I

1 0 0
                                        


Quatro.

Cinco.

Seis.

Sete.

Oito.

Nove.

Dez.

Onze.

As gotas não paravam, lançavam-se ao chão em um ritmo constante coordenadas pelas batidas de meu coração, sem pressa. Há quanto tempo estava ali? Uma hora, duas? A mim parecia uma eternidade. Eu quase conseguia ouvir o tic-tac do relógio dentro de minha cabeça, a passagem de tempo precioso que junto com seus ponteiros levava minha vida. Apesar de eu ser capaz de sentir as horas correndo, era como se tudo estivesse parado, estático. Apenas o sussurro do sangue pingando me lembrava de que nada para enquanto há vida. O deus Cronos não espera por ninguém, muito menos por uma reles mortal, fraca e covarde, que não tinha o mínimo de coragem necessária para simplesmente sobreviver.

SangueOpowieści tętniące życiem. Odkryj je teraz