Capítulo 1 - Atualidade

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Lá eu estava, deitado, caído e desorientado, eu não sabia onde estava exatamente, só se via o vislumbre do topo de uma árvore com o sol do meio dia passando pelo meio as folhas, doía meus olhos, em meus dedos sentia lama, quase seca como se grudasse em meu corpo e em minhas roupas. Eu fui tentar me levantar e vacilei e cai novamente, seita uma dor de cabeça enorme como se uma caminhão tivesse me atropelado, tinha dores por todo o corpo, me levantei e senti um odor que não sentia antes quando estava perto do chão barroso, o odor parecia de alguma coisa podre como se fosse o líquido que fica no fundo do lixo, eu tentei me orientar mas só via árvores e mata fechada tão fechada que não se via nem dez metros a frente apenas um caminho entre as árvores, mas ainda assim sentia o odor acre de lixo, não sabia porque mas segui o odor, segui o caminho entre as árvores, não demorou muito mas encontrei uma área cercada que estava misturada a entulhos e corpos em decomposição, era tão nojento, fiquei tonto só de ver era uma visão horrível, corri de onde estava e fui a beira da estrada, depois que recobrei os sentidos eu vi melhor, parecia um tipo de fosso, "mas porque jogariam pessoas desse jeito em um buraco", a alguns vários metros de distância tinha uma outra área cercada e muitas barracas verdes.

Quando me aproximei da cerca não escutei nada, mas via sangue espalhado por toda a parte, dei a volta na área para encontrar a entrada , o portão estava aberto eu vi um monte de sangue na entrada já estava seco e do dos arames que se sobressaiam dava pra ver roupas rasgadas que ficaram presas, senti um frio na espinha o corpo inteiro gelou mas enfrentei com um sopro de coragem, toda a áreas era vazia igualmente para as barracas, tinha várias caixas aberta vazias as únicas fechavam eram umas amarelas com um símbolo de tóxico, fiquei curioso e me aproximei de uma que estava em uma tenda grande cheia de equipamentos cirúrgicos, estava suja de sangue seco e poeira parecia que estava ali a tempos... Abri tinha uma cabeça parecia humana coloquei encima da mesa, estava pálida quase branca mas parecia fresca e não velha e putrefata tinha umas cicatrizes pelo seu rosto mas a que mais aparecia era uma enorme que ia da bochecha esquerda e passava pelo nariz, parte inferior do olho direito e ia até a orelha direita, tinha orelhas pontudas seu olhos estavam arregalados o glóbulo era negro como a noite e sua era íris de um tom esbranquiçado era quase hipnotizante, de repente seus olhos me fitaram, senti um arrepio por todo meu corpo que por algo involuntário tentei correr mas tropecei em seguida em uma cadeira caída, quando olhei novamente para cabeça seu olhos estavam travados para frente como quando eu a tinha olhado antes, me levantei meio desajeitado e corado de vergonha mesmo que não estivesse ninguém ali além de mim, me senti solitário, sai daquele lugar, caminhei pelas ruas e não encontrei nada além de carros batidos ou abandonados na maioria com bagagens, as casas estavam todas as portas abertas como se tivesse passado um arrastão geral, continuei caminhando de rua em rua sem rumo só com migalhas de esperança que se esvaiam cada vez mais em cada esquina, o sol ia caindo mais e mais e ia escurecendo.

Várias horas caminhando e nada nem mesmo uma pessoa viva e nem mesmo corpos nas ruas, em uma esquina virei e me deparei com várias árvores em serie em suas calçadas e no meio que dividia o lado esquerdo do direito tinha uma mansão no final da rua, era enorme, branca e alguns detalhes em dourado, fui em direção a ela com o intuito de ir dormir lá já que estava escurecendo rapidamente e andar de noite sem iluminação alguma não parecia divertido, seu portão estava aberto entrei sem demora, a casa estava com as portas abertas como as outras e algumas de suas janelas no piso térreo estavam quebradas, fiquei um tanto assustado com isso mas ao mesmo tempo já tinha me acostumado ver casas abertas e vazias, entrei, a casa estava escura mas dava para ver uma sala imensa com duas escadas circulares em cada canto da sala que levava ao piso superior no meio da sala dava pra ver uma mesa quebrada ao meio e um vaso quebrado com terra solta espalhada e algumas flores mortas, um lustre de cristal logo acima da mesa tinha duas porta uma de cada lado do salão e mais uma no meio, era gélida e dava um sentimento de tristeza e melancolia chegava a arrepiar, me dirigi a porta do meio mas quando comecei a abrir senti um odor terrível que me fez fechá-la no mesmo segundo, então fui em outra que ficava a esquerda mas ela estava trancada e então a direita, ela abriu e vi uma cozinha enorme cheio de panelas penduradas em um suporte que ficava no teto, eu fitei a geladeira, estava com fome mas eu sabia que se abrisse a geladeira não ia ter nada ou pior estaria cheio de coisas podres depois de tanto tempo sem energia, tinha outra porta a minha direita fitei-a e fui em sua direção e lhe abre, dava em outra sala enorme mas essa tinha vários sofás e roupas e bagagens jogadas por todo o canto da sala, uma televisão enorme no meio parecia uma sala qualquer mas dessa vez tinha marcas de sangue por todo o lado, fechei a porta como se nem tivesse visto aquilo, voltei para o salão principal e subi as escadas tinha um corredor com um tapete vermelho no meio um vaso de planta do lado a cada porta até o final do corredor que tinha uma janela que dava em um parapeito com uma visão de todo o jardim da mansão, entrei em um quarto aleatório, o quarto suíte era simples então acho que era de hóspedes uma cama grande desarrumada de casal em uma das paredes com um criado mudo um de cada lado da cama e um armário embutido na parede com uma tv no meio dele, do outro lado do quarto dava uma porta meia aberta que provavelmente dava ao banheiro , fechei a porta atrás de mim e fui ver o banheiro, as paredes eram de azulejos pequenos ziguezagueando em tons de branco e azul pastel, tinha uma banheira e uma pequena janela logo acima do chuveiro mas estava sujo mas não tinhas traços de luta ou sangue então fui deitar, estava tão cansado e faminto que quando deitei dormi tão rápido que não deu tempo pra pensar sobre oque tinha acontecido.

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⏰ Last updated: Aug 02, 2017 ⏰

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