Acordei com a cabeça recostada sobre o peito nu de Guilherme. Estávamos na fazenda onde descobrimos que nosso sentimento era mútuo. Na mesma cama onde nos entregamos ao prazer carnal pela primeira vez, embora nossos corações já pertencessem um ao outro muito antes disso. Ergui a cabeça e ele estava me olhando com seu inconfundível sorriso, que tinha a incrível proeza de deixá-lo ainda mais lindo do que o habitual. Creio que, com esse sorriso, ele poderia conseguir tudo o que quisesse de quem quer que fosse. Se pretendesse assaltar um banco, bastaria pedir com sua fisionomia angelical: "Por favor, senhor, poderia colocar todo o dinheiro do cofre nessa van?", diria ele. "Claro, garoto, como você quiser!", responderiam. Provavelmente ele tinha a consciência desse poder, mas, felizmente, usava-o com responsabilidade. Embora eu certamente estivesse disposto a fazer tudo que pedisse com seu charme natural e indefensável, Guilherme nunca me pediu nada. Mas me deu tudo.
— Bom dia, Átila! — disse ele com a voz aveludada.
"Como eu amo esse menino", pensei. Tudo que emana dele me faz bem. E como senti sua falta! Passamos muito tempo afastados, e tê-lo em minha companhia novamente era uma satisfação inesperada, já que eu só aguardava o seu retorno da Austrália muitos meses adiante. Viemos imediatamente para a fazenda, depois que Gui chegou à minha casa e me beijou sob o olhar surpreso dos meus pais, que, até então, imaginavam que eu fosse hétero. Isso é algo que, aliás, eles ainda precisarão digerir, mas que não me preocupa nem um pouco nesse momento. Só quero compensar a ausência de Guilherme ficando o maior tempo que puder grudado nele, sentindo seu cheiro e me contaminando de sua alegria.
— Bom dia, Gui! — respondi me aconchegando ainda mais ao seu corpo.
Olhei para baixo e o lençol estava erguido na região do seu pênis.
— Da primeira vez em que eu vi você assim nesse estado pela manhã, bem nessa cama mesmo, você se escondeu com vergonha — comentei.
— Eu lembro... — disse ele rindo. — Agora eu queria levantar pra mijar, mas você tava dormindo tão bonitinho que eu não quis te acordar.
— Ah, desculpa te prender. Então vai logo se aliviar, antes que sua bexiga exploda — consenti, dando uma apalpada em seu membro rijo. Ele deu um salto em direção ao banheiro, com sua vara dura balançando. Como eu avaliei na noite anterior, seu pênis parecia bem maior depois de uma temporada do outro lado do Atlântico.
E não foi apenas isso que mudou. Percebi todas as diferenças, pois conhecia cada milímetro de seu corpo. Estava mais alto, com uns fios de barba e um bigodinho de pelos finos.
Também ficou mais musculoso. Não demais, apenas o suficiente para eu notar os músculos mais definidos. Disse que frequentava regularmente academia enquanto esteve fora.
O tanquinho, antes completamente liso, agora ostentava alguns pelos abdominais que indicavam o caminho da felicidade. E que felicidade!
Havíamos chegado à fazenda ainda no meio da tarde. No caminho, eu nem conseguia me concentrar na estrada e ficava olhando para Guilherme, com minha cara de bobo, enquanto ele falava dos percalços da viagem de volta, mas eu nem consegui prestar atenção. Parei de acompanhar quando ele disse que tinha chegado ao Brasil há poucas horas e conversado apenas o suficiente com os familiares. Tomou um banho rápido e pegou um táxi até a minha porta, pois estava com muita vontade de me ver. Fiquei envaidecido.
Embora a casa principal da fazenda oferecesse mais conforto, Gui imediatamente sugeriu:
— Que tal se a gente ficasse lá na edícula, pra recordar os velhos tempos? — Por "velhos tempos" Gui se referia ao que tinha acontecido entre nós apenas 6 meses atrás, mas que realmente parecia ter ficado muito distante no passado, ainda que completamente vívido em nossa memória.
— Era justamente isso que eu tava pensando! — concordei com a ideia.
Nem consegui esperar que entrássemos na edícula para já começar a agarrar Guilherme. Eu estava sedento por ele. Enquanto ele destrancava a porta, eu lhe enchia de beijos e carícias. Nos jogamos na cama. Retirei sua camisa num só fôlego e fui retirando sua calça sem desgrudar de sua boca.
Ele parecia estar com a mesma ansiedade, pois enquanto me beijava, enfiava a mão por dentro da minha bermuda encontrando a rigidez do meu membro, tamanho era o meu tesão.
Foi a nossa primeira noite juntos como casal e conscientes de que enfrentaríamos qualquer coisa para continuarmos juntos.
***
Esse é só o prólogo da continuação do livro "O Cunhado", que agora terá a narração feita por Guilherme. Antes mesmo de começar a escrever, decidi publicar esse trecho, como uma forma de renovar a estima daqueles que leram e gostaram do primeiro livro. Da primeira vez, a interação com os leitores me impulsionou a escrever mais rápido. Então, a reação de vocês vai ser meu termômetro. Comentem pra eu saber o que vocês esperam desse novo livro. Espero não decepcionar.
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BẠN ĐANG ĐỌC
O Cunhado 2 | Conto gay
Tiểu Thuyết ChungContinuação da história anterior: https://www.wattpad.com/story/147308255-o-cunhado-conto-gay
