the call-girl

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resolvi reescrever essa coisa linda. não estranhem.
boa leitura!

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Tédio. Esta era a palavra que definia perfeitamente o dia de Kitty. Mas cá entre nós, ela prefere mil vezes os dias tediosos e chuvosos.

Felizmente, para Kitty, o movimento em dias chuvosos não era um dos melhores. Dias como este, ela gostava de entrar em contato com seu mundo interno, colocar os pensamentos em ordem e observar o significado de suas emoções, ao invés de, rebolar sua bunda em cima de homens drogados, infelizes e infiéis.

Somente os desesperados a procuravam em dias como esse. E se aparecerem, Kitty deve estar disposta, fingir que está gostando, ou representar sua fantasia, sem contar que ela tem que fingir que acha que ele é ótimo. Não importa o que ela realmente esteja pensando ou sentindo, ela tem que manter essa pretensão. Até porque, isso faz parte do acordo. Parte do que ele está comprando.

Kitty já estava nessa vida há muitos anos, já estava acostumada com esse tipo de coisa. Não era nenhuma novidade. Ela já havia visto de tudo, sem exceção alguma. Ela realmente tinha visto.

Sem nada pra fazer naquele quarto de motel barato. Sem nenhum cliente. Kitty olha envolta como se fosse a primeira vez que estivesse naquele quarto e sempre tem o mesmo pensamento ao ver as rachaduras e a pintura manchada: se não tivesse nada disso com certeza o quarto seria quente, vibrante, excitante, apaixonante e o principal: o pecado gritaria.

Afinal, essa era a intenção das cores quentes e vibrantes de um quarto de motel, as coisas quentes e intensas do que já estavam.

Cansada de tudo, Kitty observa a chuva caindo do lado de fora sentada em uma poltrona de couro preta toda desgastada e com algumas queimaduras de cigarro. Ao mesmo tempo, sente seu corpo arrepiar de frio, seus olhos descem por todo o seu corpo e ri, a garota vestia somente uma calcinha com cinta liga preta, um casaco felpudo falso e um salto alto na cor vermelho sangue. Para resolver o problema, ela toma um gole do whisky barato, sentindo o liquido quente descer rasgando por toda sua garganta.

A morena se sentia cada vez mais infeliz a cada dia que passa e infelizmente já havia aceitado que esse seria seu lugar para o resto de sua vida, sem um pingo de esperança. A prostituição fez com que Kitty tivesse todos os seus sonhos, objetivos e a sua essência roubados. Durante todos os seus anos trabalhando com isso, nenhuma mulher gostava do que estava fazendo. Todas estavam tentando sair, mas nunca conseguiam.

Mas isso não era culpa dela, por conta de enumeras dívidas feitas pelo seu pai, na qual ele não era capaz de pagá-las, ela foi vendida para Bob, o dono de uma casa de prostituição em que ela trabalhava. Kitty começou com suas atividades na casa com 18 anos, antes disso ela era responsável pela limpeza do ambiente.

Kitty já sofreu muito naquele lugar, na verdade, sofre até hoje. Ela ainda consegue sentir as mãos de Bob puxando seus cabelos, arrastando-a por todo o salão até o cubículo que ela chamava de quarto. Ela nunca havia apanhado em toda sua vida. A voz rouca de Bob por conta do cigarro dizendo que nunca sairia de lá, enquanto a espancava com o seu cinto preto de couro. Antes dele a trancar no quatro e disse entredentes: "Aceita que o seu lugar é aqui. Você é apenas uma prostituta. Minha prostituta!".

Kitty, se sente completamente miserável ao aceitar que seja manipulada emocionalmente e violentamente, enquanto desfrutam de seu ganho e de seu corpo.

×××

as coisas por aqui vão mudar, nosso coração partido no motel está passando por mudanças para tornar as coisas mais interessantes para nós.

não esqueçam de deixar o comentário de vocês, gostaria muito de saber a opinião de vocês.

vejo vocês no próximo capítulo!

beijo de luz,
geo.

Heartbreaker Motel | hendallStories to obsess over. Discover now