Busan, 2006
Tarde de terça, o dia da semana favorito de Jimin.
Como sempre, ele estava passando por problemas... Sua mãe havia tido uma crise, sim, a mãe de Jimin era uma viciada, ela dependia daquilo pra viver mais que tudo, Jimin entendia, não tinha escolhas.
O pai dele... Ele estava pouco se fudendo! Era um alcoólatra, que não ligava mais para a família, sinceramente, Jimin já não estava aguentando mais.
– Ande, porra! - gritava Park Kwan, do outro lado da sala
–Pai, por favor, a mamãe quase morreu – Jimin argumentava, quase sem esperanças de que algo mudasse
–Foda se! eu não me importo Jimin, me leve logo até o bar –a voz do pai do garoto já estava alterada
–Quer saber, seu bêbado de merda, eu quero mais é que você se foda! – Jimin se levantou bruscamente do sofá onde estava
–COM QUEM PENSA QUE ESTÁ FALANDO? – o maior se pôs de pé – EU SOU SEU PAI, EU EXIJO RESPEITO, MEU OUVIU? – um tapa foi depositado no rosto do pobre garoto
–D-desculpe, pai – o menor massageava as bochechas gordinhas, agora vermelhas
–Agora, me leve pra porra do bar, moleque atrevido – Kwan seguia para fora da casa
Jimin deixou a mãe lá, em uma cama, largada, completamente drogada e debilitada, ele só não esperava encontrá-la sem sua vida ao chegar em casa.
[...]
– Mãe? Voltei – Jimin não obteve respostas – Mãe? Onde a senho...– Lá estava a senhora Park, completamente pálida, com os olhos fechados
Jimin se desesperou.
– HEY, MÃE, ACORDE! – O mais novo balança a mãe de todas as formas, na esperança de acorda-la – MÃE!!! – Os gritos de Jimin se fizeram presentes, assim como suas lágrimas, e lá estava ele, abraçado com a mãe e chorando pela terceira ou até quarta vez naquele dia
[...]
– Ei, seu moleque imprestável, por que não foi me buscar? – O pai do moreno adentrava a casa, visivelmente bêbado e irritado
– É CULPA SUA! VOCÊ MATOU ELA DE DESGOSTO, SEU MONSTRO – o filho gritava aos prantos para o pai
– FALA DIREITO COMIGO SEU IDIOTA, JÁ AVISEI, EU SOU SEU PAI – rebatia num tom enfurecido
– VOCÊ NÃO É UM PAI, UM PAI AMA UM FILHO E NÃO FAZ O QUE VOCÊ FAZ COMIGO! EU VOU SAIR DESSA MERDA DE CASA – Jimin gritava enquanto subia as escadas
– E não vai fazer falta! – o pai do garoto gritava de volta
[...]
Sr. Park foi enterrada, somente Jimin, algumas amigas e alguns parentes apareceram, o marido estava bebendo em um bar qualquer da cidade
Apesar de tudo, Jimin e sua mãe tinham uma boa convivência, eles conversavam normalmente, o pior, era o pai do garoto, ele não tinha jeito.
O único pensamento alimentado na cabeça de Park Jimin era: se mudar, estudar, e dar orgulho a mãe dele, mesmo que ela não possa o ver, ele gostaria de realizar um sonho dela, que era vê-lo com um jaleco.
Os dias de Jimin eram péssimos, cortes, desmaios, entre outras coisas... Ninguém podia ajudar ele, pois o pai vivia fora de casa...
Jimin estava sozinho.
Ele queria morrer, ele foi abandonado, Jimin estava completamente vulnerável, triste, entregue a depressão
Busan, dias atuais
–Acalme-se, Jungkook! – gritava Jimin, do sofá da sala, da sua nova casa
Mas Jimin não morava sozinho, longe disso, junto a ele moravam 3 adolescentes, Jungkook, SeokJin e TaeHyung, que eram –para ele– as melhores pessoas do mundo.
–Aish hyung, me dê logo a merda desse controle! – Jungkook rebatia no mesmo tom
–Tome, porra – o maior revirou os olhos e balançou a cabeça negativamente
–Não deixem meu Jungkook ver pornô, ouviu Jimin? – SeokJin gritava da cozinha enquanto o cheiro de bolo preenchia o local
–Jimin hyung não é disso, nem ver isso ele vê, é um sem sal – TaeHyung se intrometia
–Ei moleque, cale a boca – rebatia
TaeHyung mostrou a língua para Jimin
– Os dias aqui vão ser muito bons... – dizia SeokJin calmamente, enquanto trazia o bolo até a sala onde os garotos estavam
– Eu espero... – Jimin sussurrava para si mesmo
– Hey minnie, vamos cuidar de você – Seokjin oferecia um sorriso acolhedor ao moreno
– Obrigado Hyung – foi retribuído um lindo sorriso
Aquele momento foi interrompido por batidas incensáveis na porta
– Já vai, merda – o Kim mais novo falava em alto e bom som enquanto caminhava até a porta
– Ah, é tu Namjoon, OMMA O APPA CHEGOU
– NAMJOON, VOCÊ TÁ MUITO FERRADO – Sekojin visivelmente irritado com seu namorado
– Calma porra, eu trouxe o que você pediu – adentrou a casa com uma caixinha nas mãos – bom, não exatamente...
De repente, a caixinha se abre e de dentro pula um Lulu da Pomerania branco, filhote, com uma coleirinha dourada
–... Surpresa? – NamJoon diz com um sorriso amarelo
– QUE LINDOOOO, O NOME DELE VAI SER YUKI – Seokjin gritava freneticamente enquanto pegava o cachorrinho no colo
– Como sabia que era ele? – O namorado do mais velho perguntava com uma cara de dúvida
– Não sabia, ia ser Yuki de qualquer forma – os olhos de Jin brilhavam
