a Filha do Arco-íris

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Nota: tirei esse fragmento de um sonho, (aliás, achei um sonho muito criativo por sinal ahahahah) e nesse sonho, a nossa protagonista invoca os espíritos com um objeto, que por um acaso eu não lembro qual é, até porque ela não é filha de Hades, então tô explicando isso para caso vocês não acharem estranho no decorrer da história.
                                   ~Lorii

De repente surgiu um monte de espíritos ao redor do acampamento, todos com armaduras, prontos para a batalha, Alex ficou assustada, não acreditava que era capaz de fazer aquilo nem que ia dar certo, viu os espíritos se jogando contra a barreira mágica do acampamento como se quisesse atacar o lugar, alguns campistas já começavam a desconfiar daquilo, mas ainda não tomavam nenhuma atitude.

Alex olhou para Débora como se perguntasse "isso não está errado?", Débora apenas meneou a cabeça.

— Não se preocupe, a barreira vai impedir deles entrarem.

Mal acabou de dizer essas palavras, todos os espíritos adentraram nos limites do acampamento, era como se a barreira tivesse parado de funcionar, Alex pôde ouvir Clarisse gritar "é um ataque!" mas o som parecia distante.

Perto do Pinheiro de Thalia, a luta parecia estar longe dali, mas ela podia ver os campistas correrem ao encontro dos espíritos, viu Débora pegar sua adaga se preparando para atacar, as duas já tinham lutado juntas tantas vezes, que Alex até podia prever qual seria o movimento de Débora, mas dessa vez foi diferente.

Débora se virou para Alex e atacou.

Não os espíritos, mas a própria Alex. A adaga enterrada na cintura dela.

Pega de surpresa não teve tempo de levar sua mão à espada e reagir, apenas encarou Débora como se perguntasse o que era aquilo, enquanto sentia o sangue subindo pela sua garganta.

Alex tossiu e então Débora tirou a adaga, agora manchada de sangue, o sangue daquela que foi sua melhor amiga.

— O... que... foi isso?! -perguntou Alex enquanto tentava estancar o sangramento.

— Me desculpe... -disse Débora levantando as mãos em sinal de rendição, como se atacar Alex fosse uma tarefa simples.

— Nós éramos amigas!!! -gritou Alex, sua voz se sobressaindo ao som da batalha ao redor delas.

Débora sorriu debochada.

— Foi você! Você queria que eu invocasse os espíritos para atacarem o acampamento! -continuou Alex.

— Morte ao deus-sol. -disse Débora simplesmente.

Nesse instante era como se Alex não estivesse ferida, tirando força de onde não tinha, deu uma rasteira em Débora e puxou a espada, segurando-a acima da garganta, apesar de ser filha de Íris, todos sabiam o quão sanguinária Alex podia ser.

— Você não é capaz disso -desafiou Débora. — Eu te conheço Alex, cada atitude sua, você não é capaz de ferir seus amigos nem se eles trocassem de lado. As melhores pessoas para se influenciar, aquelas que tem o defeito que com moderação são qualidades. -finalizou ela com um sorriso presunçoso.

Uma raiva brotou em Alex fazendo com que ela enterrasse a espada em Débora, mas não na garganta, não queria que ela morresse rápido, queria que ela visse o quanto estava errada.

Débora olhou assustada para a espada em sua barriga e depois para Alex como se não acreditasse que ela tivera a coragem.

— Você... Não... -não conseguiu finalizar.

Com a raiva e as lágrimas ofuscando a visão, Alex enterrou ainda mais a espada na barriga de Débora com um grito de puro desespero, viu o sangue escorrer da boca e os olhos perdendo o brilho daquela que chamava de amiga enquanto ainda forçava a espada.

Finalmente quando os olhos de Débora perderam o brilho que Alex voltou ao normal, perdera muito sangue enquanto a adrenalina a impedia de sentir dor, fazendo com que a visão escurecesse enquanto caía no chão ao lado do corpo de Débora.

Contos Meus...Geschichten, die süchtig machen. Entdecke jetzt