That night...

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22h

Em sua casa, Scarlett estava sozinha enquanto sua mãe estava fora, por motivos pessoais. Perdida em seus pensamentos, a mesma decide dar uma volta pela vizinhança e até mesmo passar na casa de sua amiga. Após se arrumar, ela começa a sentir tontura e dores no corpo, desistiu da idéia de sair e foi deitar pra ver se melhorava.

23h

Passou-se uma hora e a dor só aumentava, nenhum remédio ajudava e por causa dos sintomas, Scarlett não conseguia dormir.

- Ah, droga... Parece que irei passar a noite em claro. - Disse revirando os olhos.

A mesma ligou a tv e um filme de terror estava passando. Ela adora filmes de terror, sempre assistiu junto de seus amigos, mas nessa noite todos estavam ocupados e sua única amiga que não estava ocupada, não pode sair a noite. Então, teria que ficar sozinha, mesmo.

- Por favor, não me mate! Eu faço qualquer coisa!

E sem misericórdia, com suas garras afiadas atacou-lhe sua vítima, arrancando suas tripas e deixando-a com todos os ossos quebrados.

-

Que nojo! - Disse observando a mulher sendo destroçada pelo Lobisomem.

Scarlett estava espantada com tamanha frieza, a garota não entendia muito bem o porquê de todos os "seres sobrenaturais" serem tão malévolos com suas vítimas. Ela não acreditava em nada disso, mas já havia pensado na possibilidade de ser algo do tipo, porém, na cabeça dela seria impossível.

*Celular vibrando

- Mas quem mandaria mensagem a essa hora? - Pensou

Desconhecido: Oi! Sou eu, a Cecília.

Scarlett: Cecília? Ah... Você era a minha tia, né?

Cecília: Sim, sim! Então, eu vou direto ao ponto, querida. Você já completou seus 16 anos?

Scarlett: Sim, por que?

Cecília: Então, só quero te avisar que hoje, 00h, você sofrerá uma grande metamorfose. Não sei o que acontecerá com você, mas peço que não perca o controle.

Scarlett: Mas como assim?

Cecília: Não posso falar mais que isso. Vou ter que te bloquear! Adeus.

Scarlett, sem entender, bloqueou a tela do celular e continuou a assistir. A mesma estava curiosa, mas pensou que tudo isso seja bobagem e então, deixou pra lá.

00h

As dores que havia sentido estavam aumentando cada vez mais, então Scarlett resolve tomar uma ducha gelada pra ver se alivia um pouco aquela dor horrível. Já dentro da banheira, olhando para as suas mãos, repara que seus dedos estavam doendo, como se algo estivesse penetrando por dentro deles e, seus ossos, pareciam abrir dentro de si. A mesma solta um grito abafado por ter sentido uma das piores dores que existem. Seu corpo estava inquieto e, aos poucos, ocorria uma transformação curiosa. Seus músculos se contraíram, pareciam estar aumentando, de seus dedos saíram garras extremamente grandes e afiadas, e seus caninos vieram a ficar maiores e pontudos.

- DROGA! O QUE ESTÁ ACONTECEN...

Antes mesmo de terminar a frase, ela sentiu seus ossos se quebrarem, deixando-a sem movimentos. Alguns reflexos passavam pela sua mente, como se estivesse tendo uma visão do passado.

- E-então você é um Lobisomem? - Cecília perguntou tropeçando nas palavras.

- Sim, querida. Me desculpe por estar descobrindo dessa forma. Eu não queria... - Andrey fora interrompido por um tapa ardente.

Lágrimas desciam pelo seu rosto, não queria que sua esposa visse ele transformado tão cedo, e ainda por cima, matando alguém.

Mesmo com medo, Cecília o aceita da forma que ele é, afinal, ela o amava.

- Mas o que? - Perguntou confusa pra si mesma. - Não! Eu não posso ser um lobisomem! - Disse com a voz trêmula.

Scarlett, de fato, não era um Lobisomem, apesar de ser bem semelhante. Ela ficou mais forte, mais veloz e ágil, porém estava ciente de tudo o que acontecia a sua volta. Depois de muito esforço, a garota levantou-se da banheira, vestiu seus trajes e saiu rapidamente de casa. Nessa noite, a mesma sentia que podia fazer o que quisesse, ela estava completamente dominada pela confiança e, enquanto corria pelas ruas, enxergou vários homens tentando estuprar uma garota na frente de um bar fechado.

- Venha aqui garotinha. - Um homem disse num tom malicioso. - Não vamos te machucar! Só se você não nos obedecer.

Mesmo longe deles, ela conseguia ouvir com clareza tudo o que era dito. Bufando de raiva, Scarlett correu em direção a um dos homens e com suas garras afiadas, rasgou sua garganta fazendo o mesmo jorrar sangue.

O restante dos homens tentaram fugir, mas a garota foi mais esperta. Com sua força de dez touros, pegou um carro com as mãos e jogou em todos eles, esmagando-os.

A mulher que fora assediada ficou espantada com tamanha força e velocidade. Mesmo com medo, agradeceu Scarlett por ajudá-la e abraçou a mesma.

- Como é o seu nome? - Perguntou Scarlett.

- Emily. Meu nome é Emily. - Respondeu com firmeza.

- Por favor, tome cuidado. - Disse e logo suspirou aliviada. - Vou anotar meu número no seu celular, caso precisar de ajuda, me liga!

No dia seguinte

- Mãe? - Perguntou após ouvir um barulho.

Ninguém respondeu, então, levantou e fez suas higienes matinais. Scarlett não se lembrava da noite passada e nem quando dormiu, mas para ela, teria sido uma noite normal como todas as outras.

Ao se olhar no espelho, repara que seu corpo já não era o mesmo. Antes, ela era magra e agora parece estar com o corpo malhado, como se tivesse ficado anos e anos numa academia, frequentando todos os dias junto de suplementos caros.

- Ah, aí está você. - Disse o desconhecido.

- Quem é você? - Perguntou Scarlett sem entender.

- Bem, pra começar, eu sou o seu tio, Andrey. - Disparou. - Preciso conversar com você.

- Eu não tenho nada pra conversar com você. Aliás, você sumiu! - Disse irritada.

- Tem certeza que não precisamos conversar? - Perguntou pousando a palma da mão na cabeça de Scarlett.

Naquele momento, a noite passada passou pela sua cabeça, em flashbacks. E então ela entendeu o porquê de seu tio estar ali, certamente, havia muita coisa a ser esclarecida.

Origins - The Angel DemonicStories to obsess over. Discover now