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Cap. 1 - As primeiras Mortes

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    Um mundo onde a vida é tudo para os outros, porém nada para mim e é nessa era infernal dos humanos que eu sou o vilão.
    No entanto vim a esse mundo como qualquer outra criança, porém com uma diferença que para o começo da vida não era tão visível.
    Podia afirmar que tive um início de infância normal, até chegar o momento de ir a famosa escolinha por onde todos os humanos começam um terço de sua educação, pois a primeira vem dos pais.
    Sempre fui uma criança quieta e confeço que tinha meus olhares obscuros e por esse motivo minha vida passou a mudar severamente.
    Os pais das crianças que estudavam comigo começaram a reclamar que seus filhos ficavam perturbados em casa por causa da minha presença em sala de aula, e isso foi se devastando até que os meus pais me tiraram de lá.     
    Permaneci o restante da minha infância recebendo aulas particulares de um professor chamado James Russell, um homem alto e forte, de pele clara e olhos verdes e cabelos negros. Era um bom homem e nunca mostrou qualquer sentimento de medo ao estar comigo, mesmo convivendo com minha entipatia natural desde os meus 5 anos.
    Seus horários de aula eram das 07:00 às 12:00 de segunda a sexta, cinco horas por dia que para mim as vezes eram desisnteressantes. E um de seus costumes era que quando percebia que eu estava distante da matéria ele começava uma brincadeira que estimulava minha curiosidade e no final a aula se tornava prazerosa. Até algumas vezes ficava mais um tempo para me ensinar novos idiomas que sabia.
    Ao completar 10 anos de idade, descobri que meu professor havia cometido suicídio da forma mais cruel que um ser humano poderia imaginar. Estava próximo a porta do escritório de meu pai, que estava meia aberta e pude escutar perfeitamente um policial descrever detalhes do ocorrido.
    Meu corpo estava entre o desejo da curiosidade e a adrenalina ao saber que ele próprio se mutilou, arrancando-lhe as pernas com um serrote de carpinagem e um dos braços também. James chegou a começar a cortar a garganta, mas morreu pela perda imensa de sangue. Mantive-me alí por um tempo até que minha mãe vê minha sombra. Aconchegando-me em seus braços levou-me gentilmente ao meu quarto. E foi naquele instante onde percebi que a morte do meu professor, cujo passou um longo tempo comigo não significou nada para mim. E sei que com certeza uma criança qualquer choraria pela perda de um ser que passou 5 anos lhe educando, se divertindo e ensinado outros idiomas, eu simplesmente sorri cruelmente mesmo sabendo que aquele pobre homem havia deixado uma esposa e dois filhos.
    Naquela mesma noite ouvi meus pais cochicharem durante a noite toda sobre a brutalidade do ocorrido e o quanto daquilo eu poderia ter escutado. Para eles seria preocupante que tal acontecimento poderia causar algum problema no meu psicológico.
    Na manhã seguinte durante o café percebi que tentavam a todo momento evitar o assunto do dia anterior, e por mim não fazia diferença alguma aquela morte.
    - "Brian, meu filho, seu pai e eu conversamos sobre arrumar um novo tutor para você.". - Minha mãe sorria tentando não parecer preocupada.
    - "Exato, precisamos dar continuidade na sua educação para no futuro ser uma boa pessoa.". - Meu pai disse por intervalos, enquanto toma alguns goles de seu café.
    -"Por mim tudo bem, gosto de ter aulas.". - Respondi brevemente e voltando a comer meus ovos com bacon.
    Voltei ao meu quarto após o café para brincar um pouco antes da minha rotina recomeçar.
    A tarde meus pais me chamaram para descer e conhecer meu novo professor, mas minha surpresa foi com certeza percebida pelas três pessoas que se encontravam na sala.
    -"Filho, essa é Helena sua nova tutora.". - Minha mãe sorria ao me apresentar a moça de estatura média e cabelos loiros, de pele branca e olhos castanhos claro.
    -"Olá! Então esse rapazinho é o Brian.". - A nova professora sorria alegremente para mim.
    -"Brian, comprimente a moça, onde se encontra seus modos de educação.". - Meu pai chamou minha atenção, mas ainda sorria por me ver absorto encarando a moça que pelo que podia perceber teria uns 28 anos.
    -"Oi!". - Foi somente o que respondi.
    -"Um menino de poucas palavras pelo que vejo.". - Helena soltou um riso curto.
    Com certeza não gostava muito de falar e preferia sem dúvidas que ninguém falasse comigo também, mas era difícil encontrar uma situação em que fosse proibido emitir qualquer palavra. Então Helena passou a fazer o mesmo que o professor anterior, exeto as brincadeiras. Seus horáros eram também de cinco horas por dia sem horas extras já que seu idioma era o único que sabia.
    Por 3 anos ela ficou responsável pela minha educação e durante esse tempo convivi com muitas surpresas. Nos horários das minhas aulas meus pais trabalhavam. Meu pai era gerente de uma firma grande que produzia vidros blindados para veículos e minha mãe trabalhava numa padaria como atendente, e todo dia ela voltava para casa com um saquinho de bolachinhas que era especialidade da própria padaria e, cujo eu adorava.
    No começo das aulas de Helena era totalmente tediosa e eu permanecia com os meus costumes de entipatia, e por uns longos anos ela aturou isso pacientemente. Após, suas atitudes passaram a mudar e sua voz foi se alterando com os dias. E em uma quarta-feira ela ficou nervosa de uma forma que nunca tinha visto, e com a mão aberta com toda a força que podia imaginar que tivesse acertou meu rosto.
