13/02/2016
- É um baile de máscaras. - Disse Emma. Cat não respondeu. Bebeu mais um gole da sua água, enquanto tentava ajustar as informações recebidas na sua cabeça, desejando uma bebida mais forte.
Emma segurava o convite com ambas as mãos, com certa raiva e indignação, tentando imaginar uma razão para ele te-la convidado para aquele lugar. Eles tinham sido ex-namorados, ele ao menos devia ter a decência de se lembrar que Cat odiava festas. O fato principal é que ela dizia ter se apaixonado por ele na segunda festa que foram juntos em missão, mas ela nunca havia contado isto a ele, pelo que Emma sabia, e ela e Cat não escondiam nada uma da outra. Talvez ele tivesse feito aquilo por puro orgulho e despeito. Mas por que um baile de máscaras?
- Será que é algum tipo de homenagem a vidinha estúpida que vocês viviam antigamente? - Cat a olhou com raiva, mas Emma não se importou. Também estava aborrecida.
Amava Cat e queria faze-la feliz, mas parecia particularmente impossível com um obstáculo no relacionamento delas a cada três segundos. Naquele momento, parecia o pior de todos os castigos que Emma poderia ter recebido por amar Cat. Ele.
- Não chame o trabalho para qual eu dediquei a minha vida de estúpido. - Disse Cat. Emma sentiu o sangue subir ao rosto.
- Você quer dizer 'o trabalho que DESTRUIU' a sua vida, certo? - Ela colocou uma enfase exagerada nas palavras - Matar pessoas, se esconder debaixo de mesas, usar perucas idiotas, isso não parece vida ideal pra mim.
Cat não se importou com as palavras de Emma, pois já tinha ouvido aquele discurso milhares de vezes, no começo ele até a indignava, já que ela resumia seu antigo trabalho a algo estupido e fácil, e ele certamento não o era. Calma, tirou da bolsa que estava no seu colo um cigarro e um isqueiro, mas antes que pudesse acender, Emma deu um tapa gigante em ambas as mãos de Cat, derrubando o cigarro e o isqueiro no chão. Cat levantou da cadeira em que estava, com raiva.
- Qual é o seu problema? Por que essa porcaria de carta mexeu tanto com você, afinal? Eu nem te falei se eu ia aceitar me encontrar com... - uma pausa constrangedora - ele.
- Você não vai se encontrar com ele. - Disse Emma, com ferocidade - Você não vai se encontrar com ninguém que vivia com você nessa porcaria de vida! Nenhum dos seus amiguinhos malucos! - Ela se aproximou de Cat, a agarrando pela cintura. - Me entendeu?
Cat engoliu em seco.
- Claro. Querida. - Cat havia esquecido com quem estava lidando (provavel efeito da carta) mas estava melhor naquele momento. Emma se acalmou e se afastou um pouco. Suspirou impaciente.
- Nunca mais quero ver você com cigarros, está bem?
- Está bem, querida. Está tudo bem.
Emma se acalmou e foi até o sofá, onde se sentou, com as mãos na cabeça, em expressão de total desamparo. Se virou para Cat e disse:
- Não sei o que faço para termos uma vida normal, meu amor. Eu tento de tudo, porque te amo, mas esse passado te persegue. E você nem sequer parece se esforçar para me ajudar nisso, parece querer que te encontrem e explodam sua cabeça na minha frente por deserção ou algo assim.
- Já está tudo resolvido nesse sentido, Emma. Não precisa se preocupar. - Emma levantou e pegou o convite que tinha guardado no bolso da jeans.
- Então o que diabos é isso? - Cat olhou para a carta com uma expressão que se assemelhava a remorço, mas não o era.
Cateline foi até o chão e pegou o isqueiro, tomando cuidado para nem deixar a ideia em Emma que ela poderia pegar o cigarro.
- Vamos queimar essa merda, e eu te provo que te amo e que meu passado não existe mais.
Assim, Cat tirou o papel das mãos de Emma e se dirigiu com rapidez a cozinha. Emma levou um pequeno susto, mas logo acompanhou a mulher para o local, onde ela estava acendendo o isqueiro. Elas ficaram assistindo juntas o convite queimar dentro da pia, com Emma sentindo um misto de prazer e glória que borbulhava em sua barriga. Quando a carta já era inteira cinzas, ambas se beijaram, depois se abraçaram, e ficaram assim por um tempo, compartilhando o momento.
Mal Emma sabia que enquanto se dirigia à cozinha para queimar a carta, Cat havia trocado a carta de verdade por um poema que escreveu em um momento em que Emma a havia trancado no quarto por mau comportamento. Ela viu o poema queimar com tristeza, pois tinha ficado muito bom, mas aliviada do papel estar de costas na pia e de que ela ainda tinha um baile de máscaras para ir no próximo domingo, onde finalmente poderia selar assuntos inacabados com ele. Um arrepio percorreu a espinha dela e ela se sentiu como uma garotinha outra vez, cercada por pessoas que exigiam muito dela e não se importariam pela sua morte. Dentro da sua cabeça, vozes pareciam gritar para mata-la.
(Uma voz masculina, doce) Então você estava indo embora sem se despedir?
(Uma voz feminina, fria) Como você espera que eu seja como você, se nem você sabe quem você é?
(Uma voz masculina, feroz) Não mais levante a voz para mim, garota, ou vou te fazer nunca mais ter o prazer de ver a luz do sol de novo. Vai morrer cercada por escuridão e seus amiguinhos não poderão te trazer a luz.
(Emma) Nenhum dos seus amiguinhos malucos!
(Ele) Se vai fugir de mim, faça com respeito, meu amor.
Ele.
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Você Escolheu Isso
Mystery / Thriller"No meio de tantos disfarces você acaba ficando em dúvida se você é a máscara, ou a sombra por trás dela.". Uma corporação misteriosa criava pessoas desde crianças para se tornarem assassinos, espiões e algo como ladrões, quando se era convenient...
