Never let me go

17 2 0
                                        

Hoje é o primeiro dia da Tessa na universidade, ela está se mudando para seu alojamento, tudo como o planejado há anos.

Estou me arrumando no meu quarto, acho que estou tão ansioso quanto ela, arrumo meus cabelos para que nenhum fio saia fora do rumo, coloco uma roupa mais elaborada e vou para a sua casa.

O trajeto inteiro vou devagar para não arruinar nada e deixa-la nervosa, porém não consigo ficar quieto, meus dedos tamborilam no volante no ritmo da música preferida da Tessa, Never say never do The Fray, meu nervosismo só aumenta a casa metro que me aproximo da sua casa.

Chegando em sua casa, bato na porta levemente para não demonstrar o quanto estou nervoso e a Sra. Young me atende, toda maquiada, de saltos e um vestido, como sempre bem arrumada e um tom intimidador em seus olhos, mas já me acostumei com seu jeito durão.

Tessa está no banho, sua mãe grita "Theresaaaaaa" e Tessa diz que está vindo e pede para não gritar mais, porque provavelmente a deixa mais nervosa.

Me posiciono na frente da escada e ela aparece em seu início, está perfeita, mesmo com o nervosismo estampado em sua face, ela continua a mulher mais linda do mundo.

Penso que tenho sorte de ser seu namorado e dividir cada momento da sua vida, vou sentir sua falta, da sua companhia, de ver filmes juntos, das nossas conversas, dos nossos beijos e cada abraço.

Digo "oi universitária" e sorrio, ela responde com um oi nervoso, mas fofo e dou um abraço apertado e ela corresponde de uma forma tão meiga.

Sua mãe a diz para arrumar os cabelos e ela concorda, mas não vejo muito motivo, pois na minha visão ela não precisa de nenhum ajuste pois está perfeita.

Me ofereço para levar suas malas e ela aceita e agradece, levo todas ao carro, não são muitas, mas só de leva-las ao carro já vai aumentando a saudade mesmo ela ainda estando aqui.

Entramos no carro em direção a WCU e eu tento distrai-la com assuntos despretensiosos e aleatórios.

O caminho parece nunca acabar, mesmo querendo chegar logo, uma parte minha não quer, pois sabe que não vou vê-la por um tempo.

Quando chegamos a Sra. Young estaciona o carro e saímos dele, o campus é intimidador pelo seu tamanho, mas continua bonito como nas fotos, cheio de pessoas nervosas, algumas parecem perdidas e outras com a mínima preocupação com nada, pego na mão da Tessa para dar mais conforto.

Não vejo a hora de vir estudar aqui com a Tessa e poder vê-la todos os dias, queria estar no mesmo ano que ela para não houver distancia nos atrapalhando, espero continuar com ela para sempre e ama-la cada vez mais.

Andamos um pouco no campus para conhecer e depois vamos na recepção saber o quarto que ela ficará, descobrimos que é B22 e estamos no C, andamos mais um pouco e achamos o seu.

Nervosos entramos e nos deparamos com uma parte do quarto cheia de pôsteres de rock, quase tudo preto e meio punk, na cama está deitada uma garota de cabelos vermelhos, cheia de piercings e tatuagens, com roupas extremamente curtas e um decote que mostra quase todo o seu seio.

Sem nem perceber estou encarando o seu decote e Tessa me cutuca para parar de olhar, logo volto a minha postura.

Apesar de sua aparência ela nos recepciona bem, porém para complicar mais, entra dois garotos do seu mesmo naipe que a garota que pelo jeito chama Steph, um dos garotos chama Nate e também é simpático, já o outro não fala uma palavra e seu semblante que me traz uma impressão ruim.

Por dentro estou morrendo de medo do que possa acontecer com a Tessa nesse lugar, com essas pessoas que são totalmente seu oposto, aposto que não se preocupam com o estudo e só vão em festas, como Steph já citou que são boas e provavelmente a frequenta muito.

Prefiro pensar que não são assim, porque comparar o jeito que eu e Tessa somos faz com que eu sem querer julgue demais.

Tento colocar um sorriso na minha face para tentar amenizar o clima que ficou porque a Sra. Young deve estar pensando em mudar a Tessa de quarto imediatamente, pois ela não admitiria que sua filha ficasse com esse tipo de pessoas no mesmo quarto, ainda mais entrando e saindo garotos a hora que bem entendem.

Sua mãe lhe dá um sermão sobre com quem deve andar, como se portar, para não ir as festas, não beber e mais um monte de coisa que a Tessa já sabe.

Ela se despede com um beijo e um abraço rápido, como sempre meio fria, porém nunca perde o momento para cobra-la a perfeição, o que geralmente é desnecessário, pois o esforço da Tessa é muito grande.

Quando ela termina, fico no quarto para me despedir, a hora que vamos nos beijar escutamos a buzina, ela jamais dá uma folga com medo do que possa acontecer.

O que até entendo essa preocupação de mãe, mas eu e Tessa somos cuidadosos e temos planos só para depois do casamento.

Me despeço com um beijo na testa e um abraço, memorizo seu cheiro e digo que a amo.

Vou embora com um aperto no coração por ter que deixa-la, mas penso que batalhou muito para estar lá, sempre foi seu sonho e o melhor que logo estarei aqui com ela.

The other sideWhere stories live. Discover now