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⏳🌹

Jade
Estico os braços em direção a cortina da sala de jantar.
Era mais um dia ensolarado, com aquele sol charmoso dando boas vindas a primavera.
Minha estação favorita.
Pipoca estava deitado na grama contemplando aquele osso gigante como se fosse a coisa mais preciosa da vida dele.

Olivia- Jade me ajuda a colocar o almoço na mesa? Seu pai já está chegando.

Me desloco até a cozinha pegando os pratos e talheres. Arrumo tudo de uma forma delicada na mesa.
As refeições na minha casa eram sempre uma ocasião bem importante e sagrada.
Meu pai dizia que era um privilégio está todos os dias com a família reunida.

No começo até achava bobeira, mas depois de tantas notícias e acontecimentos ruins percebi que era sim uma grande motivo de agradecer a Deus por mais uma oportunidade de viver.

Meu pai logo chega em casa e depois de cumprimentar todos e se livrar daquele seu jaleco branco de trabalho se senta na mesa. E como de costume unimos nossas mãos e começamos uma oração breve para agradecer por tudo.

Não era por conta de religião, meus pais não pertenciam a nenhuma.
A família da minha mãe era quase toda ateu.
E a do meu pai católica.
Mas eles não seguiram os mesmo caminhos.

Minha mãe não acreditava muito em Deus. E meu pai até acreditava, mas claro que só enquanto estava tudo ocorrendo bem.
O costume de orar antes de cada refeição veio da família dele.
Era como uma tradição, minha mãe no começo estranhou e achava desnecessário, mas como uma boa esposa fazia.

O almoço estava delicioso, minha mãe sabia como agradar qualquer um com aquele escondidinho.
Quando terminei de almoçar ajudei minha mãe a tirar os talheres da mesa
enquanto o meu pai lavava a louça.

Minha família estava em uma fase tão boa.
Nem parecia que alguns meses atrás o casamento dos meus pais estavam a ruínas.
Deixo o pensamento negativo de lado enquanto peço de uma forma carinhosa para visitar minha amiga.
Eles de bom grado deixaram.
Os pais de Elena eram amigos dos meus.
Então não era uma tarefa tão difícil.

Vou para o meu quarto e mando uma mensagem para Elena avisando que logo estaria lá.
Coloco um vestido azul soltinho, bem típico das tardes de primavera e logo
arrumo os meus fios rebeldes que insistiam em se soltar da minha trança escama de peixe.
Até os meus olhos verdes ficavam ofuscados com a cor do meu longo cabelo.

Pego o meu celular e me despeço dos meus pais com um beijo no rosto de cada um.
Pipoca logo me recebe com euforia quando coloco os meus pés no quintal.
Aproveito para encher o pote de água dele que já estava pela metade, ele em seguida me agradece do jeito dele pulando no meu colo e sujando o meu vestido com gramas.
Acaricio a cabeça dele e quando chego perto do meu portão retiro os fiapos de grama do meu vestido com a ponta do dedo.
A casa da Elena não era longe ficava apenas a dois quarteirões da minha.
Aproveito o curto caminho para admirar as ruas.
As casas era tão lindas, o lugar me lembrava um pouco Gramado.
Era encantador, lembro da minha felicidade em saber que me mudaria pra cá.
Já faz alguns anos, na época eu tinha apenas 7 anos.
Foi logo após o meu avô falecer por conta de uma leucemia, ele sofreu tanto que chegou em um ponto que não aguentou mais suportar tanta dor.
Meu pai escondia bem as suas emoções, mas escutava ele chorar toda noite.
Minha mãe achou que serie uma ótima idéia se mudar e começar novamente.

Vejo o carro dos pais da Elena se afastando da casa dela.
Provavelmente eles estão indo trabalhar penso enquanto toco o interfone.

O irmão de Elena logo abre a porta com um sorriso no rosto.
Ele era minha paixão da adolescência, mas fiz de tudo para recriminar esse sentimento, ele era anos mais velho que eu e, além disso ele faz coisas que eu não admiro.

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⏰ Dernière mise à jour : Jul 13, 2018 ⏰

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