- Homens, seguiremos para o Sul! - gritou o sargento da guarda.
- Senhor, mas o acampamento fica do outro lado. - questionou o cabo da guarda.
- Cabo, temos que continuar procurando.
Testemunhas disseram que viram a besta nesta região.
O grupamento de ronda estava formado por dez soldados bem armados com espadas e escudos. Já estavam patrulhando a área por umas quatro horas. Os homens estavam cansados e exaustos imaginando que a besta já tivesse partido para outra cidade.
O espaço em campo aberto estava dando lugar a uma densa floresta.
- Senhores, agora que a estrada está nos levando para a floresta, temos que redobrar a atenção. A partir de agora permaneceremos em silêncio. - disse o sargento.
A noite veio. Mesmo eles sendo alguns dos melhores soldados do reino, a escuridão fincava o medo em suas mentes.
O silêncio não durou muito. Dois soldados que estavam na retaguarda dão um grito de pavor e desaparecem no escuro.
- Em círculo! Protejam-se! Preparar os escudos! - ordenou o sargento.
Mas era tarde! Um golpe os acerta atirando quase todos para longe. Tentaram se reagrupar. Os que caíram desacordados ou feridos desapareceram na escuridão da floresta. As espadas cortavam o vazio. Mais golpes que vinham de vários lados dizimavam um por um. O silêncio retorna à floresta. Dessa vez não tinham testemunhas.
O rei de Sinka que estava cansado e preocupado com as mortes de seus melhores guardas na captura da terrível besta pediu ajuda aos reinos distantes, mas as más notícias já haviam se espalhado e eles negavam ajuda temendo também perderem seus guardas.
Então, o mago disse ao rei que para capturar e matar a fera seria necessário um guerreiro experiente em lidar com essas criaturas e não guardas treinados para guerras. O rei não concordava, mas após a reunião com os seus conselheiros, ele permitiu que o mago trouxesse um guerreiro.
O mago viajou por dois dias no mar e mais um dia por terra. Ele e mais dois guardas se aproximam de uma velha casa feita de madeira. Eles descem dos cavalos, mas só o mago vai até a porta e bate. Bate novamente. E de novo. Antes dele bater mais uma vez, a porta se abre.
- Eu queria ter certeza de era você velho. - disse a voz vinda de um canto escuro da casa.
- O rei precisa de sua ajuda.
- E de qual rei você está falando?
- O rei de Sinka.
- Rei de Sinka... Lembrei! Eu acho que ele é mais conhecido como "Maldito de Sinka". O povo não gosta muito dele.
- As pessoas dizem muitas coisas.
- Então, a missão é matar o rei?
- Não! - respondeu o mago engasgando com um gole de vinho. - Algo pior! Uma besta fera está vivendo nas florestas matando todos que cruzam o seu caminho.
- Que ele mande os guardas fazerem isso!
- Todos que foram enviados à floresta morreram.
- Vou pensar...
- Lembre-se de sua promessa.
- A minha promessa é ajudar as pessoas comuns que não tem como se defenderem, mas um rei que não é querido pelo povo...
- Esqueça o rei! Faça pelo povo!
De volta ao reino de Sinka, o mago atravessa o grande salão do castelo anunciando a sua chegada.
- E então, mago? Trouxe a solução de nossos problemas?
Antes que o mago pudesse responder as perguntas do rei. Uma figura de um homem surge através das grandes portas de entrada do salão. Vestido de peles de urso que se apoiavam em seus ombros e caiam um pouco além dos joelhos. Segurava ao seu lado esquerdo um enorme escudo reluzente. E empunhando uma espada na mão direita.
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Tatsek, o guerreiro
FantasíaLivro 1 A cidade de Sinka vivia pacificamente, mas nos últimos dias começou a ser assolada por uma besta. Temendo a revolta do povo, o rei de Sinka pede ajuda. Quem poderia ajudar a cidade de Sinka a voltar a ser próspera novamente?
