Capítulo 1

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Esta obra é completamente fictícia, país, cidade, personagens, etc...Foram todos criados por mim e pela Polirius, peço que não associem com a vida real. Fanfic inspirada nos seguintes livros:

A seleção

A rainha vermelha e Espada de vidro

Divergente e Convergente

Jogos vorazes 

Também no filme O legado de Tron, entre outros.

Espero que gostem, e peço que votem e comentem muitíssimo.

Esta fanfic foi iniciada pela @@Polirius, e como ela não ia continuar a fanfic eu ofereci-me para  fazê-lo, e a mesma aceitou a minha proposta.

                         ♡

Sorrateiramente os meus dedos pescam a maçã verde e brilhante, da cesta de frutas, sem que o velho robusto, com cara de poucos amigos se dê conta. Foi fácil! Penso comigo mesma. Afinal, muitas pessoa e guardas passavam pela rua, roubando toda atenção dos comerciantes, compravam ou apenas olhavam. Aqueles que olhavam não podiam pagar pelo fruto.

Pena que não são boas o suficiente para conseguir agarrar algo sem que alguém veja. Um guarda gordo, fardado com o seu habitual uniforme azul chamativo, para poder ser reconhecido de longe passa ao meu lado, olhando-me de cima abaixo, com a sua mais que perfeita cara de intimidação. Não me assusta.

–Perdeu algo?– provoco. Mas  antes que ele possa sacar a sua arma de choque do bolso, imediatamente o meu corpo cai para o chão, e logo rebolo para debaixo da mesa de frutas. Sabia muito bem que ele não iria ficar contente com meu desaforo, pois faço isto todos os santos dias com ele.

–Eu apanho-te sua pirralha!– grita colocando a cabeça para olhar por baixo da mesa. Ele não tinha a arma específica que eu possuía, ser agil, e claro, era muito menor que ele,o seu corpo grande nunca conseguiria entrar ali debaixo.

–Você disse-me isso ontem, Collin– a menção de seu sobrenome deixa-o ainda mais irritado. Dou uma gargalhada final, pelo seu esforço em tentar caber debaixo da mesa, viro-me e começo a gatinhar entre as demais mesas ao lado.

O tecido jeans fino das minhas calças, que era para proteger os meus joelhos, já estava totalmente aberto, de tantas vezes que já havia feito aquilo. Concordo comigo mesma que preciso de encontrar um novo meio de escapar por debaixo das mesas. Ou posso conseguir umas novas calças.

A segunda opção parece-me a mais aconselhável.

Os raios de sol já começam a aparecer no fim das mesas e por debaixo das pesadas toalhas de plástico velho que as cobria. Mas a minha saída não é pelo fim, e sim para o lado. Rebolo para fora, encalhando nos pés de uma comerciante, que ao olhar para baixo, não sabe se sorri ou se fica irritada.

–Não tenho tempo para broncas, senhorita Carolina– Levanto-me com rapidez, dou-lhe um beijo na bochecha e zarpo para o final da rua. Sabia que o guarda havia deixado de me perseguir, pois não iria aguentar o meu ritmo, mas correr fazia parte da minha vida, então corria por prazer.

–Ahh Deus!– grito quando de repente a minha cintura é agarrada por um braço forte. Se a pessoa que me segurou não fosse forte o suficiente, tenho a certeza que teria ido para o chão com louvor. –Harry!– grito zangada com  o rapaz que mostra um sorriso convencido.

As covinhas do Harry fazem-me derreter, a careta de irritada que tentava fazer desaparece rapidamente.

–Então irritadinha, o que fizeste desta vez?– pergunta enquanto olha para a feira que deixei para trás. Estalo a língua, e jogo a maçã para o alto, para depois agarra-la de novo, mostrando o que fui fazer naquele lugar enfadonho. O seu olhar reprovador, diz-me que não ficou contente com aquilo.

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