Capítulo 1 - Silent Assassins

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"... Há 500 anos atrás, após a unificação de todos os continentes, a família Leon vem lutando contra formas de corrupção existentes no mundo, diminuindo os níveis de desigualdade e tomando precauções devido às tragédias ocorrentes durante a história, por isso foram escolhidos para governar assegurando a paz e igualdade entre todos aqueles que respiram sobre a terra..."

– É um belo engana trouxa esse livro. – Seven falou, o que fez Chris tirar os olhos do livro e mira-lo com um sorriso indignado. – Eu prefiro acreditar naquele velho ditado dos sábios onde fala "O Livro da Época é uma tremenda mentira que cega aos que se permitem acreditar que exista apenas um continente e justiça".

– Acha mesmo que os continentes não se juntaram após os tremores que despedaçaram 70% de seu território? – Chris disse arqueando a sobrancelha.

– Melhor que você acreditando que do dia pra noite BUM Tremor de Terra BUM abalos sísmicos BUM continentes se afastam BUM eles se juntam. Sério? – Seven respondeu riu.

– Não foi do dia pra noite. – Chris voltou o olhar para as páginas do livro. – E no dia que você me trouxer um pedaço de qualquer um desses continentes que você pensa existir, eu acreditarei em sua tese. Até lá, somos apenas um continente.

– É claro! – Seven se esticou nos bancos. – Até porque o que você fala é lei.

Chris revirou os olhos e não falou mais nada.

– Já correu da nossa discussão? – Seven provocou. – Qual é Chris? Estava adorando aprender uns argumentos para deixar na parede aqueles que creem nessa teoria.

Angel suspirou olhando pela janela o que atraiu a atenção de Seven que foi para o lado dela e bateu no braço dela com o cotovelo.

– Você concorda comigo não é, Angel? – Ele disse com olhos pidões.

– Sobre o que? – Ela piscou confusa.

– Sobre existirem outros continentes, cabeça de vento.

– Ah! – Angel sorriu largamente. – Sim! Existem sim, minha mãe uma vez me falou que nossa bisavó veio de um deles em um navio, e lá era simplesmente lindo, era tão maravilhoso que parecia existir um brilho diferente, e...

– E por que ela veio pra cá? – Seven disse confuso.

Angel revirou a boca e cruzou os braços no seu típico jeito de incomodo.

– Seven. – Chris o chamou. – Só cala a boca.

– Não me mande calar a boca. – A discussão dos dois, que já durava em torno de 40 minutos, voltou e tudo o que consegui fazer foi encostar minha cabeça ao banco do trem e respirar fundo na esperança que a viagem já estivesse no fim.

– ...Não sei nem porque você veio, nem da nossa equipe você é. Devia estar com o Ro... – Ao ouvir aquela pequena sílaba, pulei de onde estava para perto do Seven tapando sua boca.

– Não diga esse nome. – Falei sério com o olhar fixo aos olhos dourados dele. – Os guardas do império podem estar em qualquer parte, e não seria bom que eles soubessem que conhecemos um criminoso.

Chris tinha o olhar em mim, assim como a Angel, mas nenhum deles se metia, apesar que só pelo olhar eu sabia que eles tinham achado minha ação exagerada.

O trem foi parando e na mesma medida fui soltando ao Seven.

– Não estamos mais no interior, estamos na cidade Capital. – Continuei. – Qualquer ação nossa deve ser feita com extremo cuidado.

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