma ligação no celular.
— Sua mãe quer te ver — Ditou um homem do outro lado da linha, era uma voz rouca.
— O que houve com ela? — Perguntou Medaleine, minha mãe, para o homem.
— Ela passou mal, esteve chamando por seu nome: " Medaleine", então achamos melhor ligar para seu número, está nos arquivos aqui do hospício, Medaleine Jones, certo?
— Eu mesma, estou indo para aí agora. — Desligou.
Pude ver o receio na face dela, parecia preocupada, estava pálida. Não soube o que comentar naquele momento a não ser tentar consolar ela, a vovó estava passando mal, então, tive a brilhante ideia de mudar nossos planos de viajem, agora iríamos para a porra de um hospício. Meu pai não esteve presente em nossas vidas desde que me conheço por gente, sempre fomos eu, minha mãe, vó e irmão mais novo. Recentemente a vovó começou a ficar louca, acho que é por causa da idade dela, talvez. Bom, a mamãe mandou ela pra um hospício pra ver se melhorava ou algo assim, eu nunca estive num lugar desses antes.
· · — — · · — — · ·· · — — · · — — · ·
A caminho da casa de horrores meu irmão questionava nossa mãe constantemente, eu me perguntava em silêncio o porquê dele ter nascido e ser tão chato, fiquei sabendo pela vovó um pouco antes dela ser colocada naquele lugar que Medaleine Jones tentou me abortar, nunca comentei sobre isso com ela por achar desnecessário mas, tava quase explodindo. Olhava pela janela da direita de trás, meu irmão estava ao meu lado e minha mãe no volante batendo boca, mas quem havia ligado daquele lugar? ela parecia inquieta enquanto dirigia e falava.
VOUS LISEZ
Os corvos que rodeiam o hospício.
HorreurOs corvos que rodeiam o hospício é uma história creepy de minha autoria, ela conta a história de Redhead Jones e sua perturbadora experiência com um genocida.
