Ao horizonte avistamos a vila, exatamente como Kaden descrevera, mesmo que ainda minúscula vista do mar, dava para notar sua beleza simplória, as casas coloridas, cada qual de uma cor diferente, na costa os barcos pareciam de brinquedo sendo quase impossível acreditar que dentro deles haviam pessoas, toda essa harmonia nos dando o convite de boas vindas. Ancoramos o navio junto aos outros barcos, desembarcamos os barris de pólvora e vinho para o comerciante e adentramos no vilarejo. Ainda mais lindo de perto, no parapeito das casas haviam flores, cada qual com sua bela singularidade e diferente das cidades grandes que estão em constante agito, aqui os humanoides caminham calmos pelas ruas, com largos sorrisos nos lábios, satisfeitos com a modéstia do local. Seguimos até a taverna mais próxima, viramos algumas curvas seguindo as instruções de Berdy. E ali estava, o chalé de madeira rustica, sem cor alguma, com uma placa grande logo a cima das grandes portas escrito " caverna negra ", escutava-se de longe o som da música bretã - flauta, alaúde, piano e talvez rebec. Assim que entrei senti o cheiro de ensopado preencher minhas narinas, já poderia sentir os legumes macios em minha boca explodindo sabores, a iluminação é débil - tochas feitas de presa de javali iluminam as extremidades do local- demoro para me acostumar com a falta de iluminação, assim que meus olhos se adaptam percebo a grandeza do local, no lado esquerdo a banda toca com naturalidade enquanto alguns casais dançam no chão e em cima de algumas mesas, no lado direito um estranho grupo de elfos come enfadonhamente, e por fim no norte onde fica a bancada de bebidas esta o taverneiro servindo alguns anões sem perceber a nossa chegada.
- Então Aloy. Oque acha de uma tigela gorda de ensopado? ouvi dizer que esse local tem uma sopa deliciosa.
minha barriga desejava grandemente uma refeição digna, não aguentava mais comer charque !
- RACHEL ! Seu velho, vejo que não mudou desde minha última visita. Grita Berdy, o taverneiro parou o que estava fazendo e deu uma gargalhada alta.
-Ora seu verme insolente! O que fiz para receber a sua visita indesejável ? Venha cá rapaz!
Berdy se aproxima da bancada e inicia uma conversa longa com Rachel, enquanto o resto da tripulação procurava mesas vagas para sentar. Sentei em uma mesa ao lado de meu pai, Kaden se sentou em minha frente acompanhado de Lucian e Eben.
- Golpe sujo o seu capitão, conquistar a única garota do navio... não perde tempo mesmo com sua bonequinha. Só não esqueça seus amigos, precisamos brincar também .
Cochicha Eben para kaden. -na época eu era jovem demais para compreender, o que antes me deixava feliz hoje me preenche de ódio. - meu pai abaixa os olhos e fecha a mão com força, eu sentia o ódio dele mesmo que ele tentasse ao máximo camuflar isso.
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As Crônicas de kressheart
FantasyMuitos mistérios fantásticos esperam por você nessa história, tome cuidado para não se assustar pois pode da tela saltar um monstro para lhe atormentar. Apresento-lhes os "heróis" da nova geração. Aloy, Salazar, Stingr e Roondar.
