Com amor, Luisa.

23 4 0
                                        


(p.s ler com a música acima tocando, dará uma emoção na leitura, particularmente falando)

-----------------------

E cada dia se torna mais cansativo para Luisa. Parece uma batalha levantar da cama e lembrar que ela precisa aguentar o dia com o rosto e a atitude super positiva, porque ninguém aguenta mais ter que ouvi-la se lamentando sobre si mesma. Mas a verdade é que ninguém de fato entende ela.

Para a maioria é só falta do que fazer ou é só bobeira dela. Ninguém vai realmente conseguir compreender a dimensão do que Luisa passa, porque é raro encontrar alguém que se sinta da mesma  forma.

Não é show, não é querer chamar atenção e muito menos bobeira. É uma luta constante com ela mesma para se sentir bem, ao invés de chorar. E quanto mais Luisa tenta consertar, parece que tudo e todos decidem fugir do controle e dá aquela vontade na mente dela de se esconder deles.

E ai ela procura uma saída, um escape. Encontra o alívio no consumo excessivo de comida e/ou no vicio em coisas banais. Porque precisar não lidar com o sentimento de não se sentir útil, parece ser o mais prático pra ela.

Mas nisso, a noite chega e de alguma forma a insegurança encontra o rumo em direção a Luisa novamente, e o tormento começa. E ela se pergunta o porquê dessa insegurança . Luisa chora; ela se questiona e dorme. Acordando no dia seguinte com o rosto inchado.

Não é fácil pra ela. Chega num momento em que Luisa não fala mais para seus amigos o porquê dela ser tão insegura com si mesma.

Mas apesar disso tudo, são essas dificuldades que vão molda-la para o futuro. Ela não irá desistir de ser feliz e não vai permitir que a deixem para baixo. Ela pode e vai conquistar seus sonhos.

Menos aparência, mais essência. 

Com amor, Luisa.

________________________________

Carol termina de ler a carta de Luisa, que achara em seu armário do colégio a 3 meses atrás,  com lágrimas nos olhos ao lembrar-se dos momentos com a amiga. 

----lembranças-----

Carol anda pelo corredor da casa de Luisa, preocupada,  para falar com ela sobre a carta que achou da mesma sobre o que vem acontecendo, mas chegando ao quarto, não escuta nenhum barulho- que no caso, é diferente, pelo fato de que Luisa sempre está escutando alguma música- e estranha. Abre a porta do quarto e fica sem reação no que encontra. Luisa sempre foi uma menina feliz e com boas amizades no colégio, mas nem tudo é um mar de flores, Luisa não se sentia bem com ela mesma. Carol corre até a mãe de Luisa falando que a mesma tinha sangue nos pulsos e que não estava consciente no momento. Ambas correm para o quarto de Luisa onde a encontram desacordada em cima de sua cama. Ligam para a ambulância para a levarem para o hospital.  

  ------------------  

- Está tudo bem, Carol?

-Sim, só lembrando de umas coisas.

- Ah sim. Vamos? Minha mãe está esperando a gente pra irmos, o sinal já tocou. Não escutou?

- Escutei não, estava meio distraída. - Carol diz cabisbaixa 

- Hoje faz 3 meses, não é?

- Sim, mas ainda bem que você está aqui- Carol diz sorrindo

- Fases são fases, temos que conseguir concilia-las com nossas vidas. Me arrependo de ter feito o que eu fiz

- Estou sempre contigo, Luisa. 

- Menos aparência...- Luisa fala para Carol completar

-Mais essência!- Carol completa e abraça Luisa nos corredores do colégio


Não desista do amor, não desista de amar, não se entregue à dor, porque um dia ela vai passar...

Setembro amarelo, valorização da vida

E novamente,

Com amor, Luisa. 

Com amor, LuisaOnde histórias criam vida. Descubra agora