A 300 anos atrás, a terra foi invadida por alienígenas, dispostos a aniquilar a raça humana, expalharam um vírus mortal. Aqueles que conseguiram sobreviver, foram caçados e exterminados, os poucos que foram poupados , viraram cobaias científicas e forçadas a trabalhar. E hoje apenas 5 porcento da população humana sobreviveu. Presos em nosso próprio planeta, submetidos a tratamentos macabros.
- Vamos logo! - um dos guardas me empurra.
No corredor gélido e com pouca iluminação, estava acorrentada de uma forma que era impossível fazer movimentos muito elaborados. Depois de tantas brigas, furtos e pequenas rebeliões que eu causei, fui presa e estava indo para a sala escura. Nome dado pois é impossível saber o que tem dentro deste cômodo, pois os vidros são todos pretos e só se entra com autorização, dizem que toda essa proteção é por causa que os generais e sua aprendiz ficam lá.
- Melhor pensar nas suas últimas palavras - o mesmo guarda que me empurrou estava zombando de mim e os outros se juntaram a ele.
Eu queria muito lhe dar um soco, mas eu estava acorrentada isso já dificultava e cada um dos guardas tinham mais ou menos uns 2,00 m de altura e a força física deles era muito maior que a de qualquer humano.
Eu sorri e virei para o guarda encarando seu rosto.
- Bem já que eu tenho minhas últimas palavras, meu nome é Eryn tenho certeza que vai escutar ele novamente - quando termino de falar levo um soco, porém não consigo parar de rir. Era gratificante para mim morrer por uma causa.
Quando olho para a frente novamente percebo que vidros escuros começam a aparecer, naquele momento senti um frio na barriga, estava prestes a encarar um dos quatro Scors (nome que os aliens usaram para definir sua linhagem) mais temidos e que antes eram só uma lenda, fiquei pensando se eles eram diferentes dos Scors que estavamos acostumados a ver, eles se parecem muito com humanos, porém eles são mais altos e mais fortes que nós mesmo que não sejam tão musculosos o que de fato destaca eles de nós é as marcas que eles possuem na área dos olhos, todos que eu vi tem linhas abaixo dos olhos que vão até o queixo e círculos ao redor dos olhos.
Depois de uns minutos chegamos a uma enorme porta de metal também escura, olhando ao redor é possível notar que nem mesmo uma bomba derrubaria aquela porta, isso me fez pensar que se tem essa proteção com os generais o quão protegida está a Scors suprema ( a líder dos alienígenas).
- General Centurion chegamos - um dos guardas coloca a mão no leitos de digitais.
A porta começa a se abrir lentamente.
- Só a Eryn entra - uma voz feminina e firme soa pelo aparelho. Naquele momento senti um frio percorrer meu corpo inteiro.
- Viu eu disse que escutariam meu nome novamente - mesmo hora que eles iam me bater novamente a porta começa a se abrir.
Todos os guardas se afastam e me dão espaço, quanto mais a porta se abria mais rápido meu coração batia. Meus batimentos cardíacos estavam totalmente descontrolados. Quando a porta finalmente termina de abrir meu corpo paralisa.
- Entra humana suja, os generais não são desocupados igual a você
- Para de me empurrar - falo brava, mas no fundo eu estava com medo de entrar ali e também estava triste por não conseguir me despedir do meu irmão.
Respirei fundo e comecei a andar, quando passei pela porta ela começou a se fechar imediatamente, virei bruscamente para trás e fiquei olhando a porta fechar. Voltei a andar e percebo que a sala escura não era nada do que eu pensava. No lugar onde eu achava que tinha corpos e sangue, ficava as plantas e tinha água descendo pelas paredes. As paredes tinham uma luz no tom de roxo claro.
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Runas
Science FictionA 300 anos atrás, a terra foi invadida por alienígenas, dispostos a aniquilar a raça humana expalharam um vírus mortal. Aqueles que conseguiram sobreviver foram caçados e exterminados, os poucos que foram poupados viraram cobaias científicas e forç...
