One and Only

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- Amor, você viu minha paleta aquarela? - Mesmo antes de terminar a frase Kim já se arrependia de tê-lá pronunciado.

Foi até o cômodo onde se encontrava Park, deitado no sofá com os olhos fechados. O rosto virado na direção da varanda, guiado pela luz.

Sentou ao seu lado e trouxe o mais velho para próximo de si.

- Não. - Por mais que tentasse Jimin ainda não tinha se acostumado com a falta de visão e cada frase ou momento que o remetesse a lembrar-lhe disso era como um soco.

Park era enfermeiro cirurgião, depois de uma cirurgia onde todos na sala de cirurgia foram expostos a produtos químicos por descuido de um outro enfermeiro foi necessário que lavasse sua roupa separada das normais e um respingo no olho foi necessário para que acordasse num breu.

- Desculpa, amor. Foi força do hábito - Taehyung falou baixo perto do ouvido do outro, mas foi ignorado pelo outro - Jimin - A necessidade de que o outro o desse atenção era gigantesca. Sentia falta do seu namorado - ChimChim - Park virou o rosto para Tae, mas não olhava para o mesmo, tinha o olhar perdido.

- Eu não aguento isso. Por favor me deixa ir - Park sussurrou - Tudo que eu mais amo não me é mais visível. Você não me é mais visível. Eu quero te admirar, te tocar, te amar, mas não posso fazer nada disso porque eu não posso me amar, porque eu não *consigo* me amar, não assim. - Tae não compreendia, por que não  tentar ama-lo, amar a si mesmo da maneira que se é permitido agora?

...

- Amor, cheguei! - Kim exclamou assim que atravessou a porta, mas não obteve resposta - AMOR? - Mais alto dessa vez, o medo já o tocando.

Passou em todos os cômodos e deixou o banheiro por último, ele sabia, ali seria o lugar, era só uma questão de tempo. Abriu a porta com cuidado com medo do que veria.

_O bar no meio do centro era igual a qualquer outro para todos. Mesas redondas com banquinhos altos. Conversas em tons elevados por causa da música alta. Pessoas dançando no pequeno espaço propício, e lá estava Park Jimin, dançando como se não houvesse amanhã. Kim o encarou até ter o olhar correspondido, desviou, fingindo extremo interesse na sua cerveja já quente. Park se aproximou e comprou uma outra bebida para o mais novo, Bloody Mary, o nome. A conversa fluiu como pincel na tela branca. Números de telefones trocados e os dois foram embora com nada mais do que um abraço e o olhar esperançoso de que aquela noite resultasse em algo. O produto, melhor do que o esperado, foi uma relação com mais de 4 anos, momentos de alegria e de tristeza como qualquer relacionamento, mas eles continuaram firme, pelo menos tentaram._

A cena era muito mais do quê qualquer coisa que a mente desesperada de Taehyung pudesse criar. Park relaxava na banheira, o corpo coberto por uma espuma colorida e densa, o banheiro uma bagunça, mas só era possível focar nele deitado na banheira, a cabeça descansando no encosto e os olhos fechados. Paz. Jimin abriu os olhos lentamente, Taehyung até hoje não sabe como ele sabia que estava ali, mas Park o chamou com a mão ainda na mesma posição. O mais alto tirou as roupas rapidamente e entrou na banheira junto do seu namorado, se acomodando atrás de si.

- Bem vindo de volta.

Am I Here?Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora