1º Dia

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Era sábado, e como todo sábado que se preze fui a casa de Nathalia, nós sempre nos víamos nos fins de semana para ir á biblioteca, era incrível como nos dávamos tão bem em relação a tudo, seja na hora de escolher o que comer até no tipo de roupa para usar. A gente se conhecia desde o primário e desde então viramos amigas. A biblioteca era um refúgio para Nathalia, o pai dela voltava para casa toda sexta a noite e ele e a mãe dela discutiam até ele sair segunda de manhã para trabalhar de novo, então nos "escondia-mos" na biblioteca durante praticamente o sábado todo para fugir dos gritos e choros de raiva da mãe de Nathalia:
-Oi Sofia - Disse Dona Olga forçando um sorriso.
-Olá, a Nathy já está pronta?
-Ela não vai sair hoje, está doente.
-Nossa! Então posso entrar e vê-la?
-Infelizmente não, mas digo que você passou aqui - ela acenou e já ia fechando a porta quando vi um homem, não parecia ser o pai de Nathalia, ele usava uma roupa preta.
-Com licença - disse com a mão impedindo que ela fechace a porta - o Sr. Roberto não foi trabalhar hoje?
-Não é da sua conta - e bateu a porta sem nem me esperar refletir sobre a patada que levei.
Cheguei na biblioteca e cumprimentei a bibliotecária, ela comentou sobre Nathalia ter ido lá mais cedo e pegado uma série de livros, o que me fez ficar preocupada, ela demorava quase dois meses para ler metade de um livro, por que pegaria vários se ela teria que devolver um mês depois?
  Fui para casa depois de terminar de ler um livro que comecei a umas quatro semanas, não tinha graça ficar ali sem Nathalia me atrapalhando e me fazendo rir a casa dois minutos.
Estava deitada na cama depois de tentar ligar mais uma vez pra ela e dar caixa postal, isso estava me deixando louca, queria saber se ela estava bem, por que ela não havia passado em casa pra pelo menos me explicar o que ela tinha? Podia ser pineumunia já que fazia muito frio nessa época do ano, mas eu não ia me precipitar imaginando coisas que só me deixaria mais preocupada.       Levantei e fui mais uma vez na casa dela, dessa vez ninguém me atendeu, então fui para o hospital da cidade.
-Sinto muito mas ninguém com esse nome esteve aqui, se tivesse vindo estaria no sistema.
-Tudo bem, obrigada mesmo assim.
Saí de lá desapontada, não era possível que ela tivesse desaparecido assim. Assim que cheguei na calçada avistei um ônibus, lá dentro estava Dona Olga lendo um livro distraída, era o ônibus que ia para a cidade vizinha. Pensei em entrar no ônibus e exigir que ela me dissesse aonde minha amiga estava, mas apenas perderia meu tempo, pensei em ir outra vez na casa dela, mas com certeza ela teria pegado a chave reserva que ficava no jardim, então apenas fui para casa imaginando muita coisa, e nenhuma que me agradasse, que poderia ter acontecido com minha melhor amiga.

Onde está Nathalia?Stories to obsess over. Discover now