Sentimos sua falta!

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Eu larguei meus cadernos em cima da mesa e fui cumprimenta-lo, dei um abraço meio sem jeito, senti minhas mãos estalarem em sua jaqueta gasta, empurrei levemente os seus ombros para trás e saí rapidamente.
Peguei minhas coisas e fui até o quarto, conseguia facilmente ouvir o seu diálogo com a minha mãe:
- Como foi a vinda?
- Foi melhor do que eu imaginei que seria, mas acho que deveria ter posto uma ou duas camisetas a mais.
- Você é louco!

Essa não era a primeira vez que eu o via, dividimos um apartamento em meados de 2012, ele tinha quatorze anos, e eu, oito.

Ele dormiu no sofá da minha sala, por um ou dois dias, eu sentia muita pena dele, deve ser difícil estar em um lugar totalmente novo sem as companhias desejadas, com uma perda recente, dívidas altas e sem emprego. Por isso, eu fiz o possível para que ele se sentisse confortável durante o tempo que passaria ali.

Eu tinha apenas doze anos, nunca havia me apaixonado de verdade, nunca havia sofrido de verdade, talvez isso fosse algo necessário, algo que faltasse.

Deixe o sol cuidar!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora