Lee Ji Eun

15 1 0
                                        

 – Lee Ji Eun, está na hora de levantar

Oops! This image does not follow our content guidelines. To continue publishing, please remove it or upload a different image.

 – Lee Ji Eun, está na hora de levantar.

Acordei pela manhã com o som de batidas na porta. Levantei da cama me sentindo revigorada. Já fazia cerca de duas ou três semanas que eu não tinha nenhum paciente.

Sou psiquiatra de pacientes esquizofrênicos há um bom tempo. Não me lembro ao certo quando comecei, deve ter sido a cerca de dois anos. Eu estive muito tempo morando numa clínica psiquiatra por conta de meus pais que viviam em uma – eles também eram psiquiatras.

Durante a infância, vivi com uma senhora que cuidava de mim e na adolescência finalmente vim morar com meus pais. Estudei com professores particulares – até hoje não entendo porque não posso sair daqui – e agora estou aqui.

Na ala para esquizofrênicos ganhei um quarto só para mim. Como, infelizmente, meu quarto é exatamente como o dos pacientes eu não tenho muita coisa. Nem mesmo um celular ou coisa parecida há aqui, mas não me importo muito já que vivi sem essas coisas durante toda a minha vida.

No tempo que fiquei sem atender ninguém – o último paciente cometeu suicídio – fiquei muito tempo trancada no quarto apenas com meus livros. Fiquei sabendo ontem que meu novo paciente chegaria e por isso me levantei animada. Uma das funcionárias do hospital me entregou as roupas brancas e me troquei.

Assim que saí do quarto ela me entregou a ficha do paciente. Um segurança andava atrás de nós, como sempre. Os pacientes dessa ala, muitas vezes, são um pouco perigosos.

Paciente: Song Kyungil

Data de nascimento: 16 de maio de 1993

Dados médicos: Esquizofrenia de nível 4 e Epilepsia

Observações: Tendências a violência física e sexual. Manter segurança a posto.

Devolvi a ficha para funcionária e ela me entregou um remédio. Eu tomo remédios para enxaqueca com constância. Isso começou quando eu passei a tratar pacientes com esquizofrenia e acho que esses pacientes são a razão da minha enxaqueca.

Finalmente chegamos na sala de consulta. A funcionária seguiu seu caminho e o segurança parou ao lado da porta. Entrei com meu melhor sorriso. O ambiente estava escurecido, as luzes são fracas, e acho que isso se dá pela sua epilepsia, então não mexi nos interruptores.

Me sentei na cadeira, ele estava minha frente. Seus cabelos são descoloridos em um tom dourado e suas roupas são totalmente pretas. Suas mãos estão sobre a mesa e pude reparar que estavam algemadas. Decidi que, para uma consulta mais tranquila iríamos apenas conversar sobre sua vida, sem nada muito técnico.

Não costumo anotar nem gravar nada nas consultas então fico atenta a tudo que ele diz sobre sua vida para guardar tudo em um cantinho separado da minha memória. Ele cresceu no subúrbio de Gangnam com sua avó. Não teve uma infância muito fácil já que teve que se virar sozinho já aos dez anos com a morte de sua avó.

O Louco é VocêStories to obsess over. Discover now