the beginning

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Eu não entendia o por que daquele homem mexer tanto comigo. Na verdade nunca havia entendido como tudo aquilo começou. Eu era uma adolescente de 12 anos apaixonada por uma série de terror. Como adolescente tinha uma paixão platônica pelo personagem Dean, o achava incrível. Ele era tudo o que sempre quis ser: Determinado, inteligente, engraçado e protetor. Acho que foi um dos motivos por ter me "viciado" na série.

  Dean até poderia ser meu herói, mas meu maior vício era o sorriso daquele moreno: Jared Padalecki. Sonhava todas as noites com ele, pensava o dia inteiro naquele homem, e confesso que cheguei a entrar em depressão quando em 2010 ele se casou com sua atual esposa. Na época a odiava, a odiava a ponto de imaginar sua morte. Meus pais procuraram a ajuda de psicólogos achando que eu estava enlouquecendo e, realmente acho que estava. Eu já não era mais uma criança, já tinha meus dezesseis anos e aquele sentimento só aumentava. Meu amor por ele crescia a ponto de doer no peito. As pessoas se afastaram de mim, todos aqueles que se diziam meus amigos me  abandonaram, o que fez piorar minha depressão.

  Hoje, aos meus 25 anos admiro a Genevieve e a família que ela construiu com Jared. Aquele ódio que sentia por ela ficou no passado...

  Hoje, de longe a agradeço por cuidar e amar o homem que tanto amo e admiro. A agradeço por fazer por ele o que nunca irei poder fazer.

  Quando completei dezessete anos, minha psicóloga sugeriu que eu fizesse algo para me distrair. Comecei a fazer cursos de inglês e a estudar como louca. Minha nova meta era ganhar uma bolsa de estudos em alguma faculdade americana.

  Meus pais não gostaram muito da idéia no início. Por conta da minha depressão, tinham medo de que eu não conseguissem e piorasse.

  Eu não me impotava com aquilo. Queria de qualquer jeito ir para a terra do Tio Sam, era lá que, mesmo em uma comíc con, iria vê-lo. Tudo que fiz até hoje foi em prol desse sonho.

  Com 18 anos passei em uma prova e com ela ganhei uma bolsa na Texas A&M University. Cursaria turismo, uma das coisas que aprendi a gostar durante minha adolescência.

                      (***)

27 de Março de 2018

-volte sempre. -Sorri fraco, recebendo um sorriso fino do senhor de meia idade.

  O sino da porta tocou assim que a porta de madeira se fechou. Minha cabeça doía.

-você não acha que deveria descansar um pouco? -Anny disse, secando sua mão em seu avental. -Está desde as 11 da manhã trabalhando como uma doida.

-Eu estou bem. -Menti.

  Desde que havia chego ao Texas, Anny havia sido como uma fada madrinha para mim. Havíamos nos conhecido na faculdade e desde então não havíamos nos distanciado. Havia sido ela quem arrumou aquele emprego na lanchonete de seus pais para mim e eu a agradecia por isso.

-Não minta para mim Diana, te conheço a sete anos para saber quando não está bem. Vai pra casa. -A loira me deu um sorriso largo. -O movimento hoje está lento.

  Suspirei, olhando para fora. Uma chuva fraca caia deixando o clima mais frio e tedioso.

-vai na comíc no fim de semana? -Veio ao meu lado, me entregando uma xícara de café. -Soube que ele vai estar lá.

-décima quarta temporada. -Murmurei. -Infelizmente não vou poder ir. -Bufei. -Tenho prova na segunda.

-você não acha que se cobra demais? Die, você está na segunda faculdade, veio para cá exclusivamente para o conhecer e até agora nada. -Cruzou os braços.

  Anny tinha razão. Desde os doze anos meu maior sonho era o conhecer e, mesmo depois de morar aqui, nunca havia ido a uma comíc con ou qualquer local que  ele estivesse.

-acho que vou pra casa. -Tentei mudar de assunto. -Antes que volte a chover.

                     (***)

  As ruas estavam vazias, talvez pelo clima as pessoas preferissem ficar em suas casas. Um vento gelado cortava o ar. Caminhava apressadamente, tudo o que eu queria era chegar em casa e colocar as matérias em dia.

   Andava a passos largos pela rua deserta. Sempre tive medo daquela avenida a noite. Ao longe, uma pessoa vinha a passos lentos e desnorteados em minha direção. Usava um capuz negro e um moletom da mesma cor. Senti um arrepio tomar conta do meu corpo. E se ele me assaltar?

  Pensei em dar meia volta, mais talvez fosse pior. E se ele estivesse armado?

  Diminui os passos rezando mentalmente.

  A poucos metros de distância, ele parou, se encostando na parede.

  Respirei fundo. Tremia e minhas pernas estavam bambas.

-boa noite. -Ele disse quando passei ao seu lado. Dava para notar pela sua voz que ele estava alcoolizado. "Menos mal"

-boa noite. -Murmurei, apressando os passos. Dali já podia ver o prédio onde morava.

  Um barulho alto dominou o ambiente. Parei, virando apenas a cabeça na direção do som. Ele estava caído.

-Droga.

  Fui ao seu encontro, me abaixando ao seu lado. Seus cabelos caiam sobre seu rosto pálido e dava para notar que sua respiração estava pesada. Olhei em volta, nenhuma alma viva estava por perto.

-Moço, você está bem? -Perguntei, erguendo sua cabeça já que a mesma estava na vala.

  Ele negou com um manearde cabeça, dando um sorriso fraco.

-Jared?

  Não pode ser...

-consegue se levantar? -Perguntei baixo. Um nó se formou em minha garganta. Sabia que ele bebia, já havia visto milhares de vídeos dele bêbado. Mais vê-lo pessoalmente daquela forma partiu meu coração.

  Ele abriu os olhos devagar, os mesmos estavam vermelhos e aquele verde brilhante estava escuro e sem brilho.

-consegue se levantar? -Repeti a pergunta. Jared olhou em volta como se procurasse algo. -Quer ajuda?

  Ele voltou a me olhar, negando.

  Com muito esforço, o ajudei a se levantar.

-você está sozinho?

  Ele acentiu.

-Está de carro?

  Negou.

-aonde você mora?

  Ele deu de ombros, se encostando na parede.

  Respirei fundo. Ele não estava em condições de pegar um Táxi, e mesmo que  conseguisse não seria seguro sendo ele quem é.

-okay grandalhão. -Passei seu braço sobre meu ombro e o meu em volta de sua cintura. -Só espero que você não ache que te sequestrei.

  Com o corpo trêmulo e dolorido devido ao peso do homem, segui até meu apartamento.
 

For your love Jared Padalecki Histórias para pegar e não largar. Descubra agora