Alexia acorda com o cheiro delicioso de café que sua mãe está fazendo, não se recorda da noite anterior, é como se seu cérebro estivesse vazio de memórias, mas sem conseguir explicar, sabe quem são as pessoas que moram na casa. Tem um irmão, Asafe, marcado por seu olhar misterioso, Alexia tem a impressão que ele tem muitos segredos, mas quem não tem?
- Alexia, vá buscar leite, pegue o balde – Diz a mulher que preparava o café.
- Mas... onde eu busco? Não faço ideia de onde seja – Ela responde.
- Claro que sabe minha querida, ao sair pela porta seu instinto a guiará.
E assim aconteceu, mesmo sem nunca ter andando por aquele caminho, seus passos chegaram ao destino, era uma caixa de água gigante, com várias torneiras ao redor, que ao serem abertas, leite escorria.
- Também pegando leite? Não me lembro de você por aqui, prazer, sou Isaac. – Um rapaz simpático, alegre, que banca o detetive se apresenta.
- Ah, minha mãe pediu. Bom, digo o mesmo, não me lembro de você, sou Alexia. – Ao tocarem as mãos em cumprimento Alexia sente uma forte dor de cabeça e flashbacks a deixa tonta, ela se vê andando de patins e chocando contra um ônibus em alta velocidade. – Me perdoa, não sei o que aconteceu, preciso ir.
Algo estranho tinha acontecido, o motorista do ônibus era Isaac. Seria um sonho, ou uma lembrança?
Enquanto Alexia tentava entender o que foi aquilo, em um mundo invertido, discussões estavam sendo feitas a seu respeito.
- Mas senhora, dificilmente uma pessoa acorda depois de meses em coma, o melhor nessa situação seria desligar os aparelhos que ainda a fazem respirar. – O médico responsável pelo caso de Alexia, diz a sua mãe.
- Não, você não tem fé. Eu sei que ela vai voltar, e eu não vou desistir, desista você de me falar uma besteira dessas. – Ela com seu tom exaltado o responde.
- A senhora quem sabe. Espero que tenha razão, com licença. - O médico responde e sai do quarto.
Lana chora por sua filha, não aceita a ver nessa situação, acredita que nunca é tarde, e que sua filha um dia abrirá os olhos novamente. Ao olhar para a porta, Rodger está lá, veio visitar Alexia, ele nunca teve a coragem de dizer o quanto a ama, e se importa com ela, está disposto a fazer o que for preciso para a trazer de volta.
- Alexia, eu vou atrás de você, eu vou te trazer de volta, confia em mim. – Rodger diz em seu ouvido e nesse mesmo instante, ela ouve.
A garota se assusta ao escutar tais palavras como sussurros, não era a primeira vez, sabe quem é o dono daquela voz, e por mais que se esforce não consegue lembrar. Ela pensa que pode estar ficando louca, ou que há espíritos tentando entrar em contato, ela sabe que algo não está certo, desvia de seus pensamentos e decide dar uma volta. Conforme caminha uma ansiedade que surge a incomoda, é como se algo estivesse para acontecer mas, resolve ignorar, a pouca distância avista uma floresta, e uma sensação de exploração a invade, sem pensar duas vezes já se encontra no meio da mata.
O contato com a natureza a faz sentir livre, e com o coração em paz, seus pés param diante de uma árvore que chama sua atenção, ela tem o tronco fino, mas firme, suas folhas que estavam verdes, agora estão com cores alternadas entre roxo e azul, nunca tinha visto algo parecido, era como se estivesse em um filme de ficção científica ou fantasia, e ao contrário de medo, Alexia fica encantada e se aproxima, ao tocar levemente uma das folhas a mesma dor de cabeça de antes retorna e com dificuldade de acreditar no que está acontecendo vê a árvore crescer e desenvolver um tronco grosso, como se não fosse o bastante em menos de um segundo um círculo se faz no meio da madeira e a garota é sugada por ele.
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INERTNESS
FantasyAlexia sofreu um acidente que a deixou em coma, ela sempre foi uma garota levada que adorava se aventurar, e foi em uma de suas aventuras que ficou nesse estado, ela teria andado de patins em uma rua que era só descida, e um ônibus não conseguiu fre...
