Oi meus amoreeeees, estou dando uma revisada na história e na escrita, espero que gostem. Beijos para vocês! s2
Adam
Hoje era o dia.
Cassidy viria para a minha casa — mesmo antes do casamento oficial. Um acordo era um acordo, e a partir de agora ela viveria sob o meu teto até que a cerimônia selasse, diante de todos, aquilo que já estava decidido há quinze anos.
Eu não a via desde que era apenas uma criança chorona, agarrada às saias da minha mãe. Na época, eu tinha dezessete anos e zero paciência para crianças. Para mim, ela era só mais uma consequência de um contrato que eu nunca tive escolha de assinar.
Agora, tudo era diferente.
Eu tinha trinta e dois anos. Ela, dezessete.
E, por mais que eu tentasse ignorar, havia um leve desconforto se instalando no fundo da minha mente. Eu não sabia quem ela tinha se tornado. Não sabia como me enxergava. Não sabia sequer se me odiava.
Mas isso nunca foi sobre sentimentos.
Era sobre poder. Sobre alianças. Sobre legado.
Eu estava dentro da SUV, acompanhado por dois seguranças, quando avistei a mansão dos Feffer — alguns metros menor que a minha, mas ainda imponente. O portão se abriu lentamente.
Desci do carro e ordenei que os homens aguardassem do lado de fora. Subi os degraus da entrada principal e apertei a campainha.
Quem abriu a porta foi Lorenzo.
Tio. Mentor. E oportunista.
— Olá, Adam. Como vão os negócios? — perguntou com aquele sorriso que nunca alcançava os olhos.
Negócios.
Ele nunca dizia "máfia". Não em voz alta.
— Melhor impossível — respondi, seco. — Afinal, sou eu quem está no comando.
Vi o leve tensionar de sua mandíbula. Lorenzo sempre quis a minha cadeira. Sempre acreditou que seria mais digno dela.
— Cassidy já está descendo. Estava terminando de arrumar as malas. Entre.
A sala era luxuosa, mas carregada demais. Pesada. Lorenzo foi direto ao bar.
— O que vai beber? Gim, vodca, uísque?
— Uísque.
Ele serviu a dose e me entregou o copo. Eu mal havia levado o líquido aos lábios quando ouvi passos na escada.
Ergui o olhar automaticamente.
Era ela.
Por um segundo, o tempo desacelerou.
Cassidy não era mais a criança que eu lembrava. Havia algo diferente em sua postura — uma mistura de delicadeza e rigidez. Ela era bonita, isso era inegável. Mas seus olhos... seus olhos não tinham leveza. Eram atentos demais. Cautelosos demais.
E aquilo me chamou atenção mais do que qualquer outra coisa.
Eu me recompus antes que alguém percebesse.
— Já podemos ir? — perguntei, direto, sem formalidades.
Ela sustentou meu olhar por um instante.
— Sim.
Sem sorriso. Sem entusiasmo.
Apenas aceitação.
[..]
O trajeto até minha casa foi silencioso.
Silencioso demais.
Cassidy permaneceu olhando pela janela durante todo o caminho. Não fez perguntas. Não comentou nada. Não reclamou.
Eu não sabia se aquilo era maturidade... ou distância.
Quando chegamos, fiz questão de mostrar cada parte da casa. A sala principal. A biblioteca. O jardim interno. Tudo.
Por fim, parei diante do quarto que seria dela.
Ficava em frente ao meu.
— Aqui — anunciei apenas.
Ela entrou sem dizer nada. E não saiu mais.
Só desceu às nove da noite, quando Aubrey, minha governanta, a chamou para jantar. Mesmo à mesa, falou pouco. Comia devagar, como se estivesse calculando cada movimento.
Havia algo ali.
Algo que eu ainda não compreendia.
[...]
Mais tarde, subi para o meu quarto e fui direto para o banho. O terceiro do dia.
A água quente caía sobre meus ombros enquanto minha mente trabalhava sem descanso.
Problemas externos eu sabia resolver.
Rivais. Negociações. Traições.
Mas Cassidy...
Ela era uma variável que eu não sabia calcular.
Havia tensão na forma como mantinha distância. Na maneira como evitava contato. Não era simples timidez.
E, pela primeira vez em muito tempo, algo dentro de mim não estava sob controle.
Saí do banho, me deitei e encarei o teto.
O dia tinha sido exaustivo.
E eu tinha a sensação de que aquilo era apenas o começo.
Amanhã traria novos desafios.
E, desta vez, não eram apenas negócios.
Isso é só o comecinho para vcs entenderem a história!
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Afefobia - O toque
RomanceAdam Jensen Amell e Cassidy Juliet Feffer tiveram seus destinos selados antes mesmo que pudessem entender o significado da palavra escolha. Um contrato foi assinado quando Cassie tinha apenas dois anos de idade e Adam, dezessete. Quinze anos depois...
