Prólogo

7 1 0
                                        

O que a mulher via refletida na bela pedra azul era a imagem da loucura. Seu rosto havia sido transformado pelo desespero. O que ela havia feito para merecer aquela maldição que o destino pusera em seu caminho? Não importava, ela apenas queria que aquilo acabasse.

Não adiantava correr. E, mesmo que adiantasse, suas pernas não eram mais capazes. Ela não sabia mais se fugia daqueles que queriam jogá-la de volta no manicômio ou se fugia... dele.

Os médicos não puderam ajudá-la. Ela estava convencida de que apenas um padre era capaz de ajudá-la, mas ninguém havia permitido que ela procurasse um. Agora, ela vagava, sem saber onde estava, a procura de um sacerdote. E, se não encontrasse, só haveria uma saída. Ela só queria que acabasse.

Ela o ouvia em sua cabeça novamente. Ele sequer se dava ao trabalho de aparecer em sua frente. Ele apenas falava.

Se continuar assim, não vai muito longe.

Ela apertou o passo. Sabia que não adiantaria de nada, mas o fez de qualquer jeito. Lágrimas escorriam por seu rosto. Por favor, meu Deus! Me ajude! Me mostre a saída!

O DesconhecidoWhere stories live. Discover now