— LUCAS DE SOUZA! ACORDE LOGO, MENINO! AINDA TEM QUE LEVAR SUA IRMÃ PARA A ESCOLA!
Que beleza.
— Sim, mãe. — Resmungo.
Esfrego meus olhos com os dedos suavimente, tentando me livrar do sono. Passo as mãos por meus cabelos e suspiro, será um longo dia. Retiro a coberta de meu corpo rapidamente e sento em minha cama, quase pegando no sono novamente, até eu ouvir o som da minha notificação favorita; Anne.
Há uns dois anos eu mudei o som da notificação de Anne, o porquê? Eu não sei, acho que apenas a mensagem de manhã dela me deixa acordado e com coragem para enfrentar a escola pelo resto do dia.
Vou em direção aos meus travesseiros, tentando acha-lo, infelizmente isso é quase impossível com o estado da minha cama pela manhã.
— Isso! — Digo o encontrando entre o espaço da minha cama com a parede.
O ligo e vejo a mensagem na tela de bloqueio.
A futura mãe dos meus filhos❤: Bom dia meu idiota
Melhor me responder antes que eu te arranque a cabeça
E leve meus chocolates para a escola hoje, estou de mau humor
Solto uma risada e dou um sorriso bobo, uma delicadeza de pessoa.
Desbloqueio o celular e entro em nossa conversa, digito e mando minha resposta.
Bom dia estressadinha
Já respondi, calma JAJJSS
Vou pensar.
Dou outro sorriso e guardo o celular, me levanto da cama, finalmente e vou para o chuveiro.
Talvez não seja um dia tão ruim.
Talvez seja o dia.
*
Depois do banho rápido vou em direção a cozinha, onde encontro Lúcia e minha mãe sentadas na mesa já comendo o café da manhã.
— Que traição, Lúcia! — Brinco fingindo estar muito magoado. — Nem me esperou para o café! E você mãe, como pode deixar que esta barbaridade acontecesse?
Lúcia ri de mim e mamãe dá um sorriso fraco, pelo trabalho duro.
Minha mãe, conhecida como dona Cecília, é na minha opinião uma guerreira. Como minha tia Amanda ficou com a herança de meus avós, sempre teve que batalhar muito para conseguir sustentar a casa. Meu pai é caminhoneiro, então vive trabalhando e seu salário é pouco, sempre tento fazer de tudo para ajudá-la.
Lúcia é minha irmãzinha, minha flor e minha dedo-duro. Tem oito anos e as vezes acho que me odeia, mas sempre esqueço disso quando olho para os olhos azuis infantis dela, idênticos aos meus.
— Bom dia, filho. — Minha mãe diz me dando um beijo na bochecha.
— Bom dia, mãe.
Pesco dois pães na sacola, junto da margarina e uma faca, depois me sento ao lado delas.
— Parece que o filho mais velho dos Reis vai se casar — Ela comenta, olhando para seu café. — É irmão de Anne, não é?
Antes que eu pudesse responder, minha irmã se intromete.
— É o cunhado de Lucas. — Ela diz com um sorriso maroto.
Reviro os olhos e minha mãe dá uma risada, enquanto ergue uma das sobrancelhas.
— Não sabia que você e Anne tinham evoluído tanto na relação, Lucas. Parece que as mães são as últimas a saber mesmo.— Ela fala risonha.
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Eu, minha melhor amiga e os zumbis!
Teen Fiction"Vocês podem achar essa história totalmente maluca e sem sentido. Mas à vocês tenho apenas um pedido: Não deixem para amanhã, o que podem fazer hoje; Alguma hora ele pode sair de seu alcance." * Lucas de Souza é um adolescente normal, e bota normal...