    -"VOCÊ É DESPRESÍVEL, MENINO.". - Gritou
    No mesmo instante do tapa fui arremeçado para o outro lado do sofá sentindo meu rosto do lado direito queimar e uma dor imensa tomar conta da minha cabeça instantaneamente. Não omitive nenhum som e muito menos chorei com tal agressão, apenas senti meu corpo ser tomado por um ódio tão grandioso que cheguei a sentir cada fibra minha ficar dormente. Se meus olhos pudessem acender em uma chama densa e vermelha com certeza teria, pois a sensasão que tive foi exatamente como se tivesse se acendido. Ela se levantou e passou a andar de um lado para o outro insultando-me das palavras mais absurdas que eu já havia aprendido desde o começo das minhas aulas com o professor anterior.
    Levantei-me calmamente sem dizer nada e a encarei no fundo dos olhos dela, que subtamente paralizou há minha frente. Para mim podia ter sido uma eternidade ali fuzilando seus olhos com todo o ódio que eu podia estar sentindo, mas a vi correr para o telefone e ligar para minha mãe.
    -"Olá, senhora Lucy.". - Helena não quis parecer nervosa. -"Não estou me sentindo muito bem e gostaria de ir ao médico, como faço para não deixar Brian sozinho?".
    Ouvi apenas os sussurros de minha mãe pelo outro lado da linha e logo depois desligou. Minha tutora me encarou novamente e pude sentir o pânico tomar-lhe conta do corpo. O cheiro do medo que ela exalava era perfeito e meu sorriso começou a se abrir.
    -"Está com medo de mim professora?". - Perguntei com o sorriso mais cruel que eu podia expressar.
    -"Sinto pelo tapa, mas quero apenas ir embora.". - Tentou se desculpas, mas percebeu que era em vão.
    Pareceu horas para ambos enquanto a encarava e seu medo aumentava, mas tudo chegou durar apenas trinta minutos quando minha mãe chegou mais cedo em casa. A despedida foi a mais breve possível e ela desapareceu pela porta. Minha mãe me comprimentou e entregou um pacote de bolachinhas, virei o rosto para o lado oposto ao dela e sorri gentilmente e voltei a sentar no sofá.
    A noite durante a janta foi quando minha mãe percebeu uma marca de mão em meu rosto, ainda estava avermelhada, mas já indo para o tom de roxo.
    -"Filho, o que é isso em seu rosto?". - Perguntou-me se aproximando e examinando com a ponta dos dedos. -"Phillip, olhe isso é uma marca de mão.".
    Meu pai se levantou as pressas para junto de minha mãe. Me examinaram por completo para ver se não havia hematomas em outros lugares do meu corpo, mas não encontraram nada. Logo me pediram uma explicação sobre, e então contei tudo o que havia ocorrido desde o primeiro ano que Helena começou a me dar aulas até o momento que estava fazendo 3 anos. A tutora sempre gritava e me xingava, mas foi a única vez que me bateu. Minha mãe ficou extremamente revoltada e queria a qualquer custo denúncia-la por agressão e maltrato de criança e que jamais deveria trabalhar como tutora. Como já estava muito tarde não havia muito o que fazer e meu pai a acalmou para decidir o que fazer de manhã. Por mais que meu pai quis parecer calmo eu sabia que sua idignação era maior do que a de minha mãe, mas tiveram que esperar o amanhecer.
    Na manhã seguinte durante o café estavamos decidindo como processeguir quando ouvimos batidas na porta.
    -"Quem será uma hora dessas, logo ás 07:30 da manhã.". - Meu pai indagou.
    Naquele dia meu pai estava de folga e minha mãe havia avisado sua patroa que não poderia trabalhar por motivos de família e também pegara o dia de folga. Sem mais ela foi atender a porta. Era o mesmo policial que havia estado em casa no dia que James morreu. Meu pai foi até a porta e convidou o oficial a entrar e acompanhá-lo até seu escritório.
    -"Brian, fique aqui tomando seu café que já voltamos.". - Minha mãe sorriu gentilmente, mas pude sentir no tom de sua voz um pouco de preocupação.
    Novamente meus pais se encontravam naquela sala com o mesmo policial de antes, até parecia o mesmo dia da notícia da morte de James Russel. Então ouvi minha mãe soltar um grunhido alto e levantei-me lentamente e caminhei da mesma forma até chegar próximo a porta.
    -"Meu Deus que horror.". - Ouvi minha mãe exclamar.
    -"Sim, foi uma brutalidade com a pobre moça...". - O oficial parecia mais chocado que da última vez.
    -"Só queria entender como tudo isso ocorreu. Minha esposa comentou que ela saiu daqui porque não se sentia muito bem e que veria um médico.". - Meu pai parecia confuso com o que havia escutado e então o policial voltou a repetir a história.
    -"Ela se encontrava dentro da banheira com o corpo completamente coberto por agulhas iguais que usam para exame de sangue.". - A voz daquele pobre policial soava em total impressionada, mas continuou. -"Seu sangue foi práticamente drenado pelas agulhas e a deixou banhada totalmente pelo líguido.".
    O oficial entregou aos meus pais um arquivo com algumas fotos tiradas na cena do crime que também foi considerado suicídio, mesmo sendo estremamente estranho uma pessoa se tranformar em semelhança a um porco-espinho de tal forma só para se matar.
    Após a saída do homem fardado meus pais voltaram a mesa onde eu já me encontrava da mesma forma como me deixaram a não ser pelo café da manhã que tive que tomar rapidamente para não desconfiarem da minha locomoção até a porta do escritório. Percebi que não sabiam como me contar o que aconteceu com minha tutora e simplesmente omitiram sua morte dizendo que havia indo embora do país as pressas por estar foragida da polícia.

Story of a DemonHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora