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A frustração e a tristeza tomava conta do meu corpo, me dominava de uma maneira tão surpreendente. Ele tinha acabado com meus sentimentos, com minha auto-estima ele... Foi tão cruel comigo eu queria ter conhecido o amor antes da dor. Eu me sinto devastada a cada lembrança que tenho dele, do que ele fez, transformou meus sonhos em pesadelos tão pesados que mal consigo mater meus olhos secos à noite. Meu mundo cai em pequenos pedaços, tão pequenos que não conseguem ser vistos à olho nu. Meu céu claro e limpo agora estava escuro e sujo, não possuía estrelas... Não tem volta.

Eu passava minhas mãos no pelo  preto do meu gato que dormia tranquilamente sobre meus lençóis.

-Filha vamos ou você vai me fazer atrasar– minha mãe recolheu a sua bolsa enquanto caminhava com a chave até a porta. Suspirei puxando a alça da minha mochila e caminhei para fora de casa.

-Temos que ir rápido ou eu vou acabar me atrasando– repetiu e levou seu olhos até o relógio de pulso com uma expressão de nervosismo.

-Vamos filha– minha mãe falou impaciente enquanto apontava para dentro do carro. Voltei para meu mundo normal e afirmei com a cabeça entrando dentro do veículo.

-Odeio chegar atrasada– falou dando partida no carro. Ainda era inverno, e as escolas ainda não tinham voltado com suas atividades e eu iria ficar na casa do meu pai, por escolha minha.

{…}

Eu encarava a criança de 4 anos sentada no sofá assistindo Pucca, crianças sempre assistem isso, eu apenas queria voltar no tempo e dizer um belo de um "não" para minha mãe.

-Querida venha comer.

A mulher de cabelos escuros chamou a criança que correu até a mãe e juntas foram para a cozinha me deixando sozinha...

{…}

Alguns dias se passaram e as aulas voltaram, infelizmente. Terminei de colocar a saia do meu uniforme e me olhei no espelho certificando se meus óculos não estavam tortos.

-Loranny vamos?

-Sim Omma– peguei a mochila e pus nas minhas costas, desci a escadas em passos lentos e caminhei para fora da casa já entrando no veículo. Minha mãe pegou sua bolsa e chaves do carro e entrou, o caminho foi totalmente em silêncio até chegarmos na escola.

-Está pronta?

-Mãe isso não é mais o infantil– resmunguei e acabei levando um puxão de orelha.

-Você sabe que me preocupo com você.

-Tá, tá entendi– retirei sua mão dos meus fios de cabelo– agora tchau– minha mãe ficou pasma com a minha resposta já eu, apenas ignorei o fato que ela iria encher meu saco e adentrei na escola que por sinal é bem bonita. Me preocupei em saber minha sala antes de tocar e assim fiz.

-Aqui esta. 

O senhor de idade me entregou o papel e em seguida voltou a sua atenção para uma pequena lista.

-Obrigado- caminhei para fora da sala enquanto lia o papel  2 ano... 2... Ano... 2 ano B (15).

-Que letra horrível– resmunguei amassando o papel e jogando dentro da lixeira, assim que voltei a minha atenção para a frente meu corpo se chocou contra outro me fazendo cair.

Uma suicidaStories to obsess over. Discover now