Cap. 1

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O aroma de flores tomava conta do banheiro, junto com o silêncio. Só se ouvia as gotas que caia pela torneira. A água vermelha. Me sento na banheira e levanto minha perna sobre a água. Havia um corte profundo sobre a panturrilha.

- Aquele maldito me acertou - resmunguei, abaixando a perna na água de novo.

Permaneci por alguns minutos imóvel. Levantei e tomei uma ducha para que saísse o excesso de sangue. Me enrolei numa toalha e fui até a cama. Abri a gaveta da cômoda ao lado da cama, e peguei a linha, agulha e as faixas.

Apoiei minha perna sobre a outra. Não demorou para que a linha entrasse na agulha. Então comecei a sutura. Ele ia pagar por isso. Após terminar a sutura, a enfaixei. Guardei a agulha e me afundei no colchão.

- Estou em desvantagem, terei que ficar um tempo em casa.

Eu rosnava em imaginar que Toby tinha saído ileso. Aquele machado maldito. Eu costumo usar revólveres, mas mata - lo seria tedioso. Com quem eu iria brigar? Dou risadas com esse pensamento.

Facas e barras de ferros não são boas contra um machado. Mas dá última vez, consegui quebrar seu joelho. Ele sumiu por um bom tempo. Escuto batidas na porta.

- Entre.

E aí eu me lembro que ainda estou de toalha, se fosse um louco contra essa perna, talvez o louco ganharia.

- Vi rastros de sangue pela escada - ele gargalha.

Maldito Masky. Eu continuo deitada, não faço questão de olhar pra ele.

- Levou a pior dessa vez? - ele ria.

Masky andava com Toby. Era um completo idiota.

- O que você quer? - continuo deitada.
- Saber o que aconteceu - ele fecha a porta e caminha até a cama, sentando na ponta.
- Seu colega me acertou com aquele machado.

Ele ria histericamente.

- Slender deve rir também - ele parou de rir e ajustou sua máscara - Vocês não se cansam nunca.
- Ao invés de rir, faça algo de útil e vá pegar alguma roupa pra mim - virei o rosto pra ele - Minha perna ainda dói.
- Ele pegou pesado dessa vez - ele se levantou.

Foi até o armário. Então ele se tocou.

- Não quer que eu pega sua lingerie também né?
- Mas é claro - eu podia sentir seu rosto queimar daqui.

Mas ele fez, pegou a primeira coisa que viu e jogou na cama. Me sento na cama e coloco as peças que ele me deu. Ele faz questão de ficar olhando, mas eu não ligo. Já tive um caso com o Masky no passado. Mas me apaixonei pelo seu amigo. Ele não se incomodou com esse fato, pelo contrário, ele é fã entre o meu ódio e amor pelo Toby.

Ele se aproximou de mim, ficando de frente pra mim. Eu permanecia sentada na cama, olhando para aquela mascara branca. Eu tentava imaginar o que se passava na mente dele, mas a mascara era sem expressão. Ele retirou sua mascara lentamente, e eu pude ver seu sorriso malicioso. Ele me empurrou, meu corpo se afundou novamente no colchão, ele jogou sua mascara na ponta da cama. Subi um pouco, deixando minhas pernas sobre a cama. Ele olhou para a minha perna enfaixada, passou seus dedos por cima e apertou. Eu soltei um suspiro pela dor. Ele ria.

- É tão prazerosa essa sua expressão - ele diz enquanto sobe em cima de mim. Seu rosto estava próximo ao meu, sentia as pontas do seu cabelo caindo sobre o meu rosto. Ele sorriu e me beijou.

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