Abrindo a porta

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Era uma manhã agitada no escritório, odeio ter que imprimir formulários pro meu chefe, apesar de ser meu emprego, já fazem dois anos e ele não me promove... Disse que eu tinha que me especializar mais, então me matriculei no centro "dom green" era como se fosse um preparatório pra sabermos vender apartamentos...
—Kate imprima duas cópias disso, quero em 5 minutos na minha mesa! —exclamou Derick com seu olhar insatisfeito de manhã.
E lá estava eu imprimindo mais umas cópias de formulários de terrenos urbanos, era coisas lindas, onde eu sonhava um dia imprimirem o meu, as pessoas compravam só pra lazer, umas nem precisaram trabalhar pra ter... Cada um seguindo seu roteiro.
— aqui senhor! — coloquei os sobre a mesa logo depois de imprimir
— obrigado Kate
— uau me agradecendo por algo, alguém será que quer regenerar— penso achando graça da situação
— senhor, hoje começo o curso na instituição dom green, gostaria de saber o que o senhor acha...
— se quer benefícios depois disso Kate, me procure quando se formar.
Me virei e fui andando até a porta, é claro,como ele, insatisfeita. fui para a minha mesa e comecei a assinar as papeladas necessárias do escritório, tinha esse trabalho também além de imprimir as cópias...
Logo deu 15 horas, era hora de sair, peguei minhas coisas e corri pro metrô, era uma viagem de 45 minutos, tempo de ler alguns livros, as vezes até o jornal, notícias ruins de certa forma são precisas ler, nunca se sabe o nível que o ser humano chega, então sempre tento me informar.
Cheguei em casa e lá estava meu doce e agradável vazio, como o adorava. Fui para o banho,lavei meu cabelo com um shampoo que minha mãe fez, até que era agradável, economizava para mim. Aliás,minha mãe era minha única amiga, ela se divorciou recentemente de um cara que não era meu pai, e desde então quando tenho tempo, vamos a boates juntas, mas isso, te conto outra hora.
Sai do banho e vesti minha blusa branca que era muito formal eu diria,uma calça jeans preta e meu salto preto, e é claro, corri para a instituição que me parecia favorável até o momento, era perto da minha casa, 2 horas com intervalo, e professores reconhecidos por serem bons no que fazem, estou em ótimas mãos até aqui.
Fui andando mais de pressa, não queria chegar atrasada, até na metade do caminho me lembrar das minhas folhas de anotações, tive que voltar uma quadra pra comprar folhas e uma caneta, e para meu desespero aumentar, a fila da papelaria estava enorme, quem precisava comprar algo as 17h da tarde— eu me perguntava. É claro, eu estava ali também.
Chegou a minha vez, comprei, e é claro estava atrasada, sai correndo com meu salto desgastado, cheguei a instituição, que por mais perto que era da minha casa, não imaginei que demoraria tanto.
Subi no elevador, fui para o 4º andar, não tinha ninguém lá, mas escutei em uma das salas pessoas rindo. Tinha uma lista na porta com nomes de quem fazeria aquele, parecia o ensino médio de novo. Abri a porta, e todos me olharam, o professor sentado se levantou, me olhou com um sorriso irônico e me disse
— sente se rápido, não quero que atrapalhe minha aula.
Me sentei rapidamente, e todos se viraram para a atenção dele.
— como eu estava dizendo, empresas precisam de organização, é como se fosse o coração dela, e as fibras de purkinje somos nós...
Duas horas depois
— vejo vocês na próxima aula, e não se atrasem.
Todos se levantaram e eu fui na síncronia até que uma voz lá no fundo diz
— menos você sra atrasada, você eu quero aqui na minha frente.
Me virei e dei um sorriso tímido e fui até ele
— bom, se apresente, creio que tenha um nome— disse ele com seu sorriso irônico novamente
— meu nome é Kate, peço desculpas pelo atrasado, não irá se repetir
— é claro que não irá Kate. Meu nome é jhon, serei seu professor até os primeiros 6 meses, depois irão me substituir pelos 6 restantes.
— Jhon seus amigos chegaram — gritou uma voz pelo outro lado da porta
— bom, Kate, até amanhã — ele apertou minha mão em tom amigável.
Saiu em direção a porta, e o observei em um ângulo diferente, e não achei defeito algum na aparência, ele tinha cabelos loiros brilhosos, e se vestia bem.
Caminhei até a porta depois de o observar sair, desci pelo outro elevador, e fui direto pra casa.
Abri a porta e o telefone estava com uma luz vermelha piscando, é claro, 3 mensagens da minha mãe.
— "alô Kate, vamos festar o resto da semana, coloquei peitos novos"
— "onde você está, preciso mostrar pra você"
— "venha dormir aqui, te levo pro trabalho amanhã"
Oh, é claro que ele colocou peitos, é sempre uma mudança depois dos términos dela. Minha mãe tinha muito dinheiro depois do segundo divórcio, eu nunca quis emprestado, sempre quis ganhar as coisas por conta própria, o que me deixou morando em um apartamento minúsculo, e o emprego dos meus sonhos se tornar ridículo.

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