Capítulo um

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Dezembro, 20 de 2015.

- Como era férias, eu fui para a casa da minha prima Fred, como sempre. Nós estávamos de bobeira quando ela me convidou para ir em uma das amigas dela, eu aceitei pois estar em casa estava um tédio. - eu falei me lembrando do dia que conheci a distruidora do meu coração. - Eu não me lembro ao certo quantos minutos demorou para chegar na casa dela. Acho que uns 15 minutos. Eu era tímida na época, não falava muito, eu gostava de observar tudo na minha volta pra poder me adaptar com o ambiente e com as pessoas você sabe disso, até hoje eu sou assim.

-Sim, Hana. Eu percebi isso no momento em que eu li a sua ficha. - Disse a minha terapeuta, Doutora Nadine. - Continua.

- Quando nós chegamos lá, estava quatro meninas, A Rafaela, Gabriela, Rizía e a, -Suspirei.- e a Bruna. Eu não sei o que aconteceu comigo na hora, eu simplesmente parei, sabe? Eu não consegui dizer nada, não conseguia me mover e nem expressar o que eu estava sentindo, eu fiquei com aquela cara de paisagem, até que elas começaram a me chamar e rir, na hora eu lembro de ter sentido meu rosto super quente, mas depois eu comecei a rir também, pra não parecer uma maluca na frente de pessoas que eu recém conheci. - respirei fundo e dei uma risadinha.

- Ok, ai depois disso elas te comprimentaram? Como elas eram? Personalidades? -Doutora Nadine me perguntou erguendo uma sobrancelha.

- A Rafaela ela foi muito simpática comigo e muito legal também, nesse tempo que eu fiquei ali com elas ela se mostrou muito legal comigo, ela era ruiva mas não um ruivo sabe? Era meio castanho o cabelo dela. -disse me lembrando um pouco.- Ah, ela odiava a testa dela por ser muito grande, ela estava com uma bandana. - eu estalei os dedos lembrando do que ela me falou.

- E a Gabriela?

- Ela era legal pra caralho, desculpa a palavra foi a força de hábito. - me disculpei quando ela me olhou feio e dei uma risada, Nadine odiava quando eu falava "palavriados impróprio" como ela sempre me dizia.- ela era muito baixinha e tinha o cabelo tipo de garoto, de todas elas, ela foi a que mais conversou comigo.

-Rizía?

- Ela era legal, mas eu não consegui gostar dela entende? Chamavam ela de Pink. Por que ela pintou a sombrancelha de rosa.

- Tudo bem. Agora me fala da Bruna

- Eu não sei como começar a falar dela, Nadine. -Eu disse, fechando os olhos e respirando bem fundo.

- Ok Hana. Você pode me dizer como ela era com você.

- Quando nos vimos pela primeira vez, ela olhou pra mim mas ela não sustentou o olhar, ela parecia ser meiga e gentil, ela tinha um rosto tão angelical que eu nunca, por nenhum momento pensei que ela seria tão fria, tão sombria como ela mostrou ser. Eu me lembro até hoje, Nadine, o que ela falou pra mim. - Eu falei, lembrando de como ela me tratou mal.

- Você pode me falar? - ela quis saber- Não precisa falar se não quiser Hana.

-Não tudo bem né, eu estou aqui para você me ajudar.

Continuei.

- Eu estava na cozinha com a Gabriela, eu tinha brigado com a minha melhor amiga virtual que morava na cidade vizinha, Clara.

Flashback on

Dezembro, 10 de 2009.

Eu estava na cozinha pensando em tudo que a Minha "melhor amiga" falou quando a Gabriela entrou e percebeu que eu estava quase chorando.

-Hana, o que aconteceu? Porque você está quase chorando? - ela pareceu preocupada.

- Oh meu Deus, nada Gabe. Só estava pensando e acabei ficando triste, relaxa! - Falei tentando soar convincente e passando a mão no rosto pra limpar as lágrimas que eu tinha derramado por causa daquela imbecil.

Todos somos reféns de nossos preconceitos. Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora