O aroma de flores tomava conta do banheiro, junto com o silêncio. Só se ouvia as gotas que caia pela torneira. A água vermelha. Me sento na banheira e levanto minha perna sobre a água. Havia um corte profundo sobre a panturrilha.
- Aquele maldito me acertou - resmunguei, abaixando a perna na água de novo.
Permaneci por alguns minutos imóvel. Levantei e tomei uma ducha para que saísse o excesso de sangue. Me enrolei numa toalha e fui até a cama. Abri a gaveta da cômoda ao lado da cama, e peguei a linha, agulha e as faixas.
Apoiei minha perna sobre a outra. Não demorou para que a linha entrasse na agulha. Então comecei a sutura. Ele ia pagar por isso. Após terminar a sutura, a enfaixei. Guardei a agulha e me afundei no colchão.
- Estou em desvantagem, terei que ficar um tempo em casa.
Eu rosnava em imaginar que Toby tinha saído ileso. Aquele machado maldito. Eu costumo usar revólveres, mas mata - lo seria tedioso. Com quem eu iria brigar? Dou risadas com esse pensamento.
Facas e barras de ferros não são boas contra um machado. Mas dá última vez, consegui quebrar seu joelho. Ele sumiu por um bom tempo. Escuto batidas na porta.
- Entre.
E aí eu me lembro que ainda estou de toalha, se fosse um louco contra essa perna, talvez o louco ganharia.
- Vi rastros de sangue pela escada - ele gargalha.
Maldito Masky. Eu continuo deitada, não faço questão de olhar pra ele.
- Levou a pior dessa vez? - ele ria.
Masky andava com Toby. Era um completo idiota.
- O que você quer? - continuo deitada.
- Saber o que aconteceu - ele fecha a porta e caminha até a cama, sentando na ponta.
- Seu colega me acertou com aquele machado.
Ele ria histericamente.
- Slender deve rir também - ele parou de rir e ajustou sua máscara - Vocês não se cansam nunca.
- Ao invés de rir, faça algo de útil e vá pegar alguma roupa pra mim - virei o rosto pra ele - Minha perna ainda dói.
- Ele pegou pesado dessa vez - ele se levantou.
Foi até o armário. Então ele se tocou.
- Não quer que eu pega sua lingerie também né?
- Mas é claro - eu podia sentir seu rosto queimar daqui.
Mas ele fez, pegou a primeira coisa que viu e jogou na cama. Me sento na cama e coloco as peças que ele me deu. Ele faz questão de ficar olhando, mas eu não ligo. Já tive um caso com o Masky no passado. Mas me apaixonei pelo seu amigo. Ele não se incomodou com esse fato, pelo contrário, ele é fã entre o meu ódio e amor pelo Toby.
Ele se aproximou de mim, ficando de frente pra mim. Eu permanecia sentada na cama, olhando para aquela mascara branca. Eu tentava imaginar o que se passava na mente dele, mas a mascara era sem expressão. Ele retirou sua mascara lentamente, e eu pude ver seu sorriso malicioso. Ele me empurrou, meu corpo se afundou novamente no colchão, ele jogou sua mascara na ponta da cama. Subi um pouco, deixando minhas pernas sobre a cama. Ele olhou para a minha perna enfaixada, passou seus dedos por cima e apertou. Eu soltei um suspiro pela dor. Ele ria.
- É tão prazerosa essa sua expressão - ele diz enquanto sobe em cima de mim. Seu rosto estava próximo ao meu, sentia as pontas do seu cabelo caindo sobre o meu rosto. Ele sorriu e me beijou.
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Amores Mortais
HorrorSe apaixonar as vezes é se ferir, e eu senti na pele a dor do amor. Mas como entender um sentimento entre loucos? Mentes insanas são tão difíceis de compreender, mas querido Toby, Ticci Toby, ainda vamos nos matar. Por amor ou por ódio. - Soffy Cast...
