Mantenha uma marreta junto de si

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MANTENHA UMA MARRETA JUNTO DE SI, ELA SERÁ NECESSÁRIA PARA A JORNADA DO FARAÓ COMO A TOALHA É PARA O MOCHILEIRO 

Lembra que eu te disse pessoalmente que um olhar não significa muita coisa? Eu tenho que esclarecer: eu não disse tudo, senhor JeroRei. Um olhar meu, logo, um olhar inocente, não quer dizer quase nada. Só que achei a pessoa bonita e a estou usando para limpar meus olhos da feiura do mundo. Ainda que estou reconhecendo nela um alguém que já foi a seu modo marcante em minha vida. Perceba que sou adepta do "queísmo", a forma pobre de escrever quando se quer explicar algo.

Infelizmente, Jeronymo, você não é único. O meu amigo Lucas Almeida, o Bob Marley, o Bob Esponja, o baianinho, o crente magia, o anarquista... vai ler essas palavras primeiro porque a internet é mais constante que minha frequência na escolinha letrada portuga. Lucas, eu te amo, e, mesmo que você seja um amigo de infância e meu maior pretendente a pretendente a ser um dos futuros ex-maridos meus, você definitivamente não é mais especial que meu leitor-beta-oficial-mor: Jerolindo Gênioronimo Arthur, a Trindade. Aceita. Se não quiser mais fazer a capa desse livro saiba que perderá não só o dinheiro e minha amizade (até aí tudo bem) mas a oportunidade de ler em primeira mão a obra de uma jovem expoente da literatura brasileira; além de perder de saber sobre o porquê de eu ser misândrica: minhas paixões não foram correspondidas e o resto das interações que poderiam ser consideradas sexuais foram o que o grande professor de história Diervilha chama de estupro mental. Ninguém deveria ter estuprado minha mente, só eu tenho esse direito, além de só eu poder estuprar a mente de qualquer outra pessoa viva. Isso é óbvio.

Mas chega de introduzir e contextualizar para vocês. Se eu não entendi o que aconteceu em minha vida nesses últimos três anos então quem são vocês para entender?

Querido leitor alheio aos meus comentaristas já dantes citados, saibam que eu sou a pessoa mais humilde e perfeita viva deste mundo. Para descobrir e se convencer de minhas palavras por favor continue lendo. Apesar da chatice que é essa puxação de saco! É que eu sou um tanto trouxa, apesar de tudo. No dia em que reuni o DVD, a judia bebêzinha fofa jornalista, o hipster e a Trindade para lançar sobre eles minha sabedoria de buda concedida pelo Nirvana (isso mesmo a famosa banda) eu comecei a contar sobre o que aconteceu em 2013, época hoje distante mas viver é lembrar.

Como 90% dos meus leitores serão pessoas conhecidas e todos sabem o que aconteceu eu poderia poupar-nos dessa história sem sal mesmo que digam que saiu de um filme ou um livro. O Livro de Deus, talvez. O problema é que os 10% existirá, eu creio. Por isso tenho de registrar essa narrativa tão escandalosa.

Eu estava no segundo ano do ensino médio no EBEP e no primeiro ano do meu técnico em eletrotécnica. Sei que isso não é importante para o decorrer da história mas gosto de enfeitar árvore de Natal. nesse ano eu fiz o concurso para ingresso no IFRN terminando a saga que se deu nos anos 2010, 2011, 2012 e finalmente 2013 para estudar no integrado porque meu maior sonho era ser proletária da construção civil. Passei pela primeira vez e recebi uma profetada, digo, profecia de que eu seria extremamente bem-sucedida em minha vida acadêmica e profissional da minha madrasta oficial na época (aquela que se auto-intitula levita) vulgo santan que tanto pode ser entendido como santa ou satã. Eu passaria no IF mais tarde dessa vez para o subsequente no mesmo almejado curso de edificações e isso só importa porque foi o curso do meu fracasso como pessoa em todos os sentidos mas não pense que essa é uma história de superação! Voltemos aos acontecimentos de 2013: foi nesse ano em que eu estava super patriótica... fugindo novamente... falta-me coesão e coerência sempre disseram e têm razão. Agora voltemos no tempo para dar uma importante informação que me segue até hoje como um fantasma. Aviso: acostume-se com as idas e vindas. Saiba que nossa pirâmide tem labirintos e que esses só serão conhecidos pelo Faraó atento. Eu não lembro se minha mãe já estava doente em 2008 como uma criança vazia de sentimentos e desligada da vida que eu era só percebi o início da doença da minha matriarca no ano de sua morte. Matriarca existe? Ao menos progenitora eu posso porque faço letras português. Agora não quero mais falar de mim, mas vou contar sobre como ocorreu a doença e morte do ventre que me acolheu e de como meus pais se conheceram. Por que há tantas relações em minha cabeça? Anote no seu diário de leitura: porque é importante a habilidade de estabelecer relações entre fatos desconexos como se não houvesse amanhã. É algo que atribuo à minha doença e que hoje faz parte de minha personalidade. Há quem me elogia por isso. outros consideram paranoia. Atribuí o fato de ter o hábito da leitura um atenuante facilitador desses acontecimentos mnemônicos. Pode ir buscar o dicionário. Como eu disse antes sou estudante de letras e esse será meu tesouro compartilhado com você, senhor Faraó, ou você se esqueceu que sou a própria Cleópatra, mesmo que eu seja mais bonita que ela, óbvio. A Talita adora fugir do assunto, percebeu? Minha mãe! Era dela que eu falava quando abri esse parêntesis. Era importante que soubesse apenas que ela morreu e pronto. No entanto quero honrar a linda Eliane registrando-a em um livro. Devo dizer que queria descrever em séries de livros a pessoa maravilhosa que ela foi mas leve em conta a criança que eu era e ficará óbvio: eu não a admirei o suficiente para explanar um conhecimento real de quem ela foi. Talvez um dia eu faça uma pesquisa com seus irmãos e amigos e faça um livro só para ela. Obrigado por me lembrar grilo falante que é a consciência que essa história é sobre mim por enquanto. Será mesmo sobre mim ou será sobre a doença? Eu me resumo ao transtorno? Minha personalidade se deve à bipolaridade? Minha infância distraída pode ser indicativo de uma manifestação psicótica futura psiquiátrica e talvez você terá a resposta para essa pergunta e muitas mais que surgirão ao longo dessa jornada por sua pirâmide. Abramos aqui um espaço para outra viagem minha: sua construtora é louca. Assisti um filme quando criança em que ocorreu um golpe de estado no Egito antigo. Era sobre o casamento de Tutancâmon mas em desenho e o então Faraó foi obrigado por seus conselheiros que aspiravam ao trono a beber veneno: um tanto clichê. Acho que não estou lembrada e ele foi picado por uma cobra como a própria Cleópatra. Depois que o motivo da morte ocorre em vez de ser embalsamado e preparado para virar múmia o filme retrata que ele entra sozinho na pirâmide e caminha entrando até encontrar repouso junto aos Deuses e seu corpo é desintegrado. Um tanto surreal. Mas hoje eu entendo que seria difícil para as crianças verem um corpo sendo aberto e dele retirado órgãos internos. Mesmo que estivesse morto quer se juntar aos outros deuses egípcios ou continuar vagando por essa pirâmide mal construída? Mas não vemos com bons olhos a ideia da Morte apesar de na cultura judaico-cristã ela ser a forma de se encontrar Deus plenamente e permanecer junto a ele pela eternidade. Talvez não queiramos, não desejamos morrer por sempre acharmos que não somos dignos de Deus e sua santidade. Fico me perguntando quem colocou isso em nossas cabeças.
"vamos fugir para outro lugar, baby vamos fugir /para onde quer que você vá /que você me carregue"
Gostou da ideia de um parágrafo tão grande escrito apenas por capricho e vontade de aleatoriedade? eu não. apesar de ser até legal, dá Agonia. Talvez o que eu esteja fazendo seja adiar algo que vocês já sabem leitores Beta comentaristas da geração x. A data da morte. Não falamos disso. Agora eu sei que parece maconha mas é só tristeza (frases copiadas de um sábio desconhecido da internet). Falamos dela. Lembro uma última vez em que fui em um parque aquático com a mamãe e minha irmã que por coincidência foi a primeira vez em que fui em um grande tobogã. Agora você está se perguntando em que essa informação é importante. Apenas, aliás, só para dizer que minha mãe tomou banho de piscina com meias de contenção para pernas. Comemorávamos o aniversário da Quéren, minha irmã. Pode rir, senhor leitor porque meus pais deram à minha irmã mais nova o nome que é um verbo. Mas acredite o significado do nome completo é pior. Quéren-Hapuque significa vaso de altimoneo. Numa tradução livre rímel. Irmã. Irmã. Irmã. Irmã. Irmã. Como escrever repetindo palavras. Aprendam com Talita Rodrigues Luna. Entre em contato para mais informações. 

ALICE SOU EU EM UM PAÍS SEM MARAVILHASStories to obsess over. Discover now