Ela esperava por uma resposta. A ponto de achar que o mensageiro era a pessoa mais importante do mundo. E era! Pelo menos naquele momento, em que a ansiedade era o mais forte dos sentimentos.
"Nem sei o porquê!" Ela pensou. Afinal ela já havia conhecido pessoas mais interessantes e que eram até mais compatíveis... Mas tinha algo no silêncio que a incomodava. E a fixação dela tinha muito mais a ver com a manutenção do contato do que qualquer outra coisa.
Algo como se ao saber o que aquelas palavras diriam sua vida se tornasse mais clara. Ele tinha um poder de fazê-la sorrir, de fazê-la sentir-se bem só em dizer coisas tolas como "aqui na fazenda o tempo está ameno e eu adoraria me sentar na varanda contigo e observar a natureza". Assim, sem promessas. Ela não precisava de promessas, mas sim de respostas...
Ela odiava o silêncio, detestava ter que imaginar os porquês. Sua mente trabalhava em uma velocidade tão insana, que pensar nas possibilidades a atormentava.
Será que me julgou? Achou-me descortês ou avançada? Dizer-lhe que sentia falta de nossas conversas foi só uma forma de expressar o meu apreço. Será que deixei-o sem palavras? Que ele viu em minhas palavras algo além do que eu disse e está avaliando seus próprios sentimentos? Não.
Agora, aqueles momentos que antecediam a chegada de sua carta, se é que ela viria, faziam com que ela repensasse todas as vezes em que lhe sorriu, ou lhe dirigiu uma palavra ou um gesto de carinho, tentando entender e antecipar o desfecho.
