Lua, uma criatura nefasta que sempre nos traz a morte e o caos, enquanto o Sol sempre chega para nos proteger e confortar. Isso realmente é a verdade?
Antes mesmo de existir a concepção de Lua e Sol eles já estavam no universo, mas a verdade é que os mesmos nem se conheciam ainda, não se odiavam e não travavam lutas uma vez a cada vários anos. Sempre foram completos estranhos um para o outro, até a chegada dos deuses em Daladian.
O Sol um dia se cansou com tanta calmaria e criou os animais, que governavam o mundo por bastante tempo, e em seguida deu origem aos deuses, que nasceram em Daladian, e com seus poderes criaram tudo o que existe hoje.
A Lua com um pouco de bondade cedeu seu território para os deuses das trevas e da noite, criaturas do submundo e também as que se escondem nas sombras e escuridão. Não por que pensava que elas fossem boas, pois ela sabia que não eram, mesmo assim cedeu sua área para que cada criatura tivesse a chance de viver e sobreviver, independente de sua bondade ou maldade, e para que estas criaturas ficarem seguras da impotência do Sol ela lhes presenteou parte de seu Véu, sua manta mágica para se protegerem durante o dia estando seguros e confiantes como na noite.
Apesar disso o Sol não se importou muito com o ela fazia, contanto que aquelas criaturas permanecessem longe de seu reino e escondidas nas trevas, ele não precisava se preocupar. Entretanto, um dia um pequeno morcego entrou no reino do Sol mandado pela Lua, para se apresentar, o Sol com raiva da criatura queimou e cegou-a, exilando de volta para o reino da Lua, que logo tratou do pequeno morcego, que havia perdido sua visão para o eterno sempre, mas foi presenteado pela Lua com ouvidos que podiam enxergar e sentir por onde ele voa.
O Sol não ousou de se intrometer nos negócios da Lua, no qual ela era tão independente quanto ele, cada um fazia o que desejava com seus domínios e o Sol os liberou apenas para as criaturas mais poderosas, deu-lhes a dádiva de florescer e multiplicar-se e decidiu que a maior parte das criaturas teria de batalhar para sobreviver durante o dia, e assim foi, desde a chegada dos deuses à criação dos heróis. Regiões, Países, Cidades foram erguidos, vidas acabaram e começaram, a agitação e o vigor da vida pertenciam ao dia, ao Sol. Enquanto a Lua acolhia a todos como um filho, para que pudessem descansar em paz e viver em harmonia.
Os deuses insatisfeitos com seus trabalhos sentiam que faltava algo importante, e foi assim que criaram os humanos e pediram ao Sol e a Lua que lhes dessem algo de presente para que eles cultuassem também ao Sol e a Lua, tendo uma simbolização grande em parte da criação. O Sol com todo seu poder lhes deu a possibilidade de ver todo lugar por onde andavam, também poderiam plantar e colher que o Sol sempre os ajudaria, deu aos homens a força para se defenderem das mais terríveis criaturas, e a inteligência para poder criar as mais poderosas armas existentes.
A Lua que já havia dado seu véu para proteger as criaturas da noite, não sabia o que lhes presentear e entrou em desespero, chorando por isso, ela mingou, sumiu e reapareceu, e quando encheu novamente ela tinha o presente perfeito para os humanos; ela daria a eles a bênção da vida, os humanos poderiam se recriar sempre que quisessem, mas apenas dois humanos criariam essa terceira vida e sangue teria de ser derramado para que isso acontecesse.
No fim, a lua criou o homem e a mulher, também foi responsável pela criação da deusa do amor que foi criada pela primeira gota de sangue derramada para criar uma nova vida entre homem e mulher. E graças à lua, cada mulher que havia sido criada à sua semelhança poderia gerar uma nova criança a cada vez que ela se enchesse novamente no céu, e se essa vida não fosse gerada a lua choraria e sua semelhantes derramariam do próprio sangue.
A Lua nunca teve medo de dividir e compartilhar seu poder com qualquer criatura viva, ela era como uma mãe e sempre cuidava daqueles que viviam em seu território, seu reino. O Sol era julgador, justo, porém rigoroso, cruel e egoísta. Matava e dava a vida com a mesma calma e ardor de sempre e isso o fez mais temido por um tempo, e ao passar do tempo mais cultuado, foi tido como o justo, enquanto a Lua já não podia controlar as criaturas da noite, nem fazia questão, mas essas criaturas matavam pessoas, de forma cruel ou apenas por defesa, mas mesmo assim, a Lua foi tida como impiedosa e isso criou sua má fama, porém sempre do seu jeito, ela não se importou e continuou a cuidador de todos nós durante a noite, iluminando os caminhos escuros por onde passávamos e nos guiando com seus feixes de prata.
Até que chegou o esperado dia em que ela conheceu o Sol, e eles se reconheceram e se estranharam por um tempo, um tinha inveja do outro por certas coisas; a Lua invejava o Sol por sua idolatria e grandiosidade, mesmo que pouco fosse. O Sol invejava a bondade e a calma da Lua, sempre tranquila e serena sem nunca reclamar ou pestanejar. Passaram um pelo outro sem se falar ou trocar mais que um olhar, e foi assim que se viram pela primeira vez, em um Eclipse.
Na noite seguinte desse encontro, uma das deusas desconhecida pela Lua foi ter-lhe em particular e falou, ''Você poderia dominar o dia se quisesse, governar o mundo da forma que sempre desejou e proteger todos da forma que quisesse, por quê não faz isso? Tu és mais poderosa que o Sol, não és?''.
A Lua pensou no que a deusa dissera por apenas um minuto, que para a deusa mais pareceria milênios, e então falaste a resposta esperada, ''Ser poderosa ou não, isso não depende de mim, eu faço o que faço em meus domínios desde antes de vocês chegarem e a mesma coisa o Sol sempre fez, não há motivos para brigas desnecessárias por aqui, agora vá embora daqui.''. E a deusa foi.
A deusa disse exatamente a mesma coisa para o Sol, e o Sol pensou por um tempo, porém com a sede de mais poder e força que tinha pediu um favor a deusa, ''Diga em Daladian, mundo dos humanos e outros seres, que eu sou o verdadeiro herói e que irei destruir a Lua, e assim protegê-los para sempre...'' A deusa feliz com seu plano, desceu ao mundo para dar o recado. Naquela mesma noite a Lua observava seu reflexo sobre um lago, o Sol se aproveitou de sua distração e, esgueirando-se por trás dela apunhalou-a nas costas, manchando sua pele pálida e prateada com seu sangue escarlate.
Em Daladian, os humanos e outros seres sobrenaturais viam a Lua no céu ficando vermelha, tal acontecimento foi chamada de Lua de Sangue, e comemoravam pela morte daquele ser maldoso que dividia o céu com o Sol. A noite passou e o dia também, tão rápido quanto sempre fora, mas todos estavam em festa e aguardavam pela primeira noite de reinado do Sol. Porém, o Sol fora empurrado para fora e no céu estava a Lua radiante novamente, sempre calma e não mais vermelha, sem reclamar ou se enfurecer, apenas para que pudesse demonstrar o quão boa ela era. A mesma tentou lavar os pés dos humanos com a água do mar, e puxou as ondas para que pudesse banhar seus pés. Mas eles não viram isso com boas intenções e logo se trancaram em suas casas com medo do viria. mas nunca veio.
De tempos em tempos o Sol tenta matar novamente a Lua e tomar controle do céu, e a Lua jamais cede ou revida aos ataques e continua até hoje a banhar os pés daqueles que a odeiam tentando buscar perdão por algo que nunca fez.
A noite pertencia às mulheres e as criaturas das trevas, os demônios, e infelizmente sempre havia mulheres que querem usufruir mais do poder da Lua, e por isso buscam esses demônios... São chamadas de Noctures, ou simplificando, as bruxas de que ouvimos falar, apesar de não serem tão más quanto dizem, seus demônios são.
Noctures nasceram da noite, das trevas, da Lua e da escuridão dos mais baixos graus do inferno e são do reino de Lunari. Filhos das antigas conhecedoras dos mistérios e dos seres expulsos do paraíso. Não são ruins, mas sim justas, seus rituais carregam a perfeição de uma magia lotada de energia obscura. Lealdade é o lema e história dos Noctures, pois carregam em sua linhagem de sangue a energia pura da Lua.
O poder os ronda, outros seres de Daladiann os temem, e por isso os caçam, criam ódio ao seu redor. Com a lâmina de suas espadas e a força de suas raízes, mostraram ao mundo o que é a sua dor, a dor que a Lua sentiu por eles.
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Oooi! 😁😍
Eu gostaria de agradecer demais ao incentivo e carinho que meus amigos estão me dando! Fiquei tão empolgada que decidi postar logo o prólogo, não estava aguentando de tanta ansiedade!!
Prevejo que os capítulos vão ser postados um dia sim e um dia não, porque estou revisando todos antes de postar. Sim, o livro já está inteiramente pronto!! ❤
Então... agora vocês podem me dizer o que acharam desse prólogo?! ⭐ Qual está sendo sua primeira impressão? E por favor chamem seus amigos a lerem também, aliás o livro só acabou de começar!!
Não esqueça de deixar seu voto e seu comentário antes de continuar a leitura, adoraria muito saber o que você está achando da história!
Beijos, Yara. ✨
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A Fúria do Eclipse
FantasíaO brilho vermelho da Lua de Sangue iluminava aquela noite sinistra, dava para ouvir o barulho do vento forte como fundo dos cânticos proferidos pelos Noctures na floresta de um cemitério. As bruxas lunaris se organizavam em um círculo, havia muitas...
