01 de março de 1995 , 02:43 da manhã.
- Rápido Patrícia, a polícia está perto! - gritou o homem de cabelos já grisalhos, enquanto batucava o volante do carro impacientemente.
- Meu bem, não há pressa se esperamos a morte. - retrucou a morena, entrando no carro e apoiando a mão em sua barriga volumosa. - Você acha que ele vai sobreviver?
- Claro que vai, ele é um Bieber afinal.
Entre sorrisos e carinhos, o homem pisava no acelerador enquanto se ouviam ao longe a sirene policial.
- Desça, rápido. - Patrícia disse ao estacionarem o carro em um hospital abandonado, longe da cidade.
O casal rapidamente adentrou o local, pondo-se de pés em cadeiras, enrolaram-se a cordas e ambos gargalharam ligeiramente, encarando-se de forma profunda.
- O bilhete está ao lado, não quero que ele se chame Roy ou algo do tipo. - A mulher falou enquanto tocava no rosto pálido de seu marido. - Você está nervoso, querido?
- Vamos de frente. Como ele vai se chamar? - ele respondeu tocando a barriga da mulher que sorria firmemente.
- Justin. - o homem revirou seus olhos e então pôs suas mãos na corda que o agarrara.
- Prepare-se, as sirenes estão perto. Se Justin tiver sorte, ele pode sobreviver. Mesmo que só com sete meses, um prematuro. eu acho. - sua mulher sorriu firmemente. - Bem, eu não ligo, vamos logo com isso.
O casal entrelaçou seus dedos e apertaram suas cordas que estavam os enforcando. Subitamente, afastaram-se e ambos se livraram das cadeiras abaixo de seus pés.
- Câmbio, detetive Dallas. Temos um duplo suicídio no norte de Toronto, um casal. Uma mulher grávida e um homem, ambos de aparentemente trinta anos. A equipe conseguiu retirar a criança a tempo. O menino sobreviveu.
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Captivity
FanfictionVocê me fez pensar se a vida era válida, e de certa forma se a morte era existente.
