Capítulo 1

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  Sim, essa sou eu, Maria Cecília Bittencourt, filha da médica Flávia Bittencourt e do empresário Otávio Lima,moro em São Paulo e atualmente tenho 21 anos, eu prefiro dizer que estou na flor da idade pois só com essa idade fiz de quase tudo, usei ...

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  Sim, essa sou eu, Maria Cecília Bittencourt, filha da médica Flávia Bittencourt e do empresário Otávio Lima,moro em São Paulo e atualmente tenho 21 anos, eu prefiro dizer que estou na flor da idade pois só com essa idade fiz de quase tudo, usei de quase tudo, provei de quase tudo, enfim fiz quase tudo haha, a minha vida sempre foi um "mar de rosas" desde que eu era um bebê já que eu era a única menina da família as atenções eram voltadas para mim.

Da minha família também não tenho o que reclamar, sempre me deram muito amor, carinho e claro, por eu ser filha única, me deram tudo o que eu queria. Mas mal sabia eu que aquelas regalias que eu sempre tive até os meus 21 anos iria acabar naquela manhã ensolarada de sábado, porque o que eu mais temia aconteceu.

8:30 AM

Já me acordo com o despertador do celular berrando ao meu lado, logo me levanto, tomo um banho, visto uma roupa de academia e vou correr. Quando volto da caminhada vou logo pra cozinha comer algo pois não havia comido nada antes de sair. Quando chego na cozinha sou surpreendida por um clima mega pesado seguido de uma troca de olhares (que até um cego notaria) entre meus pais na hora que adentrei na cozinha, logo senti que vinha bomba por aí então resolvi agir naturalmente e deixar rolar. Quando me sento na mesa que vou pegar o pão meu pai me interrompe segurando minha mão e soltando a seguinte frase:

  — Maria Cecília, a gente precisa ter uma conversa muito, muito séria— falava ele com um olhar que ia direto no fundo dos meus olhos— Você sabe que eu e sua mãe, nós somos duas pessoas bastante conhecidas nessa cidade, sim?— afirmei que sim com a minha cabeça lentamente— pois bem, chegou uma conversa assim, que eu fiquei pasmo até porque eu não acreditei que fosse minha filha que estivesse fazendo tal ato, me disseram que você anda beijando, acariciando, abraçando uma menina, ah! e me disseram também que você trouxe a tal menina aqui em casa, pra fazer sabe lá Deus o que,  é verdade isso Maria Cecília?— perguntou ele. Eu engoli seco e tremi, turbilhões de pensamentos passavam na minha cabeça naquele momento, milhões de perguntas queriam pular da minha boca naquele momento, senti um arrepio na espinha e meio querendo me sair da conversa respondi:

  —  Pai, eu não sei quem te falou isso ou como te contaram isso eu só sei que...— fui interrompida por um grito de meu pai— MARIA CECÍLIA BITTENCOURT, ISSO É VERDADE OU NÃO? — com os olhos cheios de lágrimas não falei nada, apenas afirmei com a cabeça que sim. Logo em seguida ele bateu na mesa e depois levou as mãos ao rosto, logo em seguida ele falou- Sobe pro seu quarto, daqui a pouco eu e sua mãe vamos lá, vai sobe!— não pensei duas vezes e obedeci ele.

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