P.O.V - S/N (ON)
17:29
Minha consciência foi voltando aos poucos. Toda minha cabeça doía e por isso fui abrindo meus olhos lentamente. Demorou alguns segundos para que meus olhos se acostumassem com a pouca luminosidade do local e eu voltasse enxergar completamente.
Eu estava no meio do que parecia ser a sala de estar de uma casa abandonada. Ela era bem espaçosa, não entendo o porquê de estar tão pouco preenchida. As paredes eram pintadas de branco, mas como o local deve ser pouco cuidado aparentam estar manchadas. Havia luminárias de teto coloridas, verde escuro, quase musgo. Alguns quadros de paisagens, outros de desenhos e um que continha um retrato de um casal. Comecei a ficar ainda mais apreensiva quando percebi que as mesmas paredes estavam perfuradas com o que pareciam objetos pontiagudos e algumas pichações bem estranhas. As janelas continham cortinas bege, aparentam ser finas.
A mínima luminosidade que vinha do lado de fora da casa (acho que é uma casa) apresentava uma silhueta do que pareciam ser grades.
Haviam duas poltronas no canto da sala, uma mesa redonda e quatro cadeiras.
- Por que eu estou aqui? Será que eu bebi demais ontem, dei PT e meus amigos me trouxeram pra cá? Por que não consigo me lembrar de nada? Eu fui sequestrada?!
Quando decidi me levantar para descobrir onde eu estava de fato, percebo que estava sentada em uma cadeira no meio da sala, com meus pés e mãos amarrados por cordas.
Eu estava tentando me manter calma até o momento, não surtar a ponto de provocar um ataque cardíaco e morrer num lugar como este. Eu comecei a gritar, espernear. Me debati com um mínimo de esperança de me libertar destas cordas, só que o fato de elas estarem amarradas com muita força fez com que eu não obtivesse sucesso.
17:56
Meu relógio de pulso indicava que fiquei nessa frustada tentativa de fuga por quase 30 minutos, até que desisti por hora. Quando eu parei de emitir qualquer som, pude ouvir o gritante silêncio que pairava naquele ambiente macabro, era quase ensurdecedor; fiquei agoniada ao permanecer daquela forma.
Alguns minutos depois, comecei escutar alguns passos pesados que vinham do lado de fora da porta do cômodo. Pude escutar sons de várias correntes e trancas antes que a mesma se abrisse por completo. - Se eu não morri antes, a minha hora finalmente chegou.
Quando a porta abriu, consegui ver a silhueta de um homem alto e magro que simplesmente ficou parado me observando por minutos. Minutos que pareciam horas. Aquela cena provocou um enorme calafrio na minha espinha, parece que a temperatura do ambiente caiu a partir do momento que ele colocou seu pé no local.
Quando ele finalmente resolveu se mexer, sua mão foi ao encontro do interruptor que se encontrava na parede, pude enfim ver o rosto do indivíduo que me colocou nessa situação.
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O que acharam?
Continuo?
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- meu deus tô nervosa
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RAPTADA
FanfictionSua cabeça dói e não lembra de nada que se passou na última noite. Para completar, no dia seguinte, você acorda e percebe que está em uma situação desesperadora: presa em um local abandonado. Você conseguirá descobrir o que ocorreu na noite passad...
