*Troca de amores

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Uma garota de 5 anos branca, olhos azuis, cabelos dourados, que se enrolavam na ponta usando roupa de pele branca, brinca sobre a neve jogando a para cima, sua mãe abre a porta e passa a olha-la.

-Vem filha tá muito frio. -grita a mãe encostada na porta da frente.

-Mamãe porque não neva? Gostaria de morar no Brasil pra ver a neve cair. - fala a garota olhando para o céu.

-Filha essa neve no chão caiu do céu. E no Brasil não neva como aqui. - responde ela rindo da inocência da garota.

-É que nunca vejo a neve caindo. Como saber se não jogam ela aqui a noite?

Sua mãe solta um sorriso suave com a pergunta da menina, a abraça e ambas entram para o aconchego de sua casa quentinha.

A mulher estava a espera de seu noivo, iam finalmente concretizar no cartório seu amor, sem uma grande festa a espera, eles apenas queriam viver juntinhos o que sentiam um pelo outro. A menina brincava num centro de madeira que havia no meio da sala, em cima de um tapete acolchoado, ela montava um quebra cabeça sobre a parte de vidro que tinha no móvel.

Apesar de estar prestes a casar, a mulher de cabelos negros, liso à altura do ombro, não usava nada extravagante, nenhum vestido. Apenas calça jeans, camisa de manga longa preta, e um casaco por cima. Ela se deliciava ao ver sua pequena feliz.

O jovem rapaz corria até o carro, não queria perder tempo, sua felicidade estava próxima. Com a chaves na mão, não queria parar para ouvir o que seus irmãos falavam.

Seus irmãos achando insano o que ele faria, casar tão novo e com uma mulher que já tinha uma filha, tentava impedir que o encontro dos dois acontecessem, e o chamavam tentando convence-lo a mudar se ideia, mas não conseguiram. 

Ele não se importava com o que pensariam, ele estava cego, ele estava amando. Ele casaria sem avisar ninguém, sem bênção, sem familiares, sem festa, ele casaria apenas com a certeza de que seria feliz.

-Tenho que ir, ela está a me esperar, não quero me atrasar.- responde ele aos rapazes.

-É rápido, ela não vai embora.  -diz um de seus irmãos.

-O que foi? -questiona o noivo ansioso.

-Estão limpando a pista, aguarda um pouco.

-Não posso. -diz ele saindo de casa.

O noivo entra no carro e devido ter achado perder tempo conversando com os irmãos, atravessa o carro na via sem ver que uma caminhonete vinha em direção. Acontece uma colisão o carro é arrastado cerca de 15 metros a frente e  fica todo amassado.

Foi difícil de tira-lo de dentro, pois a porta não abria, conseguiram removi-lo pela porta do carona, ainda ferido ele chamava o nome de sua amada, e olhava o celular a seu lado. Seus irmãos se desesperaram e o levaram até sua casa em frente, o carregando.
Mas ao deita-lo no sofá da sala, já era tarde, não foi possível mais checar seus batimentos cardíacos, pois não os sentiam mais. Ele estava morto.

Seu irmão gêmeo, que o deferia apenas pelos olhos claros, se culpava achando que se não o tivesse interrompido nada daquilo haveria acontecido. Seu outro irmão ligava para os para médicos, mas ao chegarem apenas confirmaram o que já se sabia.

Lembraram-se então da mulher ao qual o esperava e sentiram dor em dobro. Ligaram para ela apenas avisando que ele não estava bem, não poderia comparecer e ela imediatamente foi até sua casa, enfurecida, em um misto de confusão de sentimentos.

O irmão que não era gêmeo sugeriu que o outro se passasse por ele e casasse em seu lugar. Assim a mulher não ficaria triste com os fatos, seria uma forma de compensar o ocorrido, sem sentiam culpado. Mas o gêmeo não achou correto, como poderia celebrar, sabendo a morte de seu irmão querido? E como cometer o que ele queria evitar que o outro fizesse? O plano era cheio de falhas, logo ela perceberia, já que ele não a conhecia.

Ao chegar ela obtivera a notícia que seu amado estava morto, desesperada ela pede para o ver e ele assente. Quando entra no quarto vê seu amado em pé e deitado na cama do quarto ao mesmo tempo, só que o que estava em pé tem os olhos claros cobertos por lágrimas e falava chorando eu fui culpado.

-Você o matou? Você é culpado. -dizia a mulher sem o entender em meio as lágrimas, ela se joga abraçando o morto e o outro a aparta, ela sem forças permanece em pé, apenas por ser segurada a semelhança de seu noivo. Que não compreendia, mas a amava a partir do momento que a vira entrar pela porta.

Por um pequeno intervalo de tempo ele pensa em como seria se casar com ela.

SonhosWhere stories live. Discover now