Prólogo

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- Eu não acredito que você deu aquele tiro. - sua voz, baixa e rouca, me acusava.


Não era novidade nenhuma eu ser acusado por coisas que não fiz, passei minha vida toda nesses dilemas. Mas nunca pensei que seria por ele.


- Eu não dei! - esbravejei pelo telefone, fazendo com que me escutasse o mais claramente possível. - Você sabe disso, não sei o que está tentando...


- Espere, o quê?


- Não se faça de idiota, seu convencido do caralho!


Bati no vidro com força o suficiente para um dos guardas me alertar de que deveria me manter longe, ou encerraria a visita. Tive que me controlar e respirar fundo. Queria enfiar minha mão na cara dele quantas vezes fossem necessárias, mas um vidro ridículo nos separava.


- Tony...


- Vai se fuder, Steve.


E assim, apenas nos encaramos pelos minutos que se seguiram, ambos com os telefones nos ouvidos.


- Gostava mais de quando estávamos do mesmo lado do vidro. - comentei apenas, encerrando a visita e chamando o guarda.


Steve não relutou nem um pouco ao desligar também o telefone e arrumar seus ridículos fios perfeitos e loiros, me dando as costas.

A Way Out; [stony version]Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora