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Eu sabia que não era para eu ter saído aquela noite de minha cama.

Estava frio e as ruas estavam desertas, afinal, em uma cidade com mais ou menos 5 000 habitantes qualquer evento um pouco mais elaborado, quase todas as pessoas da cidade vão.

Eu não fuí para aquela festança que tinha no parque DíosTon, mas eu fui para a pequena festa na casa de um amigo. Disse a papai que iria para a festa e disse também para ele ir para a festança, ele mal saía de casa, precisava desse descanso.

- Mas Cerise, com quem você irá voltar minha filha? - disse papai preocupado. O nome do meu pai é Tristan, ele é loiro mas agora está meio grisalho, deve ser a idade, e tem lindos olhos azuis, os quais eu herdei dele.

- Não se preocupe, eu arrumarei uma carona. Agora vamos, já estamos atrasados. - disse vestindo meu casaco. A festa era na casa de Alec, um velho amigo meu.

...

Quando chegamos lá, havia poucas pessoas. O quintal da casa de Alec estava quase todo coberto de algumas camas com travesseiros. Uma enorme fogueira clareava o lugar.

- Princesa! - exclamou Alec assim que me viu. Ele andou até mim com um enorme sorriso no rosto e me deu um abraço de tirar o fôlego.

- Okay Alec já pode me soltar. - falei rindo. Alec era 4 anos mais velho que eu, tem olhos cinzentos e cabelos loiros.

Quando Alec me soltou, não estava mas sorrindo, mas sim com uma carranca. Olhava para algo atrás de mim. Tentei me virar para ver o que era, mas ele não deixou.

- Hãn Cê, vá lá para o quintal, Skye está te esperando. - Alec disse enquanto apontava para dentro. Eu fui, mas quando estava na porta de virei para ver o que Alec teria visto. Ele agora conversava com um garoto misterioso. Tinhas olhos e cabelos negros, e a pele branca como leite. Ele olhou por um instante e todos os pelos do meu corpo se eriçaram. Ele logo voltou a falar com Alec, e eu decidi que já tinha visto demais. Fui para dentro encontrar Skye.

- Hey! - gritou Skye assim que me viu. - Onde está Alec? - perguntou ela.

- Está lá fora conversando com alguém eu acho. - digo me lembrando do garoto.

- Hum okay, vamos lá loirinha. - falou ela me levando até o quintal. Havia poucas pessoas, apenas os amigos mais próximos de Alec. Alguns minutos depois Alec retornou e chamou Skye para conversar, quando eles voltaram estavam com uma cara preopada, mas logo colocaram um sorriso no rosto. Depois de mais alguns jogos, as pessoas resolveram ir embora. Alec e Skye foram me deixar de carro.

- Obrigada pela carona, tchau Ale, tchau Kye. - disse tirando o cinto e saindo.

Eles deram uma buzinada e foram embora. Comecei então a vasculhar minha bolsa em busca das minhas chaves, depois de algum tempo eu as achei. Abri o portão e entrei, quando eu estava tentando fechar o cadeado, eu sinto que alguém se aproximava, olho para cima e o garoto com quem Alec conversava mais cedo estava lá. Não vou mentir que dei um grito com o susto que ele me deu além de cair de bunda no chão. Olho de novo para ele e ele continuava a me fitar.

- Hã olá? Está perdido? - pergunto para ele e me levanto.

- Eu finalmente te achei. - ele disse. Tinha a voz forte rouca.

- Como assim? Quem é você? Eu nem o conheço. - disparo perguntas, agora com a guarda alta.

- Você logo saberá quem eu sou. - ele apenas diz isso e vai embora.

Fico parada lá durante vários minutos. O que tinha acontecido ali? Será que era Alec e Skye tentando lhe dar um susto? Isso, provavelmente seria isso, Alec e Skye tentando te dar um susto, nada de mais Cerise.

Termino de fechar o portão e entro para dentro. Subo até meu quarto, tiro minha roupa e coloco meu pijama. Quando olho pela janela, o garoto misterioso estava lá. Pisco meus olhos para ver se minha cabeça não estava pregando uma peça em mim e quando os abro, ele não está mais lá.

- Eu estou ficando louca, é isso, só pode ser isso. - digo me jogando na minha cama, o sono vêm muito tempo depois.

...

O dia seguinte, era domingo. O tempo nublado, e eu odiava o tempo nublado. Eu amava sentir o Sol em minha pele, a sensação de calor era maravilhosa. Desço as escadas indo em direção a cozinha, papai estava lá preparando bacon e ovos para nós.

- Bom dia! - exclamo para ele e me sento em uma das cadeiras.

- Bom dia querida, como foi a festa ontem? - perguntou papai.

Me lembrei dos vários acontecimentos estanhos e resolvo acobertar alguns.

- Foi legal, jogamos vários jogos e comemos besteiras. - digo e dou de ombros. - E a sua?

- Foi ótima, não me divertia assim a anos. - disse ele sorrindo. Sorrio também, a tanto tempo não via meu pai assim. - Que tal fazer um piquenique hoje? Acho que boa parte da cidade está de ressaca hoje. O parque deve estar deserto.

- É, pode ser legal. - digo sem muita animação.

- Cerise minha filha, o que a de errado com você hoje? Parece que está tão nublada quanto o dia de hoje.

- Não é nada papai, apenas... - eu repensei eu dizer isso a papai. - estou cansada de ontem. - completei. Eu me sentia mal por mentir para papai, nunca fui o tipo de garota que mente para os pais para ir para festas, até porque eu não ia para festas.

- Okay querida, se não quiser ir hoje fazer o piquenique podemos fazer outro dia. - disse papai sorrindo.

- Eu gostaria muito. - disse e sorri para ele. Eu sentia que hoje não seria dia de acontecimentos normais.

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