(p.s ler com a música acima tocando, dará uma emoção na leitura, particularmente falando)
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E cada dia se torna mais cansativo para Luisa. Parece uma batalha levantar da cama e lembrar que ela precisa aguentar o dia com o rosto e a atitude super positiva, porque ninguém aguenta mais ter que ouvi-la se lamentando sobre si mesma. Mas a verdade é que ninguém de fato entende ela.
Para a maioria é só falta do que fazer ou é só bobeira dela. Ninguém vai realmente conseguir compreender a dimensão do que Luisa passa, porque é raro encontrar alguém que se sinta da mesma forma.
Não é show, não é querer chamar atenção e muito menos bobeira. É uma luta constante com ela mesma para se sentir bem, ao invés de chorar. E quanto mais Luisa tenta consertar, parece que tudo e todos decidem fugir do controle e dá aquela vontade na mente dela de se esconder deles.
E ai ela procura uma saída, um escape. Encontra o alívio no consumo excessivo de comida e/ou no vicio em coisas banais. Porque precisar não lidar com o sentimento de não se sentir útil, parece ser o mais prático pra ela.
Mas nisso, a noite chega e de alguma forma a insegurança encontra o rumo em direção a Luisa novamente, e o tormento começa. E ela se pergunta o porquê dessa insegurança . Luisa chora; ela se questiona e dorme. Acordando no dia seguinte com o rosto inchado.
Não é fácil pra ela. Chega num momento em que Luisa não fala mais para seus amigos o porquê dela ser tão insegura com si mesma.
Mas apesar disso tudo, são essas dificuldades que vão molda-la para o futuro. Ela não irá desistir de ser feliz e não vai permitir que a deixem para baixo. Ela pode e vai conquistar seus sonhos.
Menos aparência, mais essência.
Com amor, Luisa.
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Carol termina de ler a carta de Luisa, que achara em seu armário do colégio a 3 meses atrás, com lágrimas nos olhos ao lembrar-se dos momentos com a amiga.
----lembranças-----
Carol anda pelo corredor da casa de Luisa, preocupada, para falar com ela sobre a carta que achou da mesma sobre o que vem acontecendo, mas chegando ao quarto, não escuta nenhum barulho- que no caso, é diferente, pelo fato de que Luisa sempre está escutando alguma música- e estranha. Abre a porta do quarto e fica sem reação no que encontra. Luisa sempre foi uma menina feliz e com boas amizades no colégio, mas nem tudo é um mar de flores, Luisa não se sentia bem com ela mesma. Carol corre até a mãe de Luisa falando que a mesma tinha sangue nos pulsos e que não estava consciente no momento. Ambas correm para o quarto de Luisa onde a encontram desacordada em cima de sua cama. Ligam para a ambulância para a levarem para o hospital.
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- Está tudo bem, Carol?
-Sim, só lembrando de umas coisas.
- Ah sim. Vamos? Minha mãe está esperando a gente pra irmos, o sinal já tocou. Não escutou?
- Escutei não, estava meio distraída. - Carol diz cabisbaixa
- Hoje faz 3 meses, não é?
- Sim, mas ainda bem que você está aqui- Carol diz sorrindo
- Fases são fases, temos que conseguir concilia-las com nossas vidas. Me arrependo de ter feito o que eu fiz
- Estou sempre contigo, Luisa.
- Menos aparência...- Luisa fala para Carol completar
-Mais essência!- Carol completa e abraça Luisa nos corredores do colégio
Não desista do amor, não desista de amar, não se entregue à dor, porque um dia ela vai passar...
Setembro amarelo, valorização da vida
E novamente,
Com amor, Luisa.
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Com amor, Luisa
Teen FictionLuisa, depois de passar por tantas dificuldades, escreve uma carta para uma pessoa um tanto que especial para ela sobre o que vem acontecendo. Depois de um tempo, Carol encontra a carta e a lê.
