Tudo começou há alguns anos atrás em uma noite de domingo onde o vento acariciava minha pele e transmitia leves movimentos aos meus cabelos longos e enrolados.
Parecia tão complicado imaginar como seria daqui para frente depois que tudo mudou queria chorar, gritar, mas estava eu novamente sentada em cadeira tendo mil e um pensamentos e nenhum deles poderia ao menos ser real ou tocar um segundo da melodia dos meus sonhos.
Não poderia ser pessimista, entretanto fazia parte do meu ser, aqueles breves fracassos baterem na minha porta implorando por uma sutil atenção.
Como se não bastasse seus olhos castanhos estavam lá, eles não encontraram aos meus nem por um segundo. Eu sabia no fundo do meu coração que estávamos destinados conhecermos um ao outro, apenas não sabia como seria a nossa trajetória ou nossas mudanças e pensamentos.
Eu não o amava Nathan, ao menos conhecia você de verdade, nem seu nome. Parece bobo, ou não. Mal acreditaria eu que este pensamento não chegaria ao fim, porque não importa o que houvesse você seria meu destino e mostraria para mim que nem tudo seria conforme meus planejamentos.
Agora escrevendo esse texto onde nem sei se dez pessoas iram ler, que eu percebi que mesmo com tudo o que houve eu ainda queria, apenas agora por um instante voltar para abril de 2017 onde você tocou umas costa com sua calejada mão para me levar para perto de você, eu pude sentir os fios dos seus cabelos recentemente cortados tocarem minhas buchechas como alfinetes, entretanto suas doces e talvez sinceras palavras acariciavam aquela dor que parecia naquele instante não machucar.
"Quer casar comigo, linda? Eu espero por você nem que seja por trinta anos sempre estarei te esperando e eu poderia ficar de abraçando a noite toda." Droga, maldita frase que eu lembrei, chorar seria meu remédio, não, não merecia lembrar disso, forcei a isso. Não estou arrependida, sabia que eu senti agora um leve e quase inexistente friozinho na barriga? Você de dois anos atrás poderia amar saber que eu senti isso mesmo não sendo tão intenso, mas sabe o engraçado? Eu sentia, era verdadeiro, achava ser único e o mais forte, pelo menos era o que eu acreditava.
Deveria ter implorado, mas não sou muito de implorar. Poderia ter pedido para nunca me abandonar, você não quebraria essa promessa, eu destruiria a nos dois por culpa nossa, sim, eu quis afastar seu ser de perto do meu. Éramos incompatíveis vivendo em um mundo imaginário.
Essas palavras são meus sentimentos, eu descrevi pequenos importantes momentos que vivemos, talvez agora seja tarde para um recomeço.
Eu nunca menti Nathan, eu nunca te amei. Mesmo com frio na barriga e a angústia por breves minutos longe de você. Eu nunca o amei, apenas me apeguei a um personagem seu.
APEGO. Somos uma historia de apego e fantasia psicológica de dois adolescentes.
Sendo mais física contarei como nós dois nos conhecemos no ponto de vista meu, eu estava na cadeira um pouco afastada da sua em um local onde você frequentava bastante. Enfim eu estava ali olhando para você pedindo para olhar para mim, isso parece estranho, mas não foi amor a primeira vista, foi só algo, algo que não sei dizer ao certo, apenas foi.
Passou os meses, nada de muito importante, só que eu estava mais perto dos sues amigos e do seu ciclo social, desculpa se depois que eu apareci na sua vida tudo mudou, você se afastou deles, mas você não foi o único abalado na historia, eu também fui, não queria, ninguém quer, mas eu fui. Eu, eles, todos nós.
Aos poucos nosso ciclo social daquele local foi sumindo como areia ao vento, a culpa não era minha sobre a irrealidade proposta naquele local, mas você acatou e eu não, não aceitava. Jamais aceitarei e não me arrependo disto, será que você pensou direito?
Não importa agora, é passado. Mas foi assim que eu ti conheci, eu consegui seu número e uma jorrada de mensagem apareceram, passamos a noite conversando sobre os assuntos mais idiotas possíveis, sabia que eu ainda lembro como é isto? E lembro, poucos detalhes porque eu preferi que o vento levasse um pouco de nós para não doer tanto, quem diria que viveríamos um amor virtual, não era a distância, quando a gente se via pessoalmente era como duas pessoas totalmente diferentes engraçado eu tenho medo que as lembranças possam doer, mas este "livro" é para você.
Você ainda guarda o que eu apaguei? Como você me ver? Talvez eu ainda lembre, me vê como uma sem noção que sumiu da sua vida sem uma desculpa justa, mas nem é isso, eu sei que não, me vê como algo pior.
DESCULPA, não, não é mais uma desculpa, isso é um desabafo, eu tentei ser física e fracassei.
EU TE ODEIO. isso é mentira. ESTOU CONFUSA E COM RAIVA, VOCÊ SEMPRE FEZ EU SENTIR ISSO E ACHAR QUE ERA UMA DOENÇA. Acreditava que essa era das nossas lembranças doces que eu transformei em amarga e apaguei? Foi assim, eu estava com ódio de você, mas não um ódio forte, então procurei no Google e apareceu uma historias antigas e eu lembrei que no passado meu único ódio por você era ansiedade batendo no peito esperando por uma resposta que talvez não surgisse ou talvez não fosse como eu imaginava nos meus sonhos
Este é nosso último capitulo e estarei levando ele publicamente para que talvez um dia saiba que eu sentia por você antes que acabe.
Eu passei a ter raiva das nossas conversas, eu mudei, não era mais aquela pré adolescentre louca por um amor, eu sei que agora você vai dizer não me amava, mas eu estava apegava a você, eu perdi o apego e tudo acabou junto. Como o que eu acreditava ser amor virou raiva. A culpa foi nossa, essa é a verdade, espero que saiba, ou talvez não.
Obs; Eu soube de tudo que você disse que eu era para você e magoou eu pretendia deixar nossa amizade fluir, mesmo isso sendo uma mentira. Porém você não ajudou muito. E admito que nem eu, deixe eu me despedir logo e agradecer a saudades por não surgir depois de tudo isto.
Com um apego esquecido, seu falso amor.
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Uma Carta de Desabafo - Emma Wills
Teen FictionFoi simples bastou o tempo separar aquilo que nunca deveria esta unir para um turbilhão de verdades escondidas do fundo do seu peito debrocharem machucando cada doce célula do meu corpo e corroendo até os mais belos pensamenos que seriam guardados...
