Olá querido diário hoje vim lhe contar sobre minha vida desde os onze anos, sei que já passei desta data e estou agora com 14 mas acho que descobri que sou diferente e não tenho ninguém pra compartilhar sobre isso a não ser você só posso confiar em você, enfim desde meus onze anos eu percebia que me sentia estranho quanto aos meninos de minha idade, nunca gostei das mesmas coisas que eles e sempre fui mais delicado, até que sofri bullying pela primeira vez num colégio, contei a minha mãe e ela me tirou de lá, eu não sabia muito explicar o que era fiquei um tempo afastado das pessoas até os meus 13 anos que foi quando conheci o Guilherme um menino loiro de olhos verdes e com um corpo maravilhoso passou um tempo e começamos a conversar porque ele estava interessado em uma amiga minha e me pediu ajuda, como um bom amigo lhe ajudei e aquilo começou a me incomodar eu via como ela o tratava e queria cada vez mais ajudá-lo até o dia em que ele ficou com ela e eu continuei mal, na hora não entendi o porque disso pra mim eu ficava mal pela forma que ela o tratava e agora eu estava com uma sensação horrível como se estivesse com raiva e me sentindo sozinho não sabia como reagir....
No outro dia ele me chamou para conversar e saber o porquê de eu ter ficado tão triste e juro que nem eu mesmo sabia como responder,
Passou algum tempo e descobri o que era eu gostava dele mais do que qualquer outra pessoa que não fosse da minha família, daí pensei "calma se eu gosto dele então quer dizer que eu.... Bom eu sou gay ?.
Não pode ser ninguém vai aceitar isso, e nem eu mesmo posso aceitar.
Na verdade o problema não era ser gay ou não era não poder contar pra ele sobre o que eu sentia. Ele não iria querer nada comigo e me mandaria embora da vida dele, ou seja , eu teria que disfarçar muito bem tudo o que eu sentisse". Fiquei um tempo sozinho apesar da companhia de Guilherme que esperava por uma resposta minha e a única resposta que obtive depois desses pensamentos foi.
-" Guilherme juro que não sei.... eu não sei tá bom... não sei"
saí dali chorando tentando conter, ele veio atrás de mim, pegou no meu braço e disse pra eu me acalmar e que eu não precisava ir embora depois disso passaram-se dois anos que eu não via ele . Minha mãe recebeu uma proposta pra trabalho, logo depois que eu cheguei ela me contou que iríamos para outra casa.
Voltamos ontem para a antiga casa, a tarde minha mãe pediu pra que eu comprasse pão para a noite, quando sai da padaria dei de cara com Guilherme mais velho também no caso eu tinha 15 e ele já tinha 18 conversamos por um tempo sobre o passado e ele disse que até hoje não entendeu o porque da minha crise, disfarcei um pouco e disse que outro dia a gente conversava porque eu estava meio ocupado e fui embora, quando cheguei meu pai perguntou o porque da demora eu disse que a padaria estava cheia meu pai não era muito de falar e eu não podia contar a ninguém sobre meus sentimentos não sabia o que eles fariam comigo, cheguei na cozinha com os pães e minha mãe decidiu fazer cachorro quente então pediu que eu voltasse e comprasse mais algumas coisas, fiz cara de cansado mas fui lá comprar, cheguei na padaria e Guilherme ainda estava lá então não tive desculpa ele perguntou se podia me levar em casa e eu disse que podia conversamos até chegar em casa ele me chamou pra uma festa no fim de semana que seria depois de amanhã já que hoje era quinta feira então respondi que iria quando me virei para entrar ele me puxou pelo braço como fez naquela noite e disse:
-" posso lhe dizer algo?"
- " pode Guilherme KKK que ideia "
- " desde aquela noite que te vi chorando tava querendo lhe fazer algo"
Ele se aproximou de mim e me deu um beijo no pescoço depois me disse até a festa e saiu antes que eu pudesse dizer algo...
Quando cheguei em casa entreguei as coisas minha mãe esperei para comer tomei um banho bem demorado e me deitei e agora estou aqui meu diário confessando que não posso parar de pensar naqueles lábios em meu pescoço.
Este foi meu dia e agora não sei quando lhe vejo novamente.
Fechei o meu diário, apaguei a minha luminária e deitei, foi difícil dormir naquela noite, embora eu ja estivesse sonhando em transes de pensamentos. Minha cama é perto da janela , fiquei admirando as estrelas por um bom tempo até que apaguei.
No outro dia de manhã saí para compra uma fantasia já que a festa seria assim pedi o cartão da minha mãe e fui até uma loja, comprei uma fantasia de estudante e fui pra minha casa. tomei um banho e fiquei planejando se faria alguma coisa no rosto ou não, pesquisei na internet e decidi que não faria nada, talvez só aumentaria os cílios, mas não muito, para o caso do meu pai e nem minha mãe perceberem, deixaria um pouco minhas bochechas rosadas.. apesar que eu já tinha as bochechas assim. Fui de uma volta na rua, logo depois do café da tarde para ver se encontrava alguma amiga minha. Peguei o dinheiro que estava em cima do criado mudo e fui até a sorveteria, mas não vi ninguém. Foi um dia meio entediante, a melhor parte foi o sorvete de flocos, depois disso ainda começou a fechar o tempo então voltei pra casa e fiquei no meu quarto descansando ,só sai de novo para jantar e para tomar banho. deitei um pouco, nem peguei no diário eu só pegava quando algo que me marcasse muito acontecia, como não tinha nada , fiquei deitado olhando para fora e ouvindo uma música qualquer, acabei pegando no sono.....
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A última Lágrima
Short StoryAmar é... sorrir por nada e ficar triste sem motivos é sentir-se só no meio da multidão, é o ciúme sem sentido, o desejo de um carinho; é abraçar com certeza e beijar com vontade, é passear com a felicidade, é ser feliz de verdade! Da vez primeir...
