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- Capítulo único -

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Olá amores! Bom, essa OneShot foi inspirada na música Talking to the moon, quem quiser acompanhar a história juntamente com a música é só dar play na mídia.

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Caro Aluado,

Tudo estava acabado, eu sucumbi à raiva de tal forma que só conseguia rir, rir da minha desgraça. Pedro Pettigrew havia assassinado todos aqueles trouxas, entregado meus amigos e depois sumido. Eu sabia o que viria a seguir: os tempos mais sombrios de minha vida.

Nunca me senti tão sozinho, meus melhores amigos, meu irmão se fora e você, o amor da minha vida, estava em algum lugar distante me odiando. Eu vi pessoas que amava e confiava me traírem, me abandonarem.

Se já fiz coisas erradas? É claro que sim, mas saber que se está pagando por algo que não fez é extremamente doloroso. Olhar nos olhos da pessoa amada e saber que parti seu coração por algo que não aconteceu, era mais ainda.

Todos os dias os dementadores sugavam qualquer resquício de felicidade e esperança em minha vida, agora, insignificante. Eu estava enlouquecendo aos poucos e considerando algo que alguém em um inferno como este consideraria: a morte. Estava perdendo não só a sanidade, mas a esperança. Contudo, ao cair da noite a lua brilhava tão intensamente, iluminando minha cela insalubre, trazendo luz, paz e um resquício de sanidade à minha vida. Eu, sem forças, me arrastava para perto das grades enferrujadas e conversava com a lua, na esperança que você ouvisse e me dissesse que ficaria tudo bem, que ainda me ama.

Tudo era sempre frio, meu coração estava gélido, mas após o crepúsculo eu olhava para a lua e me sentia aquecido, como se você estivesse ao meu lado outra vez. Eu sentia como se seus braços acolhedores me circundassem novamente, como se eu fosse novamente seu.

Me chame de louco, mas isso, esses pequenos detalhes, mantinham um fio de sanidade em minha vida, pois quando tudo era trevas ela - a lua - aparecia para me iluminar. Os dementadores podiam até sugar toda e qualquer felicidade, mas não podiam tirá-la do céu e impedir que eu falasse.

Nas noites em que a lua era cheia, ofuscava qualquer estrela ao seu redor e eu conversava com aquele satélite magnífico, na esperança que você me ouvisse e soubesse não estava sozinho, que ia ficar tudo bem, que quando olhasse para o céu e avistasse a estrela mais brilhante (com o brilho jamais comparado ao da lua) você teria certeza que eu passaria a noite toda ao seu lado, como sempre fizemos.

Eu falava com a lua na expectativa que você soubesse que eu não fiz por mal, que eu sou inocente. Passava minhas noites falando com a lua, na esperança que você soubesse que devia encontrar outro alguém, seguir em frente. Eu fazia isso com uma enorme dor no coração, mas era reconfortante saber que você estaria vivendo feliz, tendo a vida que sonhamos em ter juntos.

Nos dias mais sombrios, em que eu sentia a sanidade abandonar meu corpo e as trevas me dominarem, eu conversava com a lua, esperando que você soubesse que quando eu me libertasse correria atrás daquele destruiu nossos sonhos, de quem desgraçou a nossa vida e a de nossos amigos, pois só assim eu seria completamente feliz. Me sentiria em paz.

Com amor, Almofadinhas.

Sirius Black jamais teve oportunidade de entregar esta carta a Remo Lupin

Dear Moony...Stories to obsess over. Discover now