Capítulo I - Me Abomine

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- Porque... Por que?! - Murmurava caído no chão entre lagrimas.

Após um choque denso de motus divina, havia uma corte de poeira envolta de todo local, que, aos poucos se esmaece, até ser revelado cinco jovens em péssimas condições imóveis no chão:

- Pelos deuses, vocês são tão indefesos que chega a ser meigo, como se fossem pequenas formigas... formidável - Em meio dos deboches, soltava lentas gargalhadas.

Com curtos passos, a figura que antes soltava farpas, agora se locomovia em direção a um dos garotos, passando entre os outros corpos como fossem apenas lixo, os chutando como se fossem minúsculas pedras em seu caminho, chega na frente de seu alvo original, com um sorriso psicopata e um olhar sociopata, agacha e segura o garoto pelos cabelos levantando seu rosto em sua direção, mas o mesmo muito machucado não tinha forças nem para abrir os olhos:

- Cadê aquele seu discurso medíocre sobre justiça? - Com um tom sereno, recita sua pergunta lentamente.

Sem nenhuma resposta, o homem, liberta sua cólera e apenas com força bruta, impulsiona segurando os cabelos, a cabeça do garoto contra o chão:

- Vamos, eu quero ouvir da sua boca, que a justiça prevalecerá! Quer ouvir um segredinho Kairon Batsuzu?! A justiça não existe. - Gritava tais palavras com ódio em seu tom, em cada palavra, em cada silaba.

Novamente, repetia o seu movimento, jogando a cabeça de Kairon várias vezes contra o chão. Todos ao redor olhavam aquela cena, com ódio e tristeza ao mesmo tempo, mas imóveis estavam de mãos atadas, até que uma garota fazendo um esforço extremo foi-se levantando aos poucos:

- Solta... ele... - Em um tom já fraquejando, por conta dos gemidos de dor e cansaço.

A temperatura envolta de Kairon e o homem começam a abaixar, até se tornar visível com o solo congelando junto com um ar gélido, é quando o mesmo se da conta da garota que estava de pé utilizando suas últimas forças:

- Que meigo! Pensei que já tinha te matado, pobre Lily - Utiliza um tom irônico para a humilhar.

O homem solta a cabeça do garoto, se levanta e começa a andar em direção da garota, com sua mão aberta começa a ser emitido uma frequência de mega-hertz estridente, e um pequeno núcleo se gera em sua palma, a pequena esfera tinha uma coloração de ametista, carregando uma alta potência de motus estava pronto para disparar em Lily:

- Espera... - Quase não foi possível escutar, pois estava em estado semimorto.

Kairon aos poucos foi se erguendo, marcado em sua testa, havia cortes, consequência dos ataques sofridos posteriormente, escorria sangue por sua face, desde o inicio da testa até seu queixo, graças as fraturas em seu corpo, se manter de pé era quase impossível:

- Érebos... se você tocar nela... eu... vou matar você. - Ofegante graças ao esforço que fazia.

O garoto apontava sua espada em direção ao deus, como forma de intimidar. Érebos fica em silencio por alguns instantes após as palavras ameaçadoras, depois, inicia uma gargalhada psicótica:

- Finalmente eu entendi vocês dois... que lindo... que meigo... sabe como diz o ditado... espera na verdade não importa... vou torturar um de vocês na frente do outro... vou matar vocês lentamente, mas como uma homenagem minha vou enterra-los juntos. - Misturado com gargalhadas psicóticas e um olhar sociopata.

Após a ameaça, Érebos, levanta seu punho direito, com a mão aberta, em sua palma inicia-se novamente a formação do núcleo de motus, que gera novamente uma esfera purpura. O poderoso deus estava preste a desferir seu golpe, primeiro, na garota que estava na sua frente, mas é interrompido, por um dos garotos que estava no chão, ele agarra o punho que carregava toda energia com toda força que o restava:

- Você... é um falso deus.

Descargas elétricas rodeiam o corpo do garoto, ao mesmo tempo que, desferia um olhar mortal para Érebos, isso fez com que o mesmo sentisse medo, mesmo que por um segundo apenas:

- Vocês pivetes tem muita audácia, eu vou aniquila-los, destruí-los... De dentro para fora, começarei com suas almas - Murmurou em voz alta para todos ali presente.

Rapidamente, Érebos estende sua mão esquerda, que estava livre, na direção do garoto que o segurava próximo ao seu rosto, e dispara uma rajada purpura de motus, que o arremessa contra a parede. Os outros dois que estavam caídos se levantam, sentindo a dor de suas pernas fraquejando, e suas feridas abrindo, acabavam se levantando:

- Essa insistência, essa perseverança, esperança e força de vontade em vocês é admirável, mas pena que isso que significa nada - falava observando todos em sua volta.

Logo após encerrar sua frase, o deus, coloca sua mão próximas uma da outra, com cada palma vira na direção da outra, na altura de sua cintura, uma energia similar a eletricidade começa a ser descarregada entre suas palmas, que logo começa a tomar forma de uma esfera, com a esfera em mãos, o mesmo ergue seus braços assim desfere mais energia na esfera aumentando seu tamanho e poder:

- Desapareçam da minha frente.

Com um salto, joga a esfera contra o chão provocando uma pequena explosão de energia, raios roxos começam a cercar o local, acertando cada um dos garotos, então, os raios formam uma implosão que gera um núcleo no centro da sala, que se expande sugando os jovens que, enfim desaparecem, ficando apenas Érebos com um sorriso medonho no rosto, lentamente se locomove de onde estava, para um grande portão que havia, era possível escutar os ecos de seus passos, até que chega ao portão, abri o lentamente e sai da sala.

CaoismoWhere stories live. Discover now