Por todos os favos de mel, como eu pude beber desse vinho amargo feito fel? Você foi pior que um qualquer, depois de alguns goles, só agora eu descobri como é.
A primeira golada foi o mais doce veneno que provei, suave e leve se espalhou pelo meu sangue, cortando-me em pedaços feito diamante. E infelizmente eu não me contentei.
Para segunda golada eu me preparei, o copo na mão ainda tinha restos da primeira dose, dizia a mim mesma que era pura neurose, com a garrafa no alto eu despejei. Levei a boca e foi tudo de uma vez, forcei a garganta cheia e acostumei.
Não foi o suficiente, essa era a terceira vez. Desculpe, já era. Vomitei.
Pois é, seu amor é perigoso, por um instante pensei que teria um coma amoroso, mas a dose dos seus carinhos não foi capaz de me derrubar. Tente com outra, comigo não vai funcionar.
Na próxima, vou pedir um suco de maracujá.
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Estilhaçada: Poesia da alma
PoesíaQuando se escreve, descobre se que palavras também sangram, mas não morrem. Elas vão de eternidade em eternidade. Ninguém pode apaga-las ou fingir que nunca existiram, elas ecoam no íntimo do ser, e fazem efeitos que nem o mais sábio dos sábios pode...
